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Como sombrear um desenho

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Para este seminário de sombreado explicarei várias técnicas diferentes em como sombrear. O sombreado próprio é importante no desenho realisticamente. As boas texturas de sombreado e o fluxo tonal podem acrescentar muito a um desenho.

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Sombreamento Misto - um método de sombreamento popular entre os artistas do lápis. A grafite é um meio maravilhoso porque é muito trabalhável. Você pode escolher a grafite e depois misturá-la com praticamente qualquer coisa. Este método de sombreamento consiste apenas em alguns rabiscos de grafite sobre papel. Agora, a grafite é mista. Tive bons resultados usando tecidos faciais regulares. Embora você possa misturar com qualquer coisa. Brinque com diferentes materiais para criar texturas de tonalidades diferentes. Os tecidos faciais tem um rendimento muito bom para o sombreamento, ideal para uma pele impecável.
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exemplo de sombreado misto
Circulismo - este é um método de sombreamento muito popular entre os artistas. A idéia é desenhar círculos muito pequenos que se sobrepõem e se entrelaçam. Acumular o tom até pode ser entediante, mas os resultados valem a pena. Este é um grande método de sombreamento para dar uma textura de pele realista. Use um toque leve para acumular o tom.
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exemplo de circulismo sombreado
Circulismo Misto - A grafite é rabiscada no papel assim como no método anterior. Usando um toco de mistura, o grafite é misturada em pequenos movimentos circulares. Este método de sombreamento também é ótimo para as texturas da pele.
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exemplo de circulismo misto sombreado
Negro Escuro - muitas pessoas têm dificuldade para obter um preto escuro. Honestamente, negro não é realmente uma opção com grafite. Se você quiser que negros escuros, tente usar o carvão vegetal. Para um tom escuro com grafite, pegue um lápis 7B AFIADO. Pressionando bastante e usando a técnica circulismo, aplique o grafite ao papel. Quando você está lidando com tons escuros e grafite, resultará num brilho. Isso acontece porque o dente do papel absorve o grafite de forma rápida e existem camadas extras na parte superior esquerda. Intensidade / Brilho é uma realidade quando se trabalha com grafite. Uma maneira de diminuir o brilho é pulverizar seu desenho com um fixador quando ele for concluído. Eu recomendaria usar o fixador Winsor e Newton Workable. Eu tive más experiências com outros produtos. Além disso, lembre-se que se estiver elaborando o desenho, o brilho será diminuído, uma vez que está por trás do vidro.
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exemplo de sombreado negro
Sombreado Solto - se você já desenhou qualquer coisa antes, você provavelmente já utilizou este método de sombreamento. É simples, mas eficaz. Eu acho que é muito artístico também. A idéia básica é de um sombreado para sobrepor linhas. Comece por desenhar um conjunto de linhas diagonais ao lado da outra. Em seguida, gire o desenho em 90 graus e desenhe um outro jogo de linhas diagonais que se sobrepõem o primeiro jogo. Isto pode ter repetido inúmeras vezes para construir o tom. O sombreado pode ser tão apertado ou solto como você quer que seja.
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exemplo de sombreado solto
Sombreado Apertado - usando as idéias de sombreado solto, este método de sombreamento leva um pouco mais longe. A tonalidade é construída através de repetição e um toque suave. Este método de sombreamento funciona muito bem para as peles dos animais que eu encontrei. Não é perfeito e alguns dentes de papel irá mostrar completamente.
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exemplo de sombreado apertado
Sombreamento com Lápis Coloridos - lápis de cor pode ser frustrante para trabalhar. Eu lutei com eles por um tempo até que eu tentei sombreamento com circulismo. Ele ajudou a trabalhar muito com lápis colorido.
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exemplo de sombreado com lápis colorido
Sombreamento com Pastéis - o sombreado é bastante fácil com pastéis. Uma vez que eles são um tanto suaves, misturá-los não é de todo um problema. Rabisque algum pigmento pastel sobre o papel. Usando uma Q-Ponta (ou intra como algumas pessoas chamam) mancha o pigmento no papel.
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exemplo de sombreamento com pastel
Obrigado por visitar este tutorial de sombreamento. Eu espero que você tenha aprendido alguma coisa que você possa aplicar em seus desenhos.

fonte: dueysdrawings

Tradução por Jackson Dias

Instrumentos de Desenho

lapiseiras Os instrumentos de desenho que eu utilizo
Muitas vezes me perguntam quais instrumentos eu utilizo para fazer meus desenhos. Eu uso lápis tradicionais revestidos com madeira ou lapiseiras? Que tipo de borracha eu uso? Parece que muitos Artistas têm fascinação (e flagrante interesse) pelos instrumentos e técnicas utilizadas por outros artistas... e eu não sou diferente a esse respeito! Então, quais instrumentos eu utilizo...


Pincéis
pincis
Nunca retire resíduos de borracha ou pó de seu desenho usando a mão. Mantenha um ou dois pincéis sob fácil alcance para essa finalidade de modo que seu desenho não absorva o óleo de sua pele. E não assopre o pó, pois correrá o risco de a umidade da saliva tingir a superfície. Eu possuo um pincel grande de uma polegada (2,54 cm) para a limpeza geral da superfície do desenho e um pincel de cabo avermelhado atrás da minha orelha – ele está prontamente disponível para remover resíduo de borracha sempre que eu precisar.
Lápis...
Pouco antes do dia em que comecei a desenhar a sério, há mais de 20 anos, tenho evitado o uso dos lápis convencionais revestidos de cedro. Eles têm sua serventia e muitos artistas não usam nada além deles, mas eu uso apenas um (6B) – e raramente. Por quê? Bem, não há nada pior que usar uma ferramenta que muda constantemente de tamanho e peso, e não vejo qualquer vantagem em desenhar com um instrumento que tem que ser constantemente reaprendido. Por outro lado, as lapiseiras que eu utilizo não possuem nenhuma dessas falhas e sim muitas vantagens.
lapiseiras
Essas lapiseiras (conhecidas por mim como “lápis de garra” e também como “lápis de desenho técnico” ou “suporte de minas”) mantêm sempre um controle constante. Nem o comprimento nem o peso se alteram. O equilíbrio permanece o real, oferecendo um controle bem preciso. O ato de apontar envolve apenas enfiar a mina e não revestimento externo, permitindo que uma indispensável ponta afiada seja facilmente obtida quando requisitada. A única coisa que você não pode fazer com uma lapiseira e pode fazer com um lápis convencional é colocá-lo atrás da orelha. A maioria das marcas de lapiseira ainda inclui um apontador embutido que, embora raramente utilizado, pode ser um salva-vidas durante um desenho de viagem. Ao apertar a tampa superior, abrem-se as garras em torno da base da mina, permitindo que esta seja estendida ou tenha seu comprimento ajustado de acordo com o que pede a aplicação em curso.
A lapiseira verde no topo é da Faber Castell, mas a mina é fabricada pela Staedtler. Nas restantes, de cima para baixo, as graduações dessas três são F, HB e 2B. Como eu sei? Porque cada caixa de minas inclui uma tampa colorida para distinguir a graduação. Você verá que F possui uma tampa verde, o HB possui uma tampa cromada e a tampa roxa serve ao 2B. Se você estiver comprando pela primeira vez, sugiro que compre apenas três – 2B, HB e 2H – elas alcançam quase todos os efeitos de que você poderá necessitar.
Lápis Progresso®
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Os lápis Progresso® são bastões sólidos de grafite, além de instrumentos bastante versáteis. Entretanto, apesar de possuir um 2B e um 6B, eu raramente os utilizo, exceto para esboços de viagem e para “lavar” levemente uma área sulcada (ver ferramenta de incisão).
Lápis convencionais
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Normalmente revestidos por cedro, esses lápis possuem uma suavidade que pode auxiliar nas técnicas sutis de sombreamento, mas padecem de inúmeras desvantagens. Eles encurtam quando em uso, resultando em uma infindável alteração de equilíbrio e peso; uma variedade de pontas pode ser obtida, mas pontas muito finas tendem a exigir o uso de uma lixa ou outra superfície áspera para obtê-las – as lapiseiras possuem uma indispensável ponta por padrão. Se cair ou arquear-se, a grafite tende a romper-se internamente- as lapiseiras sustentam a mina na parte interna, virtualmente sem quebras, quando em uso normal.
Minas de grafite
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As minas Staedtler de 2 mm estão disponíveis em tubos com duas ou caixas com 12. A caixa com 12 (ilustrada acima) vem com uma cor na tampa que depende da graduação. As minas são completamente amparadas pela lapiseira por meio de um tubo metálico.
Um grande leque de graduações é disponibilizado com as mais usadas, das mais macias às mais duras, são 6B, 4B, 2B, HB, F, H, 2H, 4H e 6H. A mais macia que eu utilizo é a 6B, embora eu a utilize com pouca freqüência - sendo ásperos e granulados, os grãos de grafite tendem a serem visíveis, o que pode desviar do realismo que eu procuro obter. No uso habitual, minha graduação mais macia é a 2B e a mais dura é 4H. A maioria de meus desenhos é obtida com apenas três graduações, 2B, F e 2H.
Agulha para Indenting
agulha bigode
Usada para sulcar uma linha no papel antes do início do desenho. Ela produz uma linha branca e limpa com lados paralelos e (com prática) uma cavidade perfeitamente afunilada. Seu uso inclui bigodes de gatos, como os mostrados acima. A ferramenta é feita em casa e consiste de uma agulha de costura (arredondada e não pontiaguda) com a parte do buraco retirada e inserida numa lapiseira velha. Assim que as linhas são sulcadas, eu uso o lápis Progresso® 2B para sombrear levemente a área de modo a revelar suas posições durante o trabalho posterior.
Esfuminhos e tortilhões...
esfuminhos
Usados para misturar grafite. Os esfuminhos são geralmente com pontas dupla e maiores e mais encorpados que os tortilhões, estes mais finos e com uma única ponta. Ambos possuem seus usos específicos embora eu tenda a usar somente tortilhões – para o trabalho grosseiro, eu enrolo toalha de papel em meu dedo em vez de usar um tortilhão. Nunca use o dedo sem proteção para misturar grafite. O óleo natural da sua pele faz que a grafite grude no papel em fragmentos irregulares. Isso uma vez me fez gastar dois dias aplicando grafite e esfumando em torno dessas áreas até que se tornassem imperceptíveis...
colourshaper
O Colour Shaper é usado, em geral, da mesma maneira que um tortilhão, sendo particularmente útil para esfumar em cantos apertados. Diferentemente do tortilhão, ele não absorve grafite, o que restringe sua utilização para áreas pequenas – ele não é um instrumento para esfumar em áreas grandes. O único que eu uso é um Forsline & Starr nº 2 de ponta cônica macia. Um maior de ponta de buril achatada também está disponível, e ambos modelos podem ser adquiridos nas versões macia e dura.
Apontadores...
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Se você estiver desenhando com lapiseiras, o apontador Staedtler (o primeiro acima) é um item imprescindível. Concebido para afiar minas, ele é capaz de produzir providenciais pontas afiadas, caso requisitado. Na parte de cima está um limpador de minas (a ponta do lápis recém-afiado é inserida num local fibroso para limpar o pó de grafite espalhado nela) e, ao lado dele, há dois pequenos orifícios – introduza a mina em ambos para obter um determinado comprimento – um resulta em uma ponta afiada e outro uma ponta achatada convencional. Você pode guardar também os resíduos de grafite e usá-los com um pincel para uma tonificação suave – embora eu pessoalmente não uso esse método, pois prefiro o controle maior propiciado pela estratificação gradual de linhas de grafite para esfumar. O apontador convencional mostrado acima é utilizado não só para apontar lápis convencionais, mas também para obter pontas funcionais em borrachas em bastões (ver abaixo).
Borrachas...
canetasborracha borrachaw
Há uma grande variedade de borrachas convencionais, mas eu uso somente aquelas mostradas aqui. O principal requisito é uma borracha macia que possa remover suavemente a grafite, e não esfregá-la sempre contra a superfície do papel. É por essa razão que eu não mais uso borrachas para tinta ou borrachas para máquinas de escrever. Fora as borrachas em bloco (a segunda acima, e a qual eu somente uso para limpar a margem do desenho), eu uso na maioria das vezes as borrachas em bastão da Staedtler. Das duas versões mostradas acima, eu uso a de cima – embora esse modelo 528-55 não esteja mais disponível, as recargas para o modelo de baixo 528-50 servem para o “holder” antigo (mais confortável e preciso). Com o núcleo da borracha pode-se obter uma ponta muito fina, usando-se um apontador de lápis convencional.
Blu-Tack como uma borracha...
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O Blu-Tack da Bostik propiciou o progresso de meu desenho como nenhum outro produto já o fez. Sua maior força reside em sua habilidade sem paralelos em remover o grafite já aplicado e em “desenhar” luz ou formas brancas com ele. O mero toque retira imediatamente a grafite do papel e, com prática, quaisquer áreas podem ser gradualmente desbotadas. Na grafite pré-aplicada, ele deixa uma impressão limpa e bem definida pela fácil pré-moldagem de formas, de tal maneira que ele é excepcional para simular folhagem em fundos, cabelos em áreas de sombras intensas, ou qualquer aplicação em que seja preferível uma sugestão a um objeto bem focalizado. Para fazer acréscimos na fase final ele é insuperável – determinada série de toques de Blu-Tack pode fazer que a grafite 6B praticamente retorne ao branco antes de fazer retoques com uma borracha macia artística convencional. Leia meu tutorial “Erasing with wall putty” para mais informações.
Fonte: sibleyfineart

Como usar o Grafite

casamento1 Para as pessoas que desejam aprender a fazer desenhos realistas, disponibilizo esse passo-a-passo detalhado. Mas o mesmo é apenas um modelo, com a prática cada um de vocês poderá adaptar cada etapa do desenho da forma que melhor lhe convier.

Gostaria de evidenciar que para ser um bom desenhista realista, além da vontade de ser um, é necessário ter muita disposição e praticar bastante. Não pense que terá um grande resultado já no primeiro desenho. Na verdade ele servirá como uma experiência para começar a se acostumar com esse estilo. E alem de disposição, muita paciência, considerando que para se ter um bom desenho realista em média gasta-se 15 hs de trabalho duro, dependendo da complexidade da imagem e é claro, do tamanho do desenho.

Então fica ai o desafio, exercite a técnica e se torne um desenhista realista.

Primeiramente, para se fazer um bom desenho, não podemos errar na escolha da imagem. Escolha uma que tenha uma boa resolução e que evidencie os pequenos detalhes. Geralmente nas propagandas de revistas existem fotos legais, tanto como na internet. Uma dica: Uma foto tem que ter um contraste marcante entre luz e sombra, para que o desenho fique mais valorizado.

O próximo passo e fazer  um esboço. O esboço, como você pode conferir na imagem abaixo é o contorno da imagem, os seus traços. Fazendo o esboço primeiro pode-se garantir uma proporcionalidade maior para o desenho, pois como os detalhes ainda não foram trabalhados, caso não esteja proporcional, você pode ir apagando e refazendo quantas vezes for preciso e não perderá muito trabalho com isso. Alguns desenhistas não fazem esboço, e em determinado momento percebem que o desenho não está proporcional, como por exemplo, um olho maior que o outro, boca muito pequena ou torta, enfim,  e terá que apagar algumas partes, perdendo algumas horas de trabalho, o que não é nada legal.

Fazendo um esboço proporcional, você fica livre na hora de fazer os detalhes, sombreamentos, pois seguirá os riscos já prontos. Obs: na hora de fazer o esboço, faça riscos leves, para que fique mais fácil de cobri-los na hora do sombreamento.

Caso você ainda não consiga fazer um esboço e queira partir direto para o sombreamento, que é o que vou ensinar aqui, vou deixar uma dica: Você pode, nesse caso, copiar uma foto colocando o papel por cima. Mas é claro que fazendo dessa forma você não vai aprender a criar seu próprio esboço proporcional, mas como ainda não fiz nenhum material ensinando como fazer um bom esboço, fique à vontade para escolher a forma de fazer. Mas existem algumas revistas que ensinam técnicas de como retirar um desenho de uma foto, por exemplo através do quadriculado, que consiste em dividir a foto/imagem a ser desenhada em vários quadros proporcionais e fazer a  mesma divisão  no papel onde vai desenhar, e depois, você passará o desenho para o papel observando  quadro por quadro, tendo assim, uma superfície menor para se preocupar, para cada quadrante.

Depois de feito o esboço, sugiro começar o sombreamento pelos olhos.

Dica: Mantenha os lápis sempre bem apontados, pois isso ajuda muito nos detalhes. Guarde num pequeno recipiente (frasco) o pó da grafite que solta quando se aponta o lápis, pois ele será útil no final do desenho.

1º Passo

Fazendo os olhos
Fazendo o olho
Figura 1 – Fazendo o olho

Com o lápis na graduação de acordo com a cor do olho a ser desenhado (consultar materiais para desenho), pinte a iris do olho com o lápis, sem forçá-lo. Tente reproduzir ao máximo os tons que existem na iris do olho. Com o esfuminho,  friccione por cima da grafite, dando a tonalidade mais aproximada do real.

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Figura 2 – Fazendo o olho

O esfuminho ajuda a espalhar melhor a grafite e dar mais brilho. Não esqueça de deixar a “bolinha” branca que sempre tem refletindo no olho, pois ele é importantíssimo para dar um aspecto real no desenho.

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Figura 3 – Fazendo o olho

Com um lápis 4B por exemplo ( consulte Materiais para desenho), faça os últimos acabamentos. Tenha paciência, os olhos são uma das partes mais complicadas de se fazer, mas vale a pena delongar um pouco mais para se ter um bom resultado.

Finalizando a iris, falta terminar o restante do olho. Se o contorno dos olhos estiver com um risco muito forte, passe a borracha e apague até ele quase sumir, e com o lápis faça novamente mais suave e com cuidado para não passar do tom, e depois novamente com o esfuminho, espalhe o risco, formando a sombra dos cílios nos olhos. A parte branca do olho também tem sombras, leves, que devem ser feitas com muito cuidado, e para isso, e só passar o esfuminho com delicadeza nas extremidades dos olhos onde tiver sombras. Obs: uma das vantagens de se usar esfuminho é que o mesmo, ao ser friccionado na grafite, fica “sujo “, e pode ser usado para fazer sombras nos mais variados tons, usando apenas a sujeira da grafite que fica após ser friccionado na grafite.

Faça os cílios, com riscos de lápis bem finos e de leve, de forma que não apareça muito. Faça o mesmo procedimento no outro olho, e partiremos para o sombreamento nos contornos dos olhos.

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2º Passo

Contorno dos olhos

O sombreamento da pele é parte fundamental para um desenho realista. Aconselho a nunca ter pressa de terminar cada etapa e sempre tentando fazer o mais parecido possível com a foto, respeitando os tons para que a sombra dê um aspecto real ao desenho. Esse jogo de luz e sombra é que da a noção de profundidade no desenho, uma impressão 3D. Olhando na figura a baixo poderás ver que ao começar o sombreamento ao redor dos olhos, já se pode notar ondulações na pele, dando noção tridimensional no desenho.

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Figura 5 – Iniciando o sombreamento

Enfim, para se fazer as sombras usamos o esfuminho, caso ele já esteja sujo de grafite, começamos a fricciona-lo diretamente no papel com cuidado até atingir a graduação certa. Mas caso precise de grafite, com um lápis de graduação clara (caso a pele seja clara) por exemplo o lápis 3B, faça o sombreamento com ângulo de mais ou menos 30º graus com o lápis em relação ao papel e com muita suavidade. Na parte superior ao olho temos uma dobra na sobrancelha, faça um risco nela com o lápis. Depois passe o esfuminho (o esfuminho geralmente escurece um pouco mais o tom que foi posto anteriormente com o lápis, então não exagere com o lápis) espalhando melhor a grafite deixado pelo lápis, tomando sempre o cuidado para que se alcance a graduação correta. Caso fique mais escuro, poderás tirar o excesso de grafite utilizando a borracha limpa-tipos (consultar materiais para desenhos). Após ter sombreado, deve fazer uma análise da área sombreada comparando com a foto, para isso deve afastar o desenho um pouco da sua visão de forma que possa enxergar melhor os detalhes. Caso constate que ficou muito forte a sombra, já sabes que pode usar a limpa-tipos, e caso achar que ficou fraco, passe mais uma camada de lápis, e depois espalhe com o esfuminho novamente.

3º Passo

Sobrancelha
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Figura 6 – Contorno dos olhos

Quando a foto é bem nítida, a sobrancelha fica bastante rica em detalhes. Geralmente e possível ver o sentido do crescimento dos fios, e é isso que temos que reproduzir no desenho. Com um lápis bem apontado, faça os fios, da mesma forma que estão na foto e com a mesma intensidade, não tenha pressa, faça a sobrancelha com muito cuidado que dará um bom aspecto para o desenho. E essa parte não será difícil, uma vez que o seu esboço já foi feito, agora você só precisará preencher o seu interior com os riscos dos pelinhos. Importante: deve tomar cuidado com as margens da sobrancelha, pois nela os pelos são bem fraquinhos e fininhos, deve ser feito da mesma forma para não ficar muito forte e rústico. Depois de pronto, passe com força moderada o esfuminho em cima só para dar uma melhoradinha (para escurecer as frestas entre os riscos).

Figura

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Figura 7 – Testa e sombrancelhas

4º Passo

Fazendo as sombras da Testa (Imagem à cima)

Na testa podemos encontrar um bom jogo de luz e sombra, e tome cuidado para não deixar passar esses detalhes. Dica: pinte primeiro a testa inteira na graduação mais fraca, depois você só precisara escurecer as demais regiões que necessitar. E caso escureça demasiadamente em algum ponto, lembre-se que poderás usar o limpa-tipos para clarear.

A forma de usar o esfuminho para fazer sombras é sempre igual, só muda a força empregada nele.

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Figura 8 – Testa e sombrancelhas

Dica: só para lembrar, caso ele já esteja com a ponta suja de grafite, pode-se friccionar diretamente no papel sem precisar passar o lápis antes dando a graduação com a grafite. Mas pode acontecer muitas vezes de você usar o esfuminho diretamente e perceber que só ele não foi suficiente para dar o tom certo, aí nesse caso, é só passar o lápis aumentando a graduação, e depois novamente passar o esfuminho.

5º Passo

Fazendo o sombreamento do rosto no geral

Não há necessidade de me delongar explicando como fazer o sombreamento de todas as partes do rosto, pois isso vai depender mais do seu golpe de visão para detectar o detalhe na foto e reproduzir no desenho. Isso mesmo, eu disse REPRODUZIR TODOS OS DETALHES POSSÍVEIS DA FOTO NO DESENHO.

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Figura 9 – Sombreando o rosto

Dica: para que você saiba localizar onde colocar os detalhes da foto no desenho, sempre procure pontos de referência. Exemplo: uma pinta em cima do olho, mais ou menos entre o olho e a sobrancelha… . Como os riscos do desenho já estão prontos, você só precisará de ter um pouco de noção de espaço para localizar proporcionalmente onde colocar, e o tamanho do detalhe a ser colocado, mas isso é mais complicado somente quando está se fazendo uma ampliação de uma foto.

6º Passo

Fazendo o Nariz

Repare que nos contornos do nariz a sombra é mais forte, más repare que eu disse sombra, e não risco. Jamais deve aparecer riscos no desenho realista, apenas sombras. Tome muito cuidado quanto a isso. E é claro, no orifício do nariz, existe uma sombra bem escura, que deverá ser feita com um lápis de graduação maior, por exemplo o lápis 6B.

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Figura 10 – Fazendo o nariz

Continue todo o processo de sombreamento já descrito.

7º Passo

Fazendo a Boca

A boca é outra parte que exige um pouco mais de atenção. Principalmente se a pessoa estiver sorrindo, pois os dentes são outro desafio, que apanhei muito para aprender a fazê-los, mas vou poupá-los da dor de cabeça e ensinar como se pode ter um bom resultado.

A boca, principalmente das mulheres, reflete mais brilho do que o restante do rosto, e ao mesmo tempo é mais escura. Esses brilhos devem ser feitos. Eles são evidenciados deixando partes claras nos lábios — igualmente, estão nas fotos. Tenha bastante atenção para fazer os detalhes. Os pequenos sulcos que existem nos lábios podem ser evidenciados com pequenas luzes, que podem ser feitas com a limpa-tipos, moldando sua ponta como uma lâmina e passa-la no desenho, criando os sulcos.

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Figura 11 – Fazendo a boca
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Figura 12 – Fazendo a boca

Nos dentes as sombras devem ser bem sutis, e jamais cometa o erro de deixar riscos na divisão dos dentes aparecendo. Isso acaba com o desenho. A divisão dos dentes deve ser feita com o esfuminho, de forma bem suave, repare bem na imagem. As sombras dos dentes deve evidenciar a sua forma meio arredondada (ver desenho). E faça as sombras e reflexos que aparecem nas pontas da gengiva que aparece quando a foto tem sorriso. Os dentes dos cantos da boca devem ter uma sombra um pouco mais escura, demostrando que estão mais atrás.

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Figura 13 – Fazendo os dentes

Entre os dentes de cima e de baixo geralmente tem uma sombra escura, que deve ser feita também. E como pode-se notar nitidamente nesse desenho, geralmente em volta da boca, tem um tom mais claro, dando enfoque a seu volume. Caso não fique assim, use o limpa-tipos para clarear. Um detalhe que não pode passar sem ser comentado também é a covinha que temos entre o nariz e a boca, que mistura um efeito de luz e sombra bem contrastante. Mas uma vez reforço, faça os detalhes com atenção para que fiquem no lugar certo e na proporção certa e principalmente na graduação certa. Para conferir, afaste-se do desenho até ter uma visão panorâmica e compare o desenho com a foto.

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Figura 14 – Dentes: acabamento

Dica: caso esteja cansado, pare um pouco, descanse. O cansaço nos desanima a ser caprichosos.

8º Passo

Fazendo as orelhas

A orelha é outra parte rica em detalhes, cheia de ondas e curvas. Nela podemos ver como a luz e a sombra dá essa ideia de profundidade, e essa ondulação deve ser feita no desenho.

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Figura 15 – Fazendo a orelha

Você pode começas a sombra com um lápis escurecendo o suficiente nas ondulações, não deixando riscos, mas sombras fortes, e depois com o esfuminho espalhar a sombra para o restante da orelha respeitando a graduação da foto. Nos pontos onde a luz é mais intensa, pode-se passar a limpa-tipos caso tenha escurecido com o esfuminho. Na orelha exitem pontos escuros, medianos e iluminados, e essa mistura de tons é que da um toque real no desenho.

9º Passo

Fazendo o Pescoço
pre-acabado
Figura 16 – Quase acabando…

Faça o pescoço com as técnicas de sombreamento que você já aprendeu, e com atenção pois nessa região as sombras são mais intensas do que na maior parte do desenho. Sempre em volta do colarinho da roupa tem uma sombra bem escura, que some gradativamente conforme se afasta da gola da roupa. E embaixo do queixo também existe uma sombra forte.

10º Passo

Fazendo a roupa

A roupa é uma parte fácil de desenhar, pois se você não quiser, não precisa fazer exatamente como está na foto. O mesmo se aplica as dobras, não precisando fazer exatamente igual. Não que não mereça capricho, mas não precisa se prender tanto aos detalhes como no rosto, pois ao contrário da roupa, no rosto se não estiver exatamente igual na foto, corre o risco de o desenho não parecer com a pessoa no final.

Você pode fazer as sombras com o lápis e depois passar o esfuminho para espalhar melhor. Para que as dobras da roupa fiquem evidentes é importante fazer todo o jogo de luz e sombra que já aprendemos. Pode-se clarear algumas partes da roupa para dar um aspecto mais real usando o limpa-tipos.

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Figura 17 – Roupa

Para fazer texturas imitando camurça, ou pelúcia, o tratamento é diferente para que os pelos/fios fiquem mais reais, e irei demostrar no próximo passo usando a outra parte desse desenho.

11º Passo

Fazendo superfícies com pelúcia

Você vai precisar de uma lixa de unha e um bastão de grafite. Caso não tenha o bastão, pode usar um lápis mesmo.

Você terá que lixar o bastão ou a ponta do lápis para produzir grafite em pó. Ou caso tenha seguido minha dica no início desse artigo, você terá o pó de grafite guardado das sobras resultantes do apontar os lápis podendo usá-las agora.

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Figura 18 – Pó de grafite

Com o dedo espalhar o pó de grafite em cima da superfície que será trabalhada, com cuidado para não deixar muito escuro. Passe em toda a superfície a ser trabalhada. Depois, lave bem os dedos, e com sua borracha Plastica (consultar Materiais recomendados) faça os fios.

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Figura 19 – Sombreando

A borracha deve ter as arestas bem finas, caso já estejam arredondadas pelo uso, pegue um estilete e conte-as acertando-as.

Com as pontas da borracha, friccione no papel em cima da grafite já espalhado, fazendo movimentos curtos como se estivesse fazendo pequenos risquinhos. Observe o sentido dos pelos na foto e faça igualmente.Nas partes mais escuras, você pode escurecer mais passando mais grafite ou até mesmo com o lápis, mas com o grafite fica melhor, e depois de escurecido, passar a borracha novamente fazendo os pelinhos. Não faça “riscos” muito grandes com a borracha, pois perderá a aparência de pelúcia. E faça sempre com as pontas de baixo para cima em relação ao sentido dos pelos.

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Figura 20 – Texturas: pelúcias

12º Passo

Fazendo o cabelo

O cabelo é uma das partes mais difíceis de se fazer um efeito realista. Se você simplesmente pegar um lápis de ponta fina e ir riscando os fios, dificilmente conseguira um resultado bom, a menos que já esteja bastante familiarizado com essa técnica e esteja disposto a passar várias horas nessa etapa do desenho. Eu faço de uma forma mais rápida, mas que também da um bom resultado. Só que em uns desenhos fica melhore do que em outros devido a forma do cabelo.

Para começar você deve passar a grafite em toda a região a ser trabalhada, conforme já tinha mencionado no 10º Passo.

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Figura 21 – Cabelos

Passe a grafite no papel escurecendo onde, na foto, está mais escuro e deixando mais claro onde estiver mais claro, mais nunca muito claro ( se não a borracha não consegue fazer o efeito depois e você pode clarear com a borracha depois). Ver imagem.

Depois de espalhado a grafite, com a borracha plástica já com as arestas finas, deverá riscar o papel imitando o penteado da pessoa igual na foto. Você deve começar a trabalhar pelas pontas do cabelo primeiro e ir subindo até chegar a raiz, que deve ser a última parte, e o sentido do risco feito com a borracha fica melhor quando feito de cima para baixo.

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Figura 22 – Cabelos

Onde, na foto, estiver clara a mecha de cabelo, você pode passar varias vezes a borracha até chegar no tom desejado, esse movimento com a borracha da um efeito de luz muito bonito no cabelo. Perceba que sempre tem uma mexa que está por cima de outras. Nesses casos, deve-se usar a lógica, trabalhando sempre nas mechas que estão por baixo e depois nas que passam por cima. Faça corretamente as curvas dos cabelos. Essa ondulação do cabelo é bem complexa, examine bem a foto e veja qual o comportamento dos fios, e depois de verificado, faça com a borracha tentando deixar o mais parecido possível. Alguns fios se sobressaem dos demais, e eles podem ser feitos com um lápis com ponta bem fina, inclusive aqueles fios que ficam fora as mexas, como se estivesse arrepiados.

Quando fizer a raiz, tem que ter cuidado para a borracha não borrar o rosto, e é aconselhável fazer um retoque com o lápis. Faça os fios mas com risco leves, e ficará muito bom.

13º Passo

Fazendo os acabamento

Esse passo é muito importante, pois agora você já tem um desenho quase pronto, e poderá avaliá-lo como um todo. Veja se alguma coisa não ficou como deveria, e corrija o melhor que puder. Nessas horas a borracha limpa-tipos é muito útil.

Se tiver manchado nas margens do papel, passando uma borracha limpar-se-á boa parte das manchas.

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Figura 23 – Desenho pronto

Qualquer dúvidas, favor escrever um recado logo abaixo, e responderei o mais breve possível!

Ornam MMaia.

 

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