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João Ubaldo Ribeiro



"Se não entendo tudo, devo ficar contente com o que entendo. E entendo que vejo estas árvores e que tenho direito a minha língua e que posso olhar nos olhos dos estranhos e dizer: não me desculpe por não gostar do que você gosta; não me olhe de cima para baixo; não me envergonhe de minha fala; não diga que minha fala é melhor do que a sua; não diga que eu sou bonito, porque sua mulher nunca ia ter casado comigo; não seja bom comigo, não me faça favor; seja homem, filho da puta, e reconheça que não deve comer o que eu não como, em vez de me falar concordâncias e me passar a mão pela cabeça; assim poderei matar você melhor, como você me mata há tantos anos."

(Vila Real)


J
oão Ubaldo
Osório Pimentel Ribeiro nasceu na Ilha de Itaparica, Bahia, em 23 de janeiro de 1941, na casa de seu avô materno, à Rua do Canal, número um, filho primogênito de Maria Felipa Osório Pimentel e Manoel Ribeiro. O casal teria mais dois filhos: Sonia Maria e Manoel. Ao completar dois meses de idade, João muda-se com a família para Aracajú, SE, onde passaria a infância.

Em 1947 inicia seus estudos com um professor particular. Seu pai, professor e político, segundo o biografado, não suportava ter um filho analfabeto em casa. Já alfabetizado, em 1948 ingressa no Instituto Ipiranga. A partir daí permaneceria horas trancado na biblioteca de sua casa devorando livros infantis, sobretudo os de Monteiro Lobato. Forçado por seu austero pai, iria se dedicar com afinco aos estudos, procurando ser sempre o primeiro da classe. Sobre essa fase de sua vida leia mais em "Memória de Livros", deliciosa crônica que consta de "Releituras".

No ano de 1951 ingressa no Colégio Estadual de Sergipe. Sempre dedicado aos estudos, prestava ao pai, diariamente, contas sobre os livros lidos, sendo, algumas vezes, solicitado a resumi-los e a traduzir alguns de seus trechos. João era também solicitado a verter para o português canções francesas que o pai ouvia. Não tinha folga nem nas férias, pois nelas praticava o latim e copiava os sermões do padre Vieira, apesar de afirmar que fazia aquilo com prazer. Manoel Ribeiro, seu pai, era chefe da Polícia Militar e, nessa época, passa a sofrer pressões políticas, o que o faz transferir-se com a família para Salvador. Na capital baiana João Ubaldo é matriculado no Colégio Sofia Costa Pinto. Conta ele que era perseguido pela professora de inglês, em virtude de seu sotaque. "Ela não percebeu que eu falava inglês britânico, já que estudara em Sergipe com um professor educado na Escócia", diz o escritor. Desafiado, dedica empenho extraordinário ao idioma, chegando a decorar 50 palavras por dia. Vizinho de engenheiros americanos, faz amizade com seus filhos para aprimorar ainda mais seus conhecimentos da língua inglesa.

Em 1955 matricula-se no curso clássico do Colégio da Bahia, conhecido como "Colégio Central".

1956 marca o início da amizade com Glauber Rocha, seu colega na escola.

Estréia no jornalismo, começando a trabalhar como repórter no Jornal da Bahia, em 1957, sendo que posteriormente se transferiria para A Tribuna da Bahia, onde chegaria a exercer o posto de editor-chefe.

Em 1958 inicia seu curso de Direito na Universidade Federal da Bahia. Com Glauber Rocha edita revistas e jornais culturais e participa do movimento estudantil. Apesar de nunca ter exercido a profissão de advogado, foi aluno exemplar. Lê (ou relê), então, os grandes clássicos: Rabelais, Shakespeare, Joyce, Faulkner, Swift, Lewis Carroll, Cervantes, Homero, e, entre os brasileiros, Graciliano Ramos e Jorge de Lima. Nessa mesma Universidade, concluído o curso de Direito, faz pós-graduação em Administração Pública.

Participa da antologia Panorama do Conto Bahiano, organizada por Nelson de Araújo e Vasconcelos Maia, em 1959, com "Lugar e Circunstância", e publicada pela Imprensa Oficial da Bahia. Passa a trabalhar na Prefeitura de Salvador como office-boy do Gabinete e, em seguida, como redator no Departamento de Turismo.

Seu primeiro casamento dá-se em 1960 com Maria Beatriz Moreira Caldas, sua colega na Faculdade de Direito. Separaram-se após 9 anos de vida conjugal.

Com "Josefina", "Decalião" e "O Campeão" participa da coletânea de contos Reunião, editada pela Universidade Federal da Bahia no ano de 1961, em companhia de David Salles (organizador do livro), Noêmio Spinola e Sonia Coutinho.

Em 1963 escreve seu primeiro romance, "Setembro não faz sentido", título que substituiu o original (A Semana da Pátria), por sugestão da editora.

Em plena efervescência política do ano de 1964, João Ubaldo parte para os Estados Unidos, através de uma bolsa de estudos conseguida junto à Embaixada norte-americana, para fazer seu mestrado em Administração Pública e Ciência Política na Universidade da Califórnia do Sul. Conta que, na sua ausência, teve até sua fotografia divulgada pela televisão baiana, encimada por um enorme "Procura-se". Segundo João, o movimento revolucionário não sabia que ele, tido e havido como esquerdista, estava nos Estados Unidos às expensas daquele país.

Volta ao Brasil em 1965 e começa a lecionar Ciências Políticas na Universidade Federal da Bahia. Ali permaneceu por 6 anos, mas desistiu da carreira acadêmica e retornou ao jornalismo.

Com o prefácio de Glauber Rocha, que se empenhou junto à José Álvaro Editores pela sua publicação, João Ubaldo tem seu primeiro romance "Setembro não faz sentido" impresso, com o apadrinhamento de Jorge Amado.

Em 1969 casa-se com a historiadora Mônica Maria Roters, que lhe daria duas filhas: Emília (nascida em fevereiro de 1970) e Manuela (cujo nascimento ocorreria em junho de 1972). O casamento acabaria em 1978.

Em 1971 lança, pela Editora Civilização Brasileira, o romance "Sargento Getúlio", merecedor do Prêmio Jabuti concedido pela Câmara Brasileira do Livro, em 1972, na categoria "Revelação de Autor". O livro é inspirado principalmente num episódio ocorrido na infância de João Ubaldo, envolvendo um certo sargento Cavalcanti, que recebera 17 tiros num atentado em Paulo Afonso, na Bahia; resgatado pelo pai do autor, então chefe da polícia de Sergipe, chegaria com vida em Aracaju. Segundo a crítica, esse livro filiou seu autor a uma vertente literária que sintetiza o melhor de Graciliano Ramos e o melhor de Guimarães Rosa.

Publica, em 1974, o livro de contos "Vencecavalo e o outro povo" (cujo título inicial era "A guerra dos Pananaguás"), pela Artenova.

Com tradução feita pelo próprio autor, o romance "Sargento Getúlio" é lançado nos Estados Unidos em 1978, com boa receptividade pela crítica daquele país.

Em 1979 passa nove meses como professor convidado do International Writting Program da Universidade de Iowa e publica no Brasil, pela Nova Fronteira, que a partir de então seria sua principal editora, um "conto militar", na sua definição, intitulado "Vila Real".

1980 marca seu terceiro casamento, com a fisioterapeuta Berenice Batella, que lhe daria dois filhos: Bento e Francisca (nascidos em junho de 1981 e setembro de 1983, respectivamente). Participa, em Cuba, do júri do concurso Casa das Américas, juntamente com o critico literário Antônio Cândido e o ator e diretor de teatro Gianfrancesco Guarnieri. O primeiro prêmio foi concedido à brasileira Ana Maria Machado.

Muda-se, com a família, para Lisboa, Portugal, em 1981, graças a uma bolsa concedida pela Fundação Calouste Gulbenkian. Edita, no período em que ali viveu, com o jornalista Tarso de Castro, a revista Careta. De volta ao Brasil, passa a residir no Rio de Janeiro, cidade que tanto ama, e lança "Política", livro até hoje adotado por inúmeras faculdades. Lança, também, "Livro de Histórias" (depois republicado com o título de "Já podeis da pátria filhos"), coletânea de contos. Inicia colaboração com o jornal "O Globo", que perdura até hoje, com pequenas interrupções, publicando uma crônica por semana. Sua produção dessa época seria reunida em 1988 no livro "Sempre aos domingos".

Em 1982 inicia o romance "Viva o povo brasileiro", que se passa na Ilha de Itaparica e percorre quatro séculos da história do país. Originalmente o livro se chamava "Alto lá, meu general". Segundo João, o livro nasceu de um desafio de seus editores e da lembrança de uma afirmativa de seu pai, que dizia: "Livro que não fica em pé sozinho, não presta." Como seus livros sempre tiveram poucas páginas, diante da provocação, fez um com mais de 700. Nesse ano participou do Festival Internacional de Escritores, em Toronto, Canadá.

No ano seguinte estréia na literatura infanto-juvenil com "Vida e paixão de Pandonar, o cruel". Seu livro "Sargento Getúlio" chega aos cinemas, num filme dirigido por Hermano Penna e protagonizado por Lima Duarte. O longa-metragem receberia os seguintes prêmios no Festival de Gramado: Melhor Ator, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Som Direto, Melhor Filme, Grande Prêmio da Crítica e Grande Prêmio da Imprensa e do Júri Oficial. Volta a residir em Itaparica, na casa onde nascera.

"Viva o povo Brasileiro" é finalmente editado em 1984, e recebe o Prêmio Jabuti na categoria "Romance" e o Golfinho de Ouro, do governo do Rio de Janeiro. Inicia a tradução desse livro para o inglês, tarefa que lhe consumiria dois anos de trabalho e a partir do qual passaria a utilizar o computador para escrever. Ao lado de Jorge Luis Borges e Gabriel Garcia Marques, participa de uma série de nove filmes produzidos pela TV estatal canadense sobre a literatura na América Latina.

João Ubaldo é consagrado na Avenida Marquês de Sapucaí: seu livro "Viva o povo brasileiro" é escolhido como samba-enredo da escola Império da Tijuca para o carnaval do ano de 1987.

Em 1989 lança o romance "O sorriso do lagarto".

Em 1990 publica "A vingança de Charles Tiburone", sua segunda experiência em literatura infanto-juvenil. A convite da Deutsch Akademischer Austauschdienst, muda-se com a família para Berlim, onde viveria por 15 meses. Publica crônicas semanais no jornal Frankfurter Rundschau, além de produzir peças radiofônicas de grande alcance popular, entre elas, uma adaptação de seu conto "O santo que não acreditava em Deus".

Retorna ao Brasil em 1991, e volta a residir no Rio de Janeiro. Seu romance "O sorriso do lagarto" é adaptado para o formato de minissérie por Walter Negrão e Geraldo Carneiro e estréia na Rede Globo, tendo como protagonistas Tony Ramos, Maitê Proença e José Lewgoy. Volta a escrever no jornal O Globo e inicia colaboração no O Estado de São Paulo, passando a publicar em ambos uma crônica aos domingos.

Em 1993 adapta "O santo que não acreditava em Deus" para a série Caso Especial, da Rede Globo, que teve Lima Duarte no papel principal. No dia 7 de outubro é eleito para a cadeira 34 da Academia Brasileira de Letras, na vaga aberta com a morte do jornalista Carlos Castello Branco. Disputavam com ele o piauiense Álvaro Pacheco e o mineiro Olavo Drummond. No terceiro escrutínio João Ubaldo obteve 21 votos contra 13 de Pacheco e um nulo.

Termina, em 1994, a adaptação cinematográfica, feita em parceria com Cacá Diegues e Antônio Calmon, do romance "Tieta do Agreste", de seu amigo e conterrâneo Jorge Amado. O filme teve a atriz Sonia Braga no papel principal e direção de Cacá Diegues. Toma posse na Academia Brasileira de Letras em 8 de junho. Cobre, nos Estados Unidos, a Copa do Mundo de Futebol como enviado dos jornais O Globo e O Estado de São Paulo. De volta ao Brasil é internado numa clínica em Botafogo, com arritmia cardíaca. Participa da Feira do Livro de Frankfurt, na Alemanha, e lá recebe o Prêmio Anna Seghers, concedido somente a escritores alemães e latino-americanos.

Recebe o prêmio Die Blaue Brillenschlange -- concedido ao melhor livro infanto-juvenil sobre minorias não-européias -- pela edição alemã de "Vida e paixão de Pandonar, o cruel". Lança o livro de crônicas "Um brasileiro em Berlim", sobre sua estada naquela cidade.

Volta a participar da Feira do Livro de Frankfurt, em 1996. Detém a cátedra de Poetik Dozentur na Universidade de Tubigem, Alemanha.

Em 1997 é internado novamente no Rio, desta vez com fortes dores de cabeça provocadas por uma queda. Cacá Diegues compra os direitos de filmagem do livro "Já podeis da pátria filhos". Renova contrato com a Nova Fronteira, depois de receber propostas de outras editoras. Publica o romance "O feitiço da Ilha do Pavão".

Participa em Paris do Salão do Livro da França, em 1998. Vende os direitos de "Viva o povo brasileiro" para o cinema; o filme deve ser dirigido pelo cineasta André Luis Oliveira. Lança o livro "Arte e ciência de roubar galinha", seleção de crônicas publicadas nos jornais O Globo e O Estado de São Paulo.

Durante a IX Bienal do Livro - Rio de Janeiro, em Abril de 1999, lança o livro "A Casa dos Budas Ditosos", da série Plenos Pecados, um romance sobre a luxúria publicado pela Editora Objetiva Ltda., que obtém enorme sucesso de vendas.

Ainda em 1999, foi um dos escritores escolhidos em todo mundo para dar um depoimento ao jornal francês "Libération", sobre o milênio que se aproximava. Escreveu, juntamente com Carlos (Cacá) Diegues, o roteiro de um filme baseado em seu conto "O santo que não acreditava em Deus", cujo título para o cinema foi "Deus é brasileiro". Seu romance "O feitiço da Ilha do Pavão" foi publicado em Portugal e em tradução alemã, pela editora C.H. Beck. "A Casa dos Budas Ditosos" torna-se um grande sucesso editorial, permanecendo, por mais de trinta e seis semanas, entre os dez livros mais vendidos. O romance foi publicado na Espanha, França e outros países. Seu lançamento em Portugal se transformou em problema nacional face à proibição, por duas redes de supermercados, de sua venda naqueles estabelecimentos. A primeira edição, de 5.000 exemplares, foi vendida em poucos dias e novas edições também. João Ubaldo, em janeiro/2000, esteve lá para ser homenageado pelos escritores portugueses com um desagravo a tal procedimento. Nessa oportunidade participou da Semana de Estudos Lusófonos, na Universidade de Coimbra. Foi, também, citado em diversas antologias, nacionais e estrangeiras, inclusive numa sobre futebol, publicada pelo jornal "Le Monde", na França. Saíram várias reedições de seus livros na Alemanha, incluindo uma nova edição de bolso de "Sargento Getúlio". "O sorriso do lagarto" foi publicado na França. "A casa dos Budas ditosos" foi traduzido para o inglês, nos Estados Unidos. Seu livro "Viva o povo brasileiro" foi indicado para o exame de Agrégation, um concurso nacional realizado na França para os detentores de diploma de graduação.

Em 2008, o autor foi agraciado com o Prêmio Camões, considerado o maior galardão da língua portuguesa.


Os dados acima foram obtidos em livros diversos; no sítio da Academia Brasileira de Letras; nos Cadernos de Literatura do Inst. Moreira Salles e fornecidos pelo próprio autor.

How to Draw Manga - Bishoujo around the World

51AR5AWRMZL._SL500_AA300_ Atendendo a pedidos, aqui vai um ótimo livro sobre desenho no traço mangá, How to Draw Manga - Bishoujo around the World (que significa algo relacionado com o erotismo ao redor do mundo).

 

    O livro foca no desenho do corpo feminino, levando em conta as características de cada nacionalidade. O livro mostra mulheres negras, asiáticas, européias e muitas outras.

    Eu pessoalmente achei o livro muito bom. Me amarrei logo no início onde a primeira página mostra um simples e eficiente tutorial para desenhar e fazer reflexos nos cabelos. Outro fator que me fez gostar muito do livro foi a ênfase no tipo de roupa para cada nacionalidade, pois ele mostra qual é o modelo padrão de roupa para cada uma das nacionalidades tradas no livro.

    O livro está em inglês mas não atrapalha em nada pois ele é ricamente ilustrado. E para que saber inglês se existe a ferramenta de idiomas do Google, né? ;)

    Possui um tamanho de 17,5 MB e está em formato PDF.

    Recomendo o download não só para quem quer aprender mangá e sim para todos que querem aprender sobre o desenho do corpo feminino. Apesar de ser voltado para o mangá, vale para todo tipo de traço.

 

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A Casa dos Budas Ditosos


Sinopse: A casa dos budas ditosos é um livro do escritor João Ubaldo Ribeiro, publicado inicialmente na série "Plenos Pecados" da Editora Objetiva, em 1999. O pecado-tema do livro é a luxúria. O livro é narrado por uma mulher de 68 anos, nascida na Bahia, falando de sua própria vida, e de como jamais se furtou a viver - com todo o prazer e sem respingos de culpa - as infinitas possibilidades do sexo.

Ano de Edição: 1999
[fonte]


Comentários: o livro tem uma liberdade de expressão que pode vir a ser chocante. O autor deixa o suspense no ar: se foi ele mesmo quem escreveu o livro ou se a personagem principal existe e de fato enviou-lhe as fitas com todo o conteúdo, tendo o autor feito somente o trabalho de datilografar... Independente, o livro fala abertamente sobre o tema e consegue explorar no leitor os desejos mais escondidos. Uma pena que eu estava esperando algo mais do livro, influenciada pela leitura de "Arte e Ciência de Roubar Galinhas", também do João Ubaldo Ribeiro. As duas leituras são bem distintas, mas cada uma com seu brilho.

A Casa dos Budas Ditosos de João Ubaldo Ribeiro

How to Draw Comics The Marvel Way

How-To-Draw-The-Marvel-Way-Comic-Book É um livro bem antigo mas bem procurado. Elaborado por Stan Lee e John Buscema, esse livro mostra como desenhar os heróis da Casa das Idéias (editora Marvel). O livro está em pdf e totalmente em inglês.

   

 

How-To-Draw-The-Marvel-Way-Comic-Book

Para quem quer desenhar vale a pena baixar esse livro, nem que seja só pra dar uma olhada e dizer que tem.Você não vai sair desenhando que nem o Stan Lee, mas vai aprender algumas dicas. São vários temas como perspectiva, proporção dos personagens e etc.

    Às vezes em diferentes livros você vê a mesma técnica, ou igual ou um pouco diferente. Mas não deixe de ler só porque você já leu sobre esse assunto antes, porque cada livro trata do mesmo assunto de maneiras diferentes, e isso é ótimo para fixar a idéia principal nas nossas mentes e podermos aprender a técnica.

    É só baixar e conferir. Não sabe inglês? Vê só as imagens!!!!

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Técnicas de desenho mangá Feminino

Techniques for Drawing Female Manga Characters

24158878_1209837255_book_manga Esse livro é um dos melhores que eu já vi sobre anatomia feminina. Ele ensina o desenho de mulheres no estilo mangá, porém o livro pode ser usado não só para quem quer desenhar mangá mas também para quem quiser desenhar Hqs.

 

 

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A única coisa que não pode ser usada além do mangá são os olhos, mas o resto serve para qualquer um que queira desenhar mulheres.

    O livro ensina  a desenhar as mulheres ressaltando o seu lado sensual, acentuando as suas formas e ensinando como usar posições e roupas para acentuar ainda mais esse lado sensual feminino. Lado esse que na minha opinião é a graça de desenhar mulheres. No corpo masculino a graça é desenhar os músculos fortes e exagerados, já nas mulheres a graça é desenhá-las de uma maneira provocativa e sensual.

    O livro abrange diversos temas essênciais para a construção do corpo feminino, como elementos faciais, anatomia, cabelos, unhas, roupas, posições, etc.

    Com 4 capítulos, vários temas, 127 páginas, em inglês, no formato PDF e com um tamanho de 35,8 MB. Eu recomendo que vocês baixem e vejam por si mesmos como esse livro é bom para aprender anatomia feminina.

    Dou nota 10.

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Como desenhar o Rosto Humano

Esse livro trata do desenho da cabeça humana, tanto a cabeça de uma pessoa adulta quanto a de um bebê.


Esse livro trata do desenho da cabeça humana, tanto a cabeça de uma pessoa adulta quanto a de um bebê. 
    Quem escaneou o livro escaneou muito mal, e é por causa disso que não tem como se ler o que está escrito, mas as imagens do livro estão bem visualizáveis. De qualquer maneira dando ou não para identificar o que está escrito, para ler só sabendo espanhol ou usando a ferramenta de idiomas do Google.
    Dá pra perceber que o livro é muito antigo, porque as páginas estão bem amareladas. Não é algo indispensável à leitura, mas se você estiver estudando o desenho de cabeças ele pode te servir como referência.
    É bem leve, tem 1,5 MB e 66 páginas, então o que que custa baixá-lo? 


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[Livro]Desenho Dinâmico das mãos - Burne Hogarth

Publicado em 1977, por Burne Hogarth, esse é um livro que desvenda todos os mistérios e dificuldades que nós desenhistas encontramos na hora de desenhar as mãos em movimentos complexos, dando ainda uma aula de estruturação muscular e óssea.






 Livro de ótimo conteúdo, o único agravante é que ele está em ingês, mas nada é impossível para quem corre atrás. Use a ferramenta de idiomas do Google, pergunte a alguém que saca de ingês ou no ruim, veja e aprenda só com as imagens. O importante é aprender com esse material.
Vale o download, pois é um excelente livro sobre um tema que levanta muitas dúvidas e dificuldades.
Drawing Dynamic Hands - Burne Hogarth

Desenhando caricaturas

Livro - Desenhando caricaturas Neste livro de Andrew Loomis, você aprenderá a criar caricaturas, apesar de ser em inglês as ilustrações em boa parte diz práticamente tudo! afinal uma imagem vale mais do que mil palavras, então mãos a obra e vamos aos estudos.

 

 

Livro - Desenhando caricaturas

 

Formato: PDF Tamanho: 11,291 KB

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Tags: a passo aprenda caricaturas caricaturista cartoons cartunista desenhando desenhar desenhista grafite lapis livro passo pincel

Turma da Mônica Jovem – Edição 21 – No País das Maravilhas – Parte 1

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Há sete anos, Marina e sua mãe, Alice, estavam sentadas ao pé de uma árvore lendo o livro de Alice no País das Maravilhas. Marina se diverte com a história e desenha uma porta no livro, para que desta maneira ela possa visitar o País das Maravilhas. Maurício aparece e dá um lápis mágico para Marina. Ele convida sua esposa para jantar.

 

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Enquanto isso, três baralhos que saíram do livro tentavam descobrir onde está Alice, eles acabam confundindo a mãe da Marina com a verdadeira e decidem avisar a rainha que a encontraram. Sete anos depois, Marina vai com Franja ao Morro da Coruja para a festa surpresa da Mônica, ela leva o livro de Alice no País das Maravilhas junto, mas, no meio do caminho, ela olha o relógio e diz que eles estão atrasados, e correm para o Morro da Coruja.

Turma da Mônica Jovem – Edição 21 – No País das Maravilhas – Parte 1

Tamanho: 23mb | Formato: jpg | Scans: Livos Gratis

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Política: Quem Manda, Porque Manda, Como Manda

Sinopse: Numa época em que se comemora a queda do índice de analfabetismo e a melhora das estatísticas educacionais do Brasil, ainda são visíveis as várias linguagens que muitos brasileiros não foram ensinados a ler. As expressões e conceitos de alfabetização funcional e midiática estão em voga, todavia um conhecimento que urge para o brasileiro é o político.

Procurando sanar essa deficiência, João Ubaldo Ribeiro, mestre em Ciência Política e Administração Pública pela Universidade do Sul da Califórnia (EUA), escreveu o livro Política: quem manda, por que manda, como manda (1998). Nele o autor não pretende esgotar a temática, mas servir como um curso rápido e prático sobre política. Em decorrência da natureza e público-alvo do livro, Ribeiro escolheu unir de modo agradável conceitos acadêmicos, um estilo mais coloquial e uma abordagem pragmática do assunto.

Ribeiro não estruturou o livro de modo que respondesse às perguntas do título numa seqüência, mas que a cronologia dos fatos e conceitos trouxesse luz sobre as indagações levantadas. De modo inteligente ele faz questão nos dois primeiros capítulos desmistificar a política mostrando que não é algo sujo, entediante e incompreensível. Ele busca conscientizar que a política é natural em todo ser humano. Que viver sem ela é impossível, e que a indiferença em relação aos trâmites políticos só beneficia aqueles que detêm o poder.

O autor se preocupa também em explicar o desenvolvimento histórico das principais civilizações e como culminaram no modelo de Estado moderno. Mais do que isso, ele mostra a funcionalidade da estrutura social atual enfatizando como se constitui, e se exerce, o poder numa sociedade democrática.

Ao longo da obra, o autor discorre sobre termos por muito tempo ouvidos e utilizados por todos, mas deveras incompreendidos. Ribeiro define palavras como Estado, soberania, presidencialismo, sufrágio e outras dezenas relacionadas e derivadas dessas.

Vale ressaltar também a crítica que o autor faz à compreensão simplista de democracia. Ele enfatiza que não existe um país democrático sequer, pois a democracia, conforme idealizada, jamais foi exercida em sua plenitude. Na prática, alguns Estados se aproximam do ideal democrático. Essa variação na "escala" é determinada, entre outros, pelo grau de liberdade dos cidadãos, de estabilidade das instituições e de responsabilidade do governo para com a sua população.

Enfim, o livro é uma leitura indispensável para os "focas" da política, e uma grande oportunidade para, os que não "suportam" o assunto, terem o apetite fomentado. As metáforas, ilustrações e o estilo irônico do autor contribuem para a didática do ensaio. As perguntas e pesquisas propostas ao final de cada capítulo estimulam o leitor a pensar por si mesmo e se aprofundar num tema que em tão poucas páginas não poderia ser esgotado.

Vale finalizar com uma citação do autor sobre a relevância da "alfabetização" política: "Somente através da consciência política podemos aspirar à dignidade humana e a integral condição de cidadão."

Ana Miranda Biografia





Nasceu em 19/08/1951, em Fortaleza (CE) e criada em Brasília, onde viveu até 1969. Romancista, poeta, ex-atriz (do filme Como era gostoso o meu francês), desenhista, cronista e roteirista. Sua estréia se deu com um livro de poesias: Anjos e demônios (1978) 0 sucesso literário foi obtido com Boca do inferno (1989), uma biografia romanceada do poeta Gregório de Matos, que se tornou clássico, foi traduzido para mais de 20 idiomas e lhe rendeu o Prêmio Jabuti de Revelação em 1990. O retrato do rei (1991) é outro mergulho na história do Brasil colonial. São obras que resultam de copiosas pesquisas históricas e que alimentam sua criação literária. O livro seguinte é uma trama contemporânea: Sem pecado (1995). Mas logo retoma a história e faz um mergulho na vida e obra do poeta Augusto dos Anjos com A última quimera (1995), outro sucesso de crítica e público. Seu interesse é mais pela pesquisa da linguagem do que pela história propriamente dita. "Sempre tive muito encanto pela palavra, com a formação e o poder das palavras... quando eu faço um livro sobre o Gergório de Matos, na verdade o que me interessa é a linguagem dele". No entanto, seu apreço pela história é declarado:"Eu gosto do passado. Quando escrevo é como se estivesse lá. Estudo, faço os levantamentos de época, mas no texto nada disso deve aparecer, porque eu me impregno daquio tudo, tenho que ser aquilo. Trabalho com a s lacunas da história". Em 2000 partiu para outra experiência literária e publicou Cadernos de sonhos, um livro "de arte", primorosamente editado pela Dantes Editora. Trata do registo de seus sonhos ocoridos em 1973. "A minha literatura sempre foi muito onírica. Eu crio os meus livros quando estou sonhando. Acordo no meio da noite com cenas, palavras, frases que vou anotando". Em seguida, retoma sua especialidade, o romance histórico, e publica Dias & Dias (2002), mais um mergulho na vida e obra do poeta Gonçalves Dias, que lhe rendeu dois valiosos prêmios literários em 2003: O Jabuti e o Prêmio da Academia Brasileira de Letras. Colabora com a revista Caros Amigos desde 1998 e publica suas crônicas no Correio Braziliense.

Como desenhar Cartoons por Bruce Blitz

Esse é um livro de técnicas de desenho de cartoon, feito pelo desenhista de cartoons Bruce Blitz. Não sabe quem é? Nem eu . Ensina de uma maneira bem exemplificada e ilustrada como fazer personagens no estilo cartoon, com dicas e macetes na construção de personagens tanto adultos quanto bebês e crianças.






Para quem gosta de desenhar cartoons garanto que é um livro que vai ajudar bastante.
É um arquivo em pdf bem leve (1,23 MB) e com 62 páginas. É um livro antigo mas com boa qualidade de visualização, porém em inglês.Vale a pena o download, mas só para quem quer desenhar cartoons! Você não vai aprender anatomia normal com esse livro.



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Desenhando 50 Monstros

        Desenhando 50 Monstros                 Eu gostei muito desse livro que cumpre o que promete. Mostra passo a passo como desenhar 50 monstros.Mas a pergunta é: que tipos de monstros? Muitos tipos, desde monstros sem noção que parecem caricaturas de monstros, até monstros que nós já estamos acustumados como o mestre Yoda e Darth Vaider.

 

    Vou citar alguns monstros que também me chamaram atenção:  a cabeça da medusa, o corpo de um centauro de perfil, um tubarão, a cabeça de um mago, entre outros.

    Uma das coisas que eu gostei é que para cada monstro tem um passo a passo de seis partes, bem explicado e com um resultado final muito bom.

    Sobre o idioma do livro, bom... eu não faço a menor idéia XD É uma língua muito estranha! Mas o bom é que o livro quase não tem palavras (só na contra capa), os passo a passos não tem partes escritas, e também não precisam pois as imagens explicam direitinho.

    O arquivo está em PDF e possui tamanho de 8,5 MB. Acho que vale a pena o download, recomendo =)

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Como Desenhar Cavalos

How to draw horses intro 00Esse é mais um livro curto, de 30 páginas/imagens zipadas com Winrar e dessa vez em inglês, sobre anatomia animal. Só que dessa vez um animal específico é tido como centro do estudo, o cavalo.

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    Não achei muito bom esse livro, pois o conteúdo da técnica em si é pouco abordado. Mas dá para entender os princípios básicos da construção desse animal.

    Não há muito o que falar, principalmente porque o livro é pequeno XD. São só 5,28 MB de download, baixe e confira.

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Livro Orange, O Por OSHO

A MAIOR ALEGRIA NA VIDA O primeiro ponto é saber o que é meditação. Tudo o mais é consequência. Não posso lhe dizer que você deveria praticar meditação; posso apenas lhe explicar o que ela é. Se você me entender, estará em meditação.


Sinopse
Este livro é um presente, um tesouro de técnicas de meditação idealizado por Osho e oferecido aos seus discípulos ao longo dos anos. Estes são métodos que facilitarão sua jornada rumo ao conhecimento de si mesmo. Únicas em sua originalidade e perfeita simplicidade, estas meditações refletem as idéias de Osho e sau visão da natureza essencial do homem, e oferecem ao mundo uma síntese entre a abordagem da meditação do Oriente e as técnicas psicológicas do Ocidente. Dance, balance o corpo, olhe-se num espelho, soque um travesseiro, murmure, cante tudo isso levará você a transcender a mente.
O Livro Orange de Osho Baixar,

Desenhando Quadrinhos - SCOTT McCLOUD

desenhando_quadrinhos_big Neste terceiro livro, McCloud desvenda os segredos das narrativas, de quadrinhos, mangás e graphic novels. O consagrado autor Scott McCloud ensina como utilizar técnica e criatividade na criação e no desenho de quadrinhos.



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Formato: PDF     Tamanho: 93,300 mb

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A Psicologia da Mentira - Como reconhecer e desmascarar mentirosos

O que você vai ler neste livro é baseado no resultado de anos de estudos na área do comportamento humano; principalmente do trabalho do Dr. David J. Lieberman - um renomado Ph.D. em Psicologia e Hipnoterapeuta - em seu livro: "Never be lied again", o qual me influenciou imensamente na produção deste material. Lembro que não são meramente técnicas para se descobrir a verdade, mas sim técnicas poderosas e eficazes, os quais são utilizadas mundialmente por entrevistadores e interrogadores experientes.



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Genero: Psicologia

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Dinastia M - Livro de Esboços

dm03 Essa é uma revista com os esboços dos personagens dessa grande história. Feito pelos próprios desenhistas da saga. Não posso citar nome dos desenhistas nem quais personagens estão sendo retratados nos esboços, pois eu não sei. Mas eu já vi os desenhos (a muito tempo atrás, por isso não me lembro ao certo) , e posso dizer com certeza que é um material muito bom para servir de referência.

 

dm03

    Para todo mundo que deseja criar um personagem ou elaborar uma história, é recomendável fazer um pequeno livro de esboços como esse. Pois ajuda na hora de definir como serão os personagens.

    Baixe e observe o trabalho de artistas profissionais antes de serem finalizados.

 

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Aprendendo a desenhar com os maiores mestres internacionais

Um grande livro para quem quer aprender a desenhar, mais de 250 paginas ilustrativas que deixaram você mais por dentro das técnicas dos maiores mestres internacionais.



imagemyf9 [Desenho] Aprendendo a desenhar com os maiores mestres internacionais
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Os leitores da Wizard, agora Wizmania, que sempre escreviam para a revista pedindo a publicação das aulas de desenho têm uma boa razão para comemorar: a Panini Comics lançou a edição Aprendendo a desenhar com os maiores mestres internacionais (250 páginas)
O álbum foi lançado nos Estados Unidos pela Wizard, mas aqui chegou às bancas sem nenhuma menção à revista americana. Em virtude da mudança de nome da publicação no Brasil, esperava-se que ao menos Wizmania estivesse na capa. Especialmente porque o final de todas as matérias é “assinado” com o seu tradicional logotipo – um “W” dentro de um balão de quadrinhos.
A edição, evidente, foca sua atenção no estilo norte-americano de desenho, mas, mesmo assim, traz dicas valiosíssimas. E os “professores” são de primeiro time:Joe Kubert, George Pérez, Adam Hughes, Jim Lee, Michael Turner, Phil Jimenez, Norm Breyfogle, Greg Land, Terry Moore, Kevin Maguire, Eduardo Risso, Greg Horn, Walt Simonson e outros.
São sete capítulos: As Ferramentas do Ofício, Desenho Básico, Anatomia, Figuras em Ação, Crie seu Mundo, Narrativa e Técnicas Avançadas. Ou seja, as “aulas” vão do básico até a construção de detalhes.
Há ainda dicas de colorização, um exemplo de roteiro escrito por Brian Michael Bendis, um texto sobre como entrar no mercado e muito mais. A introdução do livro é assinada por Joe Quesada, o editor-chefe da Marvel.

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Desenhando Cabelo por: Levein

31495190jk8_thumb[2] Olá a todos! Bem, eu estava vagando por ai e vi algumas dúvidas quanto aos cabelos de desenhos principalmente realistas. Pensei, então, em fazer um tutorial mostrando minha técnica, para, quem sabe, dar algumas idéias aos que tem dúvidas.

1. O "caminho" do cabelo
O primeiro passo de tudo é compreender o máximo possível do alvo de sua dedicação. Para isso, nada melhor do que fotos, até porque muitos pegam referências fotográficas como base para seus desenhos, principalmente no começo.
Bem, os cabelos, como todos sabem (ou deviam saber xD) não nascem apenas onde podemos enxergar a raiz, ou seja, no topo. Mas o sentido geral do cabelo costumar derivar daí. Cada penteado tem um "caminho" diferente pelo qual os fios percorrem. Se você simplesmente o coloca atrás de sua orelha, já alterou a "rota", e, é claro, isso influencia no desenho.

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Aí está um exemplo simples de análise do sentido do cabelo. Note que apesar de haver várias mechas indo em direções um pouco diferentes, todas seguem o mesmo padrão, que é como mais encontramos os cabelos.
Caem, mas com leveza. Pois é, não lavem os cabelos dos seus desenhos com sabão em pedra, pelo amor de Deus xD.
Por mais "armado" que ele seja, tende a cair, e nunca deixam de ser leves, a não ser quando estão molhados.
2. Sombras x Brilhos
Um detalhe importante é que o cabelo não é uma massa de tom homogêneo: ele recebe luz, o que provoca tonalidades diferentes. Como iremos trabalhar com lápis grafite, o contraste causado pela luz provoca SOMBRAS e BRILHOS.

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Em geral as áreas de sombras, ou seja, as mais escuras, se localizam nas raízes do cabelo e nas pontas.
Se você segura um livro sobre uma mesa, o livro projeta uma sombra sobre ela, pois está entre a mesa e a luz, não é? Sim, isso também acontece com os cabelos, embora em menor escala. Portanto, quando o braço da garota do exemplo está sobre o cabelo, isso também causa pequenas sombras.

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As áreas de brilho ocorrem onde a luz bate. Em geral elas aparecem nas curvas do cabelo, ou entre duas áreas de sombra. As marcas do brilho não são "retas", iguais. Normalmente ficam em "zigue-zague" devido à estrutura dos fios, que também não são grudados uns aos outros. O cabelo possui camadas, não se esqueçam.
3. Esboço, análise prática da luz
Ok, chega de análises gerais. Vamos passar para uma análise mais prática. Quando pegamos uma referência, a primeira coisa a fazer é, por observação, perceber qual é a forma dos cabelos que iremos passar para o papel. E, percebendo isso, fazemos um ESBOÇO simples e leve com o lápis de cada parte que considerarmos importante. Não é preciso se dedicar fielmente a cada fiozinho. Haja paciência! Mesmo sem fazer isso até que dá um trabalho e tanto.

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No exemplo, retirei apenas duas partes para mostrar como é o tal esboço.

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Agora é a hora de colocar em prática o que vimos sobre os brilhos e sombras, e também sobre os sentido dos fios. Vejam que no exemplo tentei destacar como ficaria um degradê se o cabelo fosse aquela massa homogênea que comentei, sem fios.
Mas ESPERE, não faça esse degradê antes de definir os fios. Ás vezes isso dificulta bem mais do que facilita.
4. Como fazer
Finalmente, a técnica. Podem me xingar, para o "mais importante" fiz apenas um exemplo xD

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Após analisar a forma, direção e luz do cabelo, parta para o esboço que você fez e comece a preenchê-lo.
Como?
Comece da raiz, que é escura e siga a direção dos fios controlando a pressão do lápis (bem apontado) em direção à area de brilho. Lembre que a pressão deve ser maior nos locais mais escuros, e os riscos devem ser rápidos e precisos.
Nas áreas com mais brilho, escolha deixar totalmente branco ou continuar os fios bem clarinhos.
Depois de fazer os fios sairem de toda a raiz, procure o próximo início de área de sombra e faça o mesmo. Não deixe todos os riscos em uma mesma linha, eles precisam ficar mais naturais.
Nas pontas, não se esqueça de "soltar" a mecha. É lá que os fios finalmente se separam um pouco, "abrem-se".
EVITE:
a) fazer o degradê antes de elaborar os fios.
B) colocar os fios muito emaranhados, muito difusos. Isso acaba deixando o desenho sujo e não dá a impressão de "mechas" - que sempre existem, por menores que sejam.
c) não tirar o lápis do papel quando for terminar um fio e fazer outro. Sei que as áreas de brilho são aquele zigue-zague, mas não exagere, ele não é delimitado por nenhuma risca.
TENHA:
- Uma borracha pequena caso for necessário. E ao usá-la, apague da mesma forma que você fez os fios, siga o mesmo sentido.
- Lápis bem apontado ou lapiseira. O que for mais confortável.
- Bom senso. Não se prenda apenas às referências, mas também não chute o pé da barraca.
- Paciência. Quanto mais melhor, já deve ter dado para ver xD

 

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