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História do Desenho

O homem pré-histórico marcou na rocha seres humanos, animais, plantas, elementos do seu mundo, expressando de uma forma intensa as suas vivências.

Pintura rupestre - Lascaux. 15.000 a 10.000 anos A.C.
As culturas da antiguidade como a Egípcia e Grega, deixaram marcas da sua história registadas sob a forma de imagens desenhadas que nos oferecem meios para a compreensão do seu pensamento história e sabedoria.




Fragmento do livro dos mortos de Tebas - Egito, C/ 1000 AC


O desenho da idade média transporta-nos para o ambiente da época com as suas personagens ingénuas e espaços "impossíveis" por ausência da perspectiva.

Detalhe de um desenho mural de Palau Calades - Barcelona. Idade Média


No renascimento o desenho ganha pujança e força com as suas perspectivas sublimes e a sensibilidade grandiosa dos mestres da época.

Paolo Ucello - estudo para cálice- Renascimento
J. V. de Vries
"Perspective pas altera" ,1604-1605



Leonardo da Vinci - Estudo de perspectiva (detalhe) - Renascimento

Cada cultura possui saberes, códigos e valores próprios e portanto condiciona os sistemas de comunicação. O desenho de cada período histórico é condicionado por aquilo que em determinado momento histórico é considerado verdadeiro e digno de importância.

Veja-se por exemplo como varia a representação de um Cristo na arte Bizantina ou na da Idade Média, do Gótico ou da actualidade. Igualmente a representação da figura humana aparece com aspectos completamente diversos conforme as épocas históricas devido aos conhecimentos que se tinham ou não sobre a anatomia humana, ou os ideais de beleza do momento.
Também de indivíduo para indivíduo, mesmo sendo contemporâneos, o carácter do desenho varia caracterizando a capacidade de representação, sensibilidade, personalidade e interesses de cada um. Mesmo desenhos do mesmo indivíduo, por vezes variam bastante de acordo com diversas condicionantes, como a experiência, vivências, estados de espírito, etc.
Quase sempre um registo desenhado parte de uma experiência de observação da realidade. Refletindo sobre o que vê, o homem regista o que compreende da realidade e o que julga ser digno de interesse.



Picasso - Eric Satie - lápis s/ papel. 1920


Do ponto de vista do observador procura-se fazer a descodificação do que se vê representado, a partir do que se conhece do mundo, fazendo associações automáticas entre o que conhecemos da realidade e o que vemos representado.

O receptor
, aquele que analisa um desenho, também só perceberá nele o que conseguir ou quiser entender. A cultura que cada um de nós possui, vai tornar-nos mais ou menos capazes de extrair "leituras" de uma imagem ou desenho. O tipo de sensibilidade, a disponibilidade e curiosidade para apreciar a imagem também conduzem a uma apreensão mais rica ou mais pobre.

(Leonor Soares 2001-03)

A Renascença e o Humanismo

holbeinmore-234x300 No século XV, afirma-se o movimento humanista iniciado por Petrarca e Boccaccio, que se em princípio foi exterior e filológico, logo afetaria todos os âmbitos da vida, desdobrando-se em efeitos complexos.

 

 

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Andrea di Bartolo di Bargilla. Francesco Petrarca. Galleria degli Uffizi, Florença, Itália.

De acordo com a etimologia, humanismo deriva do adjetivo latino humanus, humano, relativo ao homem; que tem cultura de espírito, instruído, estudioso de humanidades.

A palavra humanista foi empregada na Itália, nos fins do século XV para descrever o professor de humanidades (gramática, retórica e estilo, a literatura mesma, a filosofia moral e a história – ensinada através de exemplos), isto é, daquelas matérias que constituíam o conteúdo do programa educativo formulado por florentinos. Nicolau V, tornara-se um humanista, em sua permanência em Florença, quando exauriu seus recursos adquirindo livros e mais livros.

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Papa Nicolau V.
Como Papa, cercou-se de personalidades como Guarino de Verona, Niccolo Perotti, Poggio, Lorenzo Valla e Vespasiano da Bisticci que colocaram em prática seu ideal de educação. O meio de instrução e o meio de expressão que era o latim, foi substituído pelo italiano.
Representantes de Nicolau V obtiveram manuscritos latinos e gregos em Atenas, Constantinopla, entre outros centros de cultura.
Trouxe para o Vaticano revisores e copistas, independente de serem cristãos ou pagãos.

Enquanto movimento intelectual e literário, o humanismo pode ser definido como um conjunto de tendências (de caráter filosófico e, mais particularmente, filológico¹) que, durante o Renascimento, se orientaram no sentido de reviver e imitar os modelos artísticos, literários e científicos da Antiguidade greco-latina, considerada como exemplo de afirmação da independência do espírito humano. Sendo também uma descoberta do homem quanto homem.

Chamamos humanistas aos eruditos do Renascimento, sobremaneira àqueles que dedicaram sua atenção à análise científica de fontes literárias, históricas e arqueológicas.
Suas obras, destinadas a outros intelectuais, tiveram uma preocupação pelos problemas morais que os levou ao terreno público. Alguns adotaram posições filosóficas, derivadas de fontes neoplatônicas, consideravam o homem o centro do universo, metade terreno e metade divino.
Corpo e alma formavam um micro-cosmos que permitia compreender e dominar a natureza e aspirar a compreensão de Deus.
Nasceu assim um conceito novo sobre o homem em oposição ao que havia inspirado a Idade Média. Para esta última, a pátria do cristianismo é o além; a terra não é mais que uma morada perigosa e transitória.

Segundo a doutrina de Pico de La Mirandola e Marsilio Ficino, a vida deixa de ser uma preparação para o além, o destino do homem cumpre-se aqui na terra: o homem é grande e livre e dele depende a sua própria essência.
Ao comprovarem que os gregos e os romanos ainda que pagãos, eram sábios e virtuosos, pensaram que por natureza o homem é bom e não corrompido pelo pecado original segundo ensinavam os teólogos. Ensinaram, pois, que se o homem é educado numa sociedade boa, se tem contato com os grandes espíritos do passado e do presente, conhecerá o bem e o mal, e poderá praticar o primeiro e evitar o segundo.
Por conseguinte, o homem esclarecido por sua razão, poderia gozar as alegrias que lhe proporciona este mundo, sem por isso por em perigo sua alma. Perante a Igreja, os humanistas colocaram o homem, o homem só, entregue às suas próprias forças.

Apesar de terem modificado os princípios morais de épocas anteriores, os humanistas continuaram acreditando, quase sem exceção, em um Criador, na divina missão de Cristo, na necessidade dos sacramentos e na organização eclesiástica.

Para os humanistas a curiosidade intelectual, longe de constituir uma culpa, é uma força criadora; assim nasce esse espírito critico que se opõe ao espírito de submissão próprio da Idade Média.

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Hans Holbein, o jovem. Thomas Morus.

O humanismo é, dentro do revolucionário mosaico renascentista, um nostálgico e sentimental retorno à cultura e às letras clássicas.

Humanistas famosos são entre outros Leonardo Bruni, Petrarca, Gianozzo Manetti, Lorenzo Valla, Marsilio Ficino, Erasmo de Roterdã, François Rabelais, Pico de La Mirandola e Thomas Morus.

¹ Filológico – que diz respeito ao estudo dos documentos escritos e da forma da
língua que eles dão a conhecer: conhecimento geral das línguas e das belas artes.

A História da Arte - Completo

A arte data deste a antiguidade, quando os homens da Pré-História, desenhavam a arte rupestre (desenhos feitos nas cavernas). As figuras representavam a caça, mas isso não significava como o grupo vivia, tinha um caráter mágico, fazia com o que o grupo se preparasse para a tarefa que garantia a sobrevivência.

A palavra “arte” teve muitos significados durante a história. Sempre houve uma pequena discussão, pois alguns achavam que a arte era uma forma de criação, já outros, acreditavam que era uma forma de imitação.

A arte foi se subdividindo de estilos em estilos, tais como Barroco, Gótico, Romântico e outros.

O surgimento do Renascimento fez com que a arte se dividisse em conceitos: a pintura, literatura, música, escultura, arquitetura e a arte feita com cerâmica, tapeçaria e etc.

Depois do século XIX, a arte teve como objetivo retratar a beleza, às criações estéticas. Já no século XX, a arte passou a se referir, principalmente, às artes plásticas.

Toda arte criada é uma conseqüência do trabalho feito pelo homem. Em cada uma delas expressam a personalidade do autor, onde mostram o período em que foram feitas, criadas e suas influências culturais.

Muitas vezes o artista preocupa com a beleza da sua obra, isso faz com que ele busque matérias-primas para aproximem sua obra do mais real possível. Os artistas expressam em suas obras, todos os seus sentimentos.

Com o tempo a arte foi se modificando. Com isso a história da arte pode ser dividida de acordo com a divisão dos períodos da história da humanidade. É dividida em Antiga, Medieval, Renascentista e Moderna.

Estudo completo sobre a História da Arte.

Parte 01 - Introdução - Pré-história


Parte 02 - A Arte Egípcia


Parte 03 - A Arte Grega


Parte 04 - A Arte Medieval


Parte 05 - Renascimento


Parte 06 - Barroco


Parte 07 - Neoclássico


Parte 08 - Romantismo


Parte 09 - Realismo


Parte 10 - Impressionismo


Parte 11 - Expressionismo


Parte 12 - Art Nouveau


Parte 13 - Cubismo


Parte 14 - Surrealismo


Parte 15 - Abstracionismo


Parte 16 - Modernismo


Parte 17 - Arte Pop


Parte 18 - Graffiti


Parte 19 - Arte Conceitual - Final


Texto: UOL / Vídeos: Fuvio

Salvador Dalí – Pinturas Surrealistas

salvador-dali–pinturas-surrealistas Um dos mais conhecidos pintores de arte surrealista, Salvador Domingo Felipe Jacinto Dalí i Domènech mais conhecido como Salvador Dalí é natural do país da Espanha na cidade de Figueres, ele nasceu no ano de 1904. Sua fama no mundo artístico veio dos quadros que fazem diversas combinações de imagens “esquisitas”, mas que demonstram um alto nível de qualidade plástica. As suas principais inspirações artísticas vieram de mestres do Renascimento.

salvador-dali–pinturas-surrealistas

Além de pinturas Salvador Dalí também fez outros trabalhos como esculturas, fotografias e arte para o cinema, no qual um desses trabalhos foi utilizado pela Walt Disney no curta metragem Destino que foi lançado no ano de 2003 devido algumas dificuldades enfrentadas na época. Além desses trabalhos, Salvador Dalí também escreveu poemas que seguiam a mesma linha do Surrealismo.

Salvador Dalí tinha uma obsessão muito grande por temas de pintura Árabe, pois dizia que seus antepassados eram descendentes de Islâmicos, assim em grande parte de seus trabalhos utilizou símbolos dessa linhagem. Por ser um pintor bem criticado por artistas que não apreciavam muito sua arte, Salvador Dalí não teve muito reconhecimento com suas obras em determinados lugares da época.

Abaixo estão algumas das obras de arte moderna que trouxeram o grande sucesso do artista por pintar o surrealismo, veja:

 


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Sleep Le Sommeil – Salvador Dalí

 

 

salvador-dali1 Salvador Dalí

 

 

salvador-dali Salvador Dalí

 

 

metamorfose-salvador-dali Metamorfose - Salvador Dalí

Vida e obra de Pierre-Auguste Renoir.

Biografia - Auguste Renoir (1841-1919)
Renoir e sua "joie de vivre"


Pierre-Auguste Renoir costuma ser chamado de "o pintor da vida". Ainda que nunca tivéssemos visto um quadro seu sequer, essa bela maneira de se referir a ele seria um forte chamariz para a obra deste homem, tido como uma pessoa alegre e carismática em vida, sempre rodeada de amigos.

Renoir nasceu na cidade de Limoges em 1841, filho de costureiros humildes. Aos quatro anos vai para Paris com a família, e lá passa uma infância feliz. Seu primeiro contato com as artes seria trabalhando como pintor de porcelanas em uma fábrica, atividade que o levou a decidir ser artista profissionalmente.

As aulas na Escola de Belas Artes e no estúdio de Charles Gleyre (onde conheceu Monet) eram intercaladas com "sessões" de pintura ao ar livre, geralmente nos parques e bosques próximos a Paris. Data daí o início das discussões a respeito de uma nova maneira de pintar, numa tentativa de captar nas telas momentos tão passageiros quanto a luz do sol e as sombras: juntamente de Monet, Sisley, Bazille, Degas e Manet, formava-se o grupo que inventaria o Impressionismo.

No caso de Renoir, que até gostava de pintar paisagens mas tinha clara preferência por retratar pessoas (fossem retratos de conhecidos ou de cidadãos anônimos), o mundo era composto por ruas reluzentes, muita luz e vida cotidiana. Estes eram os temas preferidos em sua obra.

O artista continuaria "integrando" o grupo dos impressionistas, mas nunca deixou de fazer os retratos que lhe davam sustento. Após viagens à Argélia (influenciado pela obra de Delacroix) e Itália, em 1881 (onde apreciou e se inspirou nos renascentistas, em especial Rafael), volta à França com novo fôlego e decide deixar um pouco de lado a maneira rápida, "inacabada" e impressionista de pintar para retratar personagens mais delineados e severos em quadros como "As Banhistas" (1884/87), com clara influência de mestres do Renascimento.

Algum tempo depois, porém, o artista voltaria ao seu estilo mais característico, mesclando conhecimentos clássicos a cores mais quentes, cenas do dia-a-dia e pinceladas mais livres.

Renoir foi casado com Aline Charigot, com quem teve 3 filhos. O segundo deles, Jean Renoir, viria a tornar-se um grande cineasta. Entre seus filmes destacam-se "A Grande Ilusão" (1937) e "A Regra do Jogo" (1939). Tendo vivido seus últimos em Cagnes, na Riviera Francesa, Renoir morreu em 1919, quatro anos depois de sua amada Aline. Mesmo sem conseguir andar ou segurar com firmeza o pincel, o artista continuou pintando até o fim da vida.

Curiosidades

  • Retrato apressado
    Durante sua viagem à Itália, no ano de 1882, Renoir visitou o compositor alemão Richard Wagner, na Sicília. Um amigo em comum, o juiz Lascoux, providenciou para que um retrato do famoso músico fosse feito e Renoir, que não apreciava o trabalho de Wagner, teve apenas 35 minutos para pintar a tela. Naturalmente, nenhum dos dois gostou do resultado, "semelhante a um pastor protestante", segundo o insatisfeito retratado.
  • Nome completo
    Os amigos Renoir, Monet, Sisley, Bazille, Degas e Manet formariam o grupo central do movimento impressionista, que à época da primeira exposição dos quadros feitos sob essa nova maneira de pintar se intitulava "Sociedade Anônima dos Artistas, Pintores, Escultores e Gravadores". Um nome um tanto longo, se comparado ao termo que os tornou famosos em todo o mundo: Impressionistas, simplesmente (ainda que tenha surgido a partir de uma crítica sarcástica ao quadro "Impressão, Sol Levante", de Monet).
  • Processo de criação
    Renoir pintou muitas naturezas-mortas durante a década de 1890. Afirmava que a criação desse tipo de pintura era relaxante: "Deixo meu cérebro descansar enquanto pinto flores". "Rosas-de-Musgo" (1880) e "Frutos do Midi" (1881) são belos exemplos dessa época. As esculturas, por outro lado, foram sua obsessão nos últimos anos de vida. Ainda que não mais conseguisse fazê-las sozinho, afirmava, com bom-humor: "Eu nunca acho que terminei um nu até sentir que posso beliscá-lo".
  • Primeiro amor
    Renoir só viria a se casar com Aline Charigot quando passava dos 40 anos. Antes disso, o mais famoso relacionamento do pintor foi com a também "modelo" Lise Tréhot. Ele tinha 20 anos quando a jovem, então com 16 anos. Morena, lânguida e de traços marcantes, Lise posou para diversas telas do então jovem artista (calcula-se que Renoir tenha retratado a amante mais de 20 vezes, entre 1865 e 1872). Lise acabou se casando com outro homem, jamais voltando a encontrar Renoir.
  • Renoir em São Paulo
    O Museu de Arte de São Paulo realizou uma grande mostra retrospectiva da carreira de Renoir, no ano de 2002. "Renoir - O Pintor da Vida" reuniu 140 obras do artista e de seus "amigos" impressionistas, atraindo um numeroso público ao museu. O Masp, por sinal, possui em seu acervo um dos mais conhecidos quadros de Auguste Renoir: "Rosa e Azul" (1881), onde vemos as duas pequenas irmãs, de mãos dadas, uma de rosa e outra de azul.

Contexto histórico
As impressões de um tempo remoto


Um fato ocorrido ainda na juventude de Renoir é bem marcante das mudanças que aconteciam em sua época: após cinco anos trabalhando como pintor de porcelanas em Paris, o jovem perdeu seu emprego devido à criação de um processo mecânico de estamparia em louça. Era a sociedade industrial que crescia, com suas máquinas e produção em massa.

Alguns anos depois, em 1870, Renoir foi convocado para a guerra franco-prussiana, mas faz de tudo para voltar a Paris, o que acontece no ano seguinte. Foram anos difíceis para os impressionistas: Monet fugira para a Inglaterra, e Bazille acabou morto em combate. Seria apenas em 1974 que os amigos voltariam a se reunir.

Renoir já foi considerado um "hedonista burguês" por retratar tantas cenas de pessoas se divertindo, comendo e bebendo. Ou mesmo por realizar tantos retratos de amigos e personalidades da dita "alta sociedade". Porém, como em toda crítica radical, é injusto caracterizá-lo dessa maneira. Renoir só conseguiu viver confortavelmente depois dos 40 anos, e era o tipo de artista que só trabalhava quando estava feliz (e talvez exatamente por isso não tenha enriquecido precocemente). Foi, também, um pintor que não teve medo de mudar seu estilo quando sentiu essa necessidade: durante alguns anos, após voltar das viagens à Argélia, Espanha e Itália, dedicou-se a temas mais clássicos e formalistas.

Sua habilidade em pintar a luz que passa por entre folhagens e atinge o solo e as pessoas em pequenos pontos de claridade e sombras era excepcional. A atmosfera alegre e descompromissada de trabalhos como "Le Moulin de la Galette", de 1876, também emocionam e, nostalgicamente, nos remetem a uma época que não existe mais. No fim da vida, Auguste realizou ainda diversas esculturas, geralmente de mulheres de formas voluptuosas. Mesmo não conseguindo usar as mãos habilmente devido à artrite e ao reumatismo, produziu diversas peças tendo dois ajudantes como seus "braços".

Sites relacionados
  • Jeu de Paume - Este museu, localizado em Paris, tem uma vasta coleção de quadros de Renoir.
  • Spanish Arts - Este portal traz muitas informações sobre artistas e movimentos estéticos. Em espanhol.
  • ArtCyclopedia - Links para museus ao redor do mundo que possuem obras de Renoir (entre eles o Masp).
  • Análises da obra "Rosa e Azul" (1881), de Renoir.
  • Olga’s Gallery - Aqui, é possível conferir as imagens de mais de 200 trabalhos de Renoir.

Principais obras
1. "Le Moulin de la Galette" (1876) - O clima amigável e descontraído nos faz ter vontade de "adentrar" o quadro.
2. "O Almoço dos Remadores" (1881) - Retrata um almoço de domingo à beira do rio Sena. Tipicamente francês.
3. "Rosa e Azul" (1881) - As duas pequenas "bonecas", loiras, de pele claríssima e vestidos encantadores, dão-se as mãos.
4. "As Banhistas" (1884-87) - Exemplo da mudança de estilo do pintor, depois de sua volta da Itália. Traços mais delineados e cores suaves.

Fonte:  http://mestres.folha.com.br/pintores/16/

Tutorial sobre perspectiva: Os tipos de perspectiva

perspectiva-geometrica Dizem os professores de desenho que há três características ou habilidades fundamentais a dominar, para o desenho:
Os espaços negativos e positivos, o desenho dos contornos e a perspectiva.

A perspectiva é um elemento fundamental para dar profundidade e realismo aos desenhos. Sem este elemento qualquer coisa que se desenhe carecerá de veracidade….

No entanto vale a pena ressaltar que há quem não utilize a perspective com propositada intenção.
Em várias técnicas de desenho e pintura, e em certos movimentos e estilos artísticos, como por exemplo nas pinturas “cubistas” ou “Naif” as quais baseiam a sua existência na não semelhança com a realidade, a recreação de um perspectiva apurada, não faz sentido. Muito pelo contrario, quanto menos utilizada, mais interessante a obra. Mas isto é tema para outro artigo.

De uma forma resumida, podemos considerar o seguinte:

-Quanto mais longe um objecto esta do observador, mais pequeno parecerá ou deverá ser representado.
-De uma forma geral, podemos dizer que um objecto diminui o seu tamanho á metade quando a distancia até ele aumenta ao dobro.

E baseados nestas afirmações, é que o nosso cérebro todos os dias faz calculos para nos movimentarmos no mundo que nos rodeia, calculando distâncias em função do tamanho dos objectos que observamos.

As regras da perspective foram inventadas ou descobertas na época do Renascimento Italiano.

Anteriores a esta época, muitas obras de arte conseguiam o efeito de profundidade quase por intuição e muitas delas nem sequer exploravam ou davam importância a esta característica.

Existem em arte Três tipos de perspectiva.
Perspectiva Geométrica, Perspectiva linear, e perspectiva aérea.

perspectiva-geometrica O desenho em perspectiva geométrica é útil para desenhos arquitectónicos  e mecânicos, ou seja para trabalhos de características puramente técnicos.  Esta abordagem proporciona aos desenhos características ou aspectos mais rígidos e mecânicos.
Se se restringir estritamente pelas regras de perspectiva geométrica, você acabará com um fabuloso e impressionante desenho mecânico …mas sem sabor artístico.

Como artista, eu recomendo jogar com as menos exactas e mas mais flexíveis perspectivas linear e perspectiva aérea.

A perspective aérea é mais aplicada nas paisagens e envolve a utilização de mudanças de tonalidades e variações na escala de valores para criar o efeito de profundidades e distancias.
O fume no ambiente o vapor de agua na atmosfera, faz com que a nossa percepção das cores e da nitidez das mesmas, variem com a distancia.
A exploração deste efeito nas pinturas, pode produzir resultados de inigualável atmosfera e verdadeiras obras de arte.

A perspectiva linear é mais aplicada as estruturas e edificações…

São Jorge e o Dragão

sao-jorge-e-o-dragao-330x247 Wallpaper com a célebre pintura de Rafael com o mártir Cristão São Jorge. Na imagem, São Jorge aparece em seu cavalo combatendo o dragão na obra chamada São Jorge vencedor do Dragão.

 

 

São Jorge e o Dragão

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Créditos: Rafael



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Leonardo da Vinci – O gênio do renascimento


Há pessoas que passam pelo mundo e deixam suas lembranças, suas marcas; algumas são esquecidas com o passar das gerações, outras são lembradas por muitos séculos ou até milênios. Uma pessoa como Leonardo da Vinci é destas que que não só deixa lembranças aos mais próximos de sua época, como também um legado memorável a toda humanidade. Contribuiu com a ciência, com a arte e com a filosofia; acelerando anos de pesquisas para os interessados nas mesmas.

Para você que aspira a arte, seria interessante conhecer um pouco deste grande gênio. Leonardo é uma referência do saber, pelo fato de se interessar por praticamente tudo, conseguia conectar  informações de ciências diferentes, o que permitia dar saltos de evolução no seu aprendizado.
Existe até um livro atual bem interessante que se baseia nos exercícios encontrados no bloco de notas de Leonardo, conhecido como “Aprenda a Pensar com Leonardo da Vinci – Sete passos para o sucesso no seu dia-a-dia”. Neste livro consultor norte-americano Michael Gelb, que tem entre seus clientes empresas do porte da Xerox, AT&T e Dupont – propõe o acompanhamento dos passos do gênio, para que se descubra a sabedoria e a inspiração dentro de nossas próprias vidas. Gelb demonstra com propriedade como desenvolver novas formas de auto-expressão e estratégias para pensar com criatividade. O autor destrincha cada princípio do pensamento vinciano, exemplificando como Leonardo os punha em prática.







CRONOLOGIA – LEONARDO DA VINCI (principais fatos)
1452: Nasce no dia 15 de abril, em Vinci, perto de Florença, filho ilegítimo de Pietro d’Antônio, tabelião, e ede uma camponesa chamada Catarina
1469: Leonardo vai para Florença, onde começa a trabalhar mo ateliê de Andrea del Verrocchio
1472: Passa a freqüentar a “Compagnia di San Luca”, que congrega pintores
1482: Transfere-se para Milão, onde permanecerá por quase 20 anos
1489: Começa a trabalhar para a corte milanesa, a serviço de Ludovico Sforza, o Mouro, produzindo um enorme monumento eqüestre em homenagem a Francesco Sforza
1490: Perto da virada da década, pinta o retrato de Cecília Gallerani e prepara um programa de estudos teóricos em diversos campos, da anatomia à hidrologia
1495: Começa a pintar a Última ceia no refeitório dos frades de Santa Maria delle Grazie
1496: Chega a Milão frei Luca Pacioli, célebre matemático, que se torna amigo de Leonardo e o ajuda nos estudos da geometria
1499: É forçado deixar Milão, logo após a chegada das tropas francesas
1500: Muda-se novamente para Florença
1503:Começa um período marcado por importantes trabalhos: o ínicio de Gioconda, a Batalha de Anghiari , a retomada de vários estudos teóricos – do vôo(1505) à anatomia(1507)
1508: Segue novamente para Milão. A serviço dos franceses, executa obras urbanísticas e hidrográficas. Junto com Marcantonio della Torre, retoma os estudos de anatomia
1513: Transfere-se para Roma, no Vaticano, a serviço de Giuliano de Médici, irmão do papa Leão X. Realiza projetos para o porto de Civitavecchia, onde também faz o saneamento de áres pantanosas. Desse período em Roma fica os desenhos dos Dilúvio
1516: Com a morte de giuliano de Médici, seu protetor, Leonardo deixa Roma e aceita o convite do Rei da França, Francisco I
1517: Transfere-se para Amboise, onde passa a viver em um castelo cedido pelo rei
1519: Em 23 de abril faz seu testamento. Poucos dias depois, em 2 de maio, Leonardo Da Vinci morre

FILMES E DOCUMENTÁRIOS SOBRE LEONARDO DA VINCI

  • A Vida de Leonardo da Vinci – DVD duplo
  • Os arquivos de Leonardo da vinci – DVD duplo

Um breve Documentário
Parte 1

Parte 2


Técnicas e materiais artísticos e expressivos nas artes visuais.


Nas artes visuais quase todo material e técnica podem ser utilizados para criar uma obra, mas existem aqueles que são mais conhecidos, considerados como tradicionais ou convencionais e os modernos ou contemporâneos.Entre os meios artísticos tradicionais ou convencionais, três deles manifestam-se em duas dimensões (bidimensional – altura e comprimento): o desenho, a gravura e a pintura. Embora o resultado formal de cada um deles seja bastante diferente (embora o desenho e a gravura sejam similares), a grande diferença entre eles se encontra na técnica envolvida. Os outros meios tradicionais – a escultura e a arquitetura –  manifestam-se nas três dimensões do espaço (tridimensional – altura, comprimento e largura ou (profundidade).

Desenho


É o processo pelo qual uma superfície é marcada aplicando-se sobre ela a pressão de uma ferramenta (em geral, um lápis, carvão, nanquim, grafite, pastel, caneta, pincel etc.) e movendo-a, de forma a surgirem pontos, linhas e formas planas. O resultado deste processo (a imagem obtida) também pode ser chamada de desenho.    Desta forma, um desenho manifesta-se  essencialmente como uma composição bidimensional. Quando esta composição possui uma certa intenção estética, o desenho passa a ser considerado uma expressão artística.A escolha dos meios e materiais está intimamente relacionada à técnica escolhida para o desenho. Um mesmo objeto desenhado a bico de pena e a grafite produz resultados absolutamente diferentes.As ferramentas de desenho mais comuns são o lápis, o carvão, os pastéis, crayons e pena e tinta. Muitos materiais de desenho são à base de água ou óleo e são aplicados secos, sem nenhuma preparação.Existem meios de desenho à base d'água (o "lápis-aquarela", por exemplo), que podem ser desenhados como os lápis normais, e então umedecidos com um pincel molhado para produzir vários efeitos. Há também pastéis oleosos e lápis de cera. Desde a invenção do papel, no século XIV, ele se torna o suporte dominante para a realização de desenhos. É possível classificar o desenho em função dos instrumentos utilizados para a sua execução, ou da ausência deles. Pode-se pensar ainda em modalidades distintas do registro de acordo com as finalidades almejadas.
Desenho artístico à mão livre. Garcia Junior 2006.
Desenho artístico à mão livre (Central dos quadrinhos 2006).

• Desenho técnico ou industrial: uma forma padronizada e normatizada de desenho, voltado à representação de peças, objetos e projetos inseridos em um processo de produção.
• Desenho arquitetônico: desenho voltado especialmente ao projeto de arquitetura realizado, de modo geral, com o auxílio de réguas, compassos, esquadros e outros instrumentos.
• Desenho científico: empregado na zoologia, na botânica e anatomia (fartamente empregados como ilustrações de manuais didáticos)
• Ilustração: um tipo de desenho que pretende expressar alguma informação, normalmente acompanhado de outras mídias, como o texto.
• Croqui ou esboço: um desenho rápido, normalmente feito à mão sem a ajuda de demais instrumentos que não propriamente os de traçado e o papel, feito com a intenção de discutir determinadas idéias gráficas ou de simplesmente registrá-las. Normalmente são os primeiros desenhos feitos dentro de um processo para se chegar a uma pintura ou ilustração mais detalhada.
Desenho arquitetônico - Brasília.
Desenho técnico.

Esboço.

Gravura

Difere do desenho na medida em que ela é produzida pensando-se na sua impressão e reprodução. Uma gravura é produzida a partir de uma matriz que pode ser feita de metal (calcografia), pedra (litografia), madeira (xilogravura) ou seda (serigrafia).
O artista trabalha nesses suportes fazendo uma gravação da imagem de acordo com as ferramentas que utiliza com o propósito de imprimir uma tiragem de exemplares idênticos podendo ser feita pelo próprio artista ou orientando um impressor especializado. 
Uma gravura é considerada original quando é assinada e numerada pelo artista dentro de conceitos estabelecidos internacionalmente. Após aprovar uma gravura o artista tira várias provas que são chamadas p. a. (prova do artista). Ao chegar ao resultado desejado é feita uma cópia "bonne à tirer" (boa para imprimir – b.p.i.). A tiragem final deve ser aprovada pelo artista, que, então, assina a lápis, coloca a data, o título da obra e numera a série. Finda a edição, a matriz deve ser destruída ou inutilizada. Cada imagem impressa é um exemplar original de gravura e o conjunto destes exemplares é denominado tiragem ou edição. Em uma tiragem de 100 gravuras, as obras são numeradas em frações: 1/100, 2/100 etc. 

Conheça um pouco mais sobre as quatro técnicas de gravura:

 
• Litografia (matriz de pedra): a litografia (lithos = pedra e graphein = escrever) foi criada no ano de 1796 por Alois Senefelder.
• Xilogravura (matriz de madeira): surgiu como conseqüência da demanda cada vez maior de consumo de imagens e livros sacros a partir da invenção da imprensa por Gutenberg, quando as iluminuras e códigos manuscritos passaram a ser um luxo de poucos. A gravura em madeira seria um meio econômico de substituir o desenho manual, imitando-o de forma ilusória e permitindo a reprodução mecânica de originais consagrados.
• Calcografia (matriz de metal): surgiu nos ateliês de ourivesaria e de armaduras, no século XV, onde era usual imprimir-se os desenhos das jóias e brasões em papel para melhor visualização das imagens.
• Serigrafia (matriz de seda ou náilon): também conhecida como silk-screen (tela de seda) é um processo de impressão no qual a tinta é vazada - pela pressão de um rodo ou puxador - através de uma tela preparada. É utilizada na impressão em variados tipos de materiais (papel, plástico, borracha, madeira, vidro, tecido, etc.), superfícies (cilíndrica, esférica, irregular, clara, escura, opaca, brilhante, etc.) espessuras ou tamanhos, com diversos tipos de tintas ou cores. Também pode ser feita de forma mecânica (por pessoas) ou automática (por máquinas).
Produção da tela matriz de serigrafia.

Pintura

Refere-se genericamente à técnica de aplicar pigmento em forma líquida a uma superfície bidimensional, a fim de colori-la, atribuindo-lhe matizes, tons e texturas. Em um sentido mais específico, é a arte de pintar uma superfície, tais como papel, tela, ou uma parede (pintura mural ou de afrescos). A pintura é considerada por muitos como uma das expressões artísticas tradicionais mais importantes; muitas das obras de arte mais importantes do mundo, tais como a Mona Lisa, são pinturas. Diferencia-se do desenho pelo uso dos pigmentos líquidos e do uso constante da cor, enquanto aquele apropria-se principalmente de materiais secos. Enquanto técnica, a pintura envolve um determinado meio de manifestação (a superfície onde ela será produzida) e um material para lidar com os pigmentos (os vários tipos de pincéis e tintas). 
A escolha dos materiais e técnicas adequadas está diretamente ligada ao resultado final desejado para o trabalho como se pretende que ele seja entendido. Desta forma, a análise de qualquer obra artística passa pela identificação do suporte e da técnica utilizadas. Enquanto técnica, a pintura envolve um determinado meio de manifestação (a superfície onde ela será produzida) e um material para lidar com os pigmentos (os vários tipos de pincéis e tintas). 
O suporte mais comum é a tela (normalmente uma superfície de madeira coberta por algum tipo de tecido), embora durante a Idade Média e o Renascimento o afresco tenha tido mais importância. É possível também usar o papel (embora seja muito pouco adequado à maior parte das tintas). Quanto aos materiais, a escolha é mais demorada e, normalmente, envolve uma preferência pessoal do pintor e sua disponibilidade. Materiais comuns são: a tinta a óleo, a tinta acrílica, o guache e a aquarela.
Pintura da artista Helene Beland.
É também possível lidar com pastéis e crayons, embora estes materiais estejam mais identificados com o desenho.
No entanto, há controvérsias sobre essa definição de pintura. Com a variedade de experiências entre diferentes meios e o uso da tecnologia digital, a idéia de que pintura não precisa se limitar à aplicação do "pigmento em forma líquida". Atualmente o conceito de pintura pode ser ampliado para a representação visual através das cores. Mesmo assim, a definição tradicional de pintura não deve ser ignorada.
O elemento fundamental da pintura é a cor. A relação formal entre as massas coloridas presentes em uma obra constitiu sua estrutura fundamental, guiando o olhar do espectador e propondo-lhe sensações de calor, frio, profundidade, sombra, entre outros. Estas relações estão implícitas na maior parte das obras da História da Arte e sua explicitação foi uma bandeira dos pintores abstratos.

Conheça as principais técnicas e materiais da pintura:


• Muralismo, pintura mural ou parietal: é a pintura executada sobre uma parede, quer diretamente na sua superfície, como num afresco, quer num painel montado numa exposição permanente. Ela difere de todas as outras formas de arte pictórica por estar profundamente vinculada à arquitetura, podendo explorar o caráter plano de uma parede ou criar o efeito de uma nova área de espaço. A técnica tradicional de uso mais generalizado é a do afresco, que consiste na aplicação de pigmentos de cores diferentes, diluídos em água, sobre argamassa ainda úmida.
• Tinta a óleo: é uma mistura de pigmento pulverizado e óleo de linhaça ou papoula. É uma massa espessa, da consistência da manteiga, e já vem pronta para o uso, embalada em tubos ou em pequenas latas. Dissolve-se com óleo de linhaça ou terebintina para torná-la mais diluída e fácil de espalhar. O óleo acrescenta brilho à tinta; o solvente tende a torná-la opaca.
A grande vantagem da pintura a óleo é a flexibilidade, pois a secagem lenta da tinta permite ao pintor alterar e corrigir o seu trabalho.
• Acrílico: é uma tinta sintética solúvel em água que pode ser usada em camadas espessas ou finas, permitindo ao artista combinar as técnicas da pintura a óleo e da aquarela. Se você quiser fazer tinta acrílica, você pode misturar tinta guache com cola.
• Aquarela: é uma técnica de pintura na qual os pigmentos se encontram suspensos ou dissolvidos em água. Os suportes utilizados na aquarela são muito variados, embora o mais comum seja o papel com elevada gramatura (espessura do papel). São também utilizados como suporte o papiro, casca de árvore, plástico, couro, tecido, madeira e tela.
• Guache: é um tipo de aquarela opaca. Seu grau de opacidade varia com a quantidade de pigmento branco adicionado adicionado à cor, geralmente o suficiente para evitar que a textura do papel apareça através da pintura, fazendo com que não tenha a luminosidade das aquarelas transparentes.
•  Colagem
Também é considerada uma técnica convencional de artes visuais que utiliza vários materiais aplicados em diferentes suportes para criar um efeito diferente e interessante. Ao abrigar no espaço do quadro elementos retirados da realidade - pedaços de jornal e papéis de todo tipo, tecidos, madeiras e objetos variados, a colagem passa a ser concebida como construção sobre um suporte, o que dificulta o estabelecimento de fronteiras rígidas entre pintura e escultura.
Colagem (papel celofane, cartolina e cola).


Escultura


É uma arte que representa imagens plásticas em relevo total ou parcial usando a tridimensionalidade do espaço.
Os processos da arte em escultura datam da Antigüidade e sofreram poucas variações até o século XX. Estes processos podem ser classificados segundo o material empregado: pedra, metal, argila, gesso ou madeira.
A técnica da modelagem consiste em elaborar esculturas inéditas através desta técnica. São utilizados materiais macios e flexíveis, facilmente modeláveis, como a cera, o gesso e a argila.
No caso da argila, a escultura será posteriormente cozida, tornando-se resistente. A modelagem é, também, o primeiro passo para a confecção de esculturas através de outras técnicas, como a fundição e a moldagem.
A técnica do entalhe é um processo que requer tempo e esforço, já que o artista trabalha minuciosamente numa escultura, cortando ou extraindo o material supérfluo (madeira, por exemplo) até obter a forma desejada.
O material é sempre rígido e, com freqüência, pesado. A arte de esculpir em madeira utiliza poucas espécies de árvores, que são selecionadas em função da sua textura, da beleza do material proporcionado pelos veios e pela tonalidade da matéria prima.
As madeiras comumente utilizadas são o cedro e o mogno, por serem fáceis de trabalhar e mais leves. O acabamento da obra é dado com tintas e vernizes preparados com resinas químicas ou naturais.
Outra técnica utilizada para a escultura é fundição de metal (ferro, cobre, bronze etc) em que se faz um processo complexo que começa com um modelo em argila, passando por um molde que será preenchido com cera, obtendo-se outra peça idêntica neste material, que poderá ser retocada, para corrigir algumas imperfeições derivadas do molde. Depois de modelada em cera.
Em seguida, o metal líquido é vazado dentro de um molde, ocupando o lugar deixado pela cera. O gesso é dissolvido em uma lavagem a jato de água, revelando a peça com seus contornos. A escultura de metal passa, então, por um processo final de recorte e de acabamento.
Escultura em madeira.
Escultura em pedra.


 Arquitetura


Entre muitas outras coisas, a Arquitetura é a organização do espaço tridimensional. É uma atividade humana existente desde que o homem passou a se abrigar das intempéries do clima. Uma definição mais precisa da área envolve todo o design do ambiente construído pelo homem, o que engloba desde o desenho de mobiliário (desenho industrial) até o desenho da paisagem (paisagismo) e da cidade (urbanismo), passando pelo desenho dos edifícios e construções (considerada a atividade mais comum dos arquitetos). O trabalho do arquiteto envolve, portanto, toda a escala da vida do homem, desde a manual até a urbana.
A arquitetura se manifesta de dois modos diferentes: a atividade (a arte, o campo de trabalho do arquiteto) e o resultado físico (o conjunto construído de um arquiteto, de um povo e da humanidade como um todo).
A Arquitetura depende ainda, necessariamente, da época da sua ocorrência, do meio físico e social a que pertence, da técnica decorrente dos materiais empregados e, finalmente, dos objetivos e dos recursos financeiros disponíveis para a realização da obra, ou seja, do programa proposto.
Bem mais do que planejar uma construção ou dividir espaços para sua melhor ocupação, a Arquitetura fascina, intriga e, muitas vezes, revolta as pessoas envolvidas pelas paredes. Isso porque ela não é apenas uma habilidade prática para solucionar os espaços habitáveis, mas encarna valores. A Arquitetura desenha a realidade urbana que acomoda os seres humanos no presente. É o pensamento transformado em pedra, mas também a criação do pensamento.
Arquitetura colonial - Ouro Preto.
Arquitetura moderna - Palácio do Planalto - Brasília.

Fonte:  
http://pt.scribd.com/
(APOSTILA DE ARTE – ARTES VISUAIS – Garcia Junior)


 

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