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O desenho e o cérebro

mentelogica-mentevisual Alguma vez ouviu dizer ou já disse…ele/ela é mesmo um artista, mas eu não sou? …Então é porque ambos estão a utilizar uma parte diferente do cérebro.

Como desenhar…

O chamado “artista” simplesmente vê as coisas de forma diferente porque utiliza a parte do cérebro que você não utiliza. Eles vêm o mundo em termos de forma, linhas, cor, proporção e relação entre as formas.

Essa é a base ou principio a desenvolver, por qualquer pessoa que queira aprender a desenhar. E este será o objectivo dos artigos que encontrará nesta categoria e que os levarão a aprender a ver as coisas também desta maneira, a maneira de ver do “artista”.
Esta maneira de ver o mundo a nossa volta, baseado em formas, cores, proporções não é melhor nem pior que qualquer outra forma de ver, mas é sim a forma criativa de observar que o levará a desenhar como um artista e desfrutar do processo.

Você diria que é melhor para as matemáticas do que para o desenho? Se assim for, então é porque você se sente mais confortável com a abordagem lógica, de passo a passo, sistemática controlada por uma parte especifica do seu cérebro.

Cada ser humano tem duas formas, modos ou modelos de pensamento: A forma lógica e simbólica e a forma visual e artística, cada uma controlada por cada hemisfério cerebral.

Todos utilizamos ambos hemisférios todo o tempo, separadamente ou em simultâneo e frequentemente utilizamos uma forma de pensamento para analisar ou interpretar a outra forma de pensamento.

A Mente Lógica Vs a Mente artística.

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Se isto não é o suficientemente claro para si, talvez este exemplo ajude ao esclarecimento: Imagine que o objectivo é desenhar um auto-retrato.
1.-A mente lógica não consegue desenhar facilmente porque ela permanece constantemente analisando o que vê, de forma objectiva.  “isto é um olho, eu não sei desenhar olhos, como são os olhos?”; “este é o olho esquerdo, tenho que desenha-lo…mas não se parece com o meu olho”
2.- A mente visual e criativa no entanto, reage desta maneira: “Esta é uma curva que se intersecta com esta sombra” e “estas duas formas combinam-se para criar uma zona de luz no espaço negativo”. Dito de outra forma, não interessa como é o olho esquerdo para a mente artística…!!!

A mente artística, não vê o olho, o que ele vê são formas, sombras, luz que se combinam para criar o desenho do olho esquerdo. Para aprender a desenhar o que vemos, devemos primeiro aprender a desenhar linhas, curvas, formas, sombras, e luzes que combinadas, dêem lugar ao objecto desenho. A mente lógica, aquela que etiqueta tudo o que vê… não pode ser parte do processo. 

Aprender a ver

desenho-esquerdo Duas maneiras de ver
Na realização de qualquer arte, mas não só, existem e convivem duas formas de actuar e de ver ou reagir.

Está implícita na mente humana criativa estas duas formas.
Mas o que são essas duas formas, como influem nas artes e como foi este processo descoberto, é o que vamos brevemente descobrir neste artigo.

Estudos sobre o comportamento do cérebro humano e pesquisas recentes têm vindo a demonstrar que a constituição do cérebro em dois hemisférios, explicam as formas de processamento de dados e informações e determina a maneira como as pessoas vêem e resolvem e abordam certas situações.

Diz-se assim que existem duas formas de pensamento, o pensamento intuitivo e o pensamento analítico.

  • O lado direito do cérebro domina o pensamento intuitivo, percebe e processa informações visuais da maneira pela qual devemos ver para podermos desenhar, intuitivamente, olhando para as formas, as cores, as sombras as distancias, as proporções e as relações entre elas.
  • O lado esquerdo do cérebro, domina o pensamento analítico. Percebe de uma forma que parece interferir com o ato de desenhar. Ele analisa, abstrai, conta, marca o tempo, planifica cada etapa de um processo, verbaliza, faz declarações racionais baseadas na lógica.

Nas imagens que se seguem se mostra o seguinte:
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a.-Uma mente lógica com pre-domínio do lado esquerdo do cérebro verá a Imagem-1 e dirá que esta a ver uma folha de uma árvore.
b.-Um artista, verá a mesma imagem e dirá que esta a ver uma figura simétrica, e automaticamente analisará as formas inerentes a essa figura, linhas projecções, simetrias,etc. (ver Imagem-2)

Mas cada hemisfério não actua separadamente, não existe ninguém que utilize só a metade esquerda ou a metade direita, ambos lados interactuam e convivem para resolver o nosso dia a dia, em certas ocasiões uma lado domina mais que o outro…mas em muitas ocasiões, e devemos chamar agora a atenção para o desenho, quando de desenhar se trata, cada lado do cérebro, se entorpece um ao outro, se não formos treinados para desligar e ligar no momento certo.

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1.-A mente lógica não consegue desenhar facilmente porque ela permanece constantemente analisando o que vê, de forma objectiva. “Isto é um olho, eu não sei desenhar olhos, como são os olhos, mas para que preciso eu desenhar um olho, e se o desenhar mal, qual e a diferença?”; “este é o olho esquerdo, tenho que desenha-lo…mas não se parece com o meu olho”

2.- A mente visual e criativa no entanto, reage desta maneira: “Esta é uma curva que se intersecta com esta sombra” e “estas duas formas combinam-se para criar uma zona de luz no espaço negativo”. Dito de outra forma, não interessa como é o olho esquerdo para a mente artística…!!!

È isto o que temos que aprender principalmente se queremos desenhar de forma realista. Através de muitos exercícios que publicaremos neste blog esperamos que possa aprender o seguinte:
a.-Utilizar o seu lado direito do cérebro, ate agora subestimado num canto
b.-Por ao mando o seu lado direito do cérebro e tirar o maior proveito da sua capacidade intuitiva
c.-Transitar de um lado do cérebro a outro, do seu lado intuitivo ao seu lado analítico a vontade

Toda a gente incluindo-o a si próprio, pode desenhar, porque todas têm um lado direito…!
Pode desenhar por igual, paisagens, animais ou rostos, porque todos eles são feitos a partir de formas, linhas, sombras, etc

Espero que este artigo tenha sido de ajuda…Espero por sí sempre.!
Bons desenhos e Boas Pinturas!!!

fonte: Amopintar

Semiótica – o que é?

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Em 1983, a Editora Brasiliense publicou, na Coleção Primeiros Passos, “O que é semiótica” de Lúcia Santaella.

A seqüência xerográfica “Memorial de Areias – III”, que ilustra a obra, e a capa são de Ettore Bottini.

 

A autora, Lúcia Santaella,  é formada em Letras pela Universidade Católica de São Paulo, onde também doutorou-se na área de Teoria Literária em 1973.
Em 1993, defendeu tese como livre-docente na ECA – USP, sobre o tema Metodologia Semiótica – Fundamentos.
Pesquisadora incansável, Santaella busca compartilhar a riqueza do fruto de suas investigações. Dá-nos subsídios para que trilhemos o próprio caminho nesse campo do saber ainda tão novo para muitos de nós, a Semiótica.

Expressões – chave:

Linguagem / Signo.
Diálogo com a tradição.
Dinamismo / Interdependência.
Factualidade.
Cosmologia Evolutiva.
Lógica / Semiótica.

 

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Véra Oliveira. Detalhe da obra Os afluentes de um rio chamado Brasil.

Resumo:
Entre a sede de conhecimento e a avalanche de informações de nossa época, percebemos o impasse em que se encontra o homem.  Dois caminhos apresentam-se: a alienação ou uma nova abordagem para estruturar o conhecimento.
Essa abordagem é a semiótica, que não analisa a substância do objeto, mas sim as características universalmente identificadas, de acordo com Charles Sanders Peirce.
Tais características seriam a Primeiridade ou impressão original;  a Secundidade ou reação e relação factual e Terceiridade, quando ocorre o pensamento em signos e a tendência a assumir hábitos.
No exemplo citado por Santaella à página 68, temos: “o azul, simples e positivo azul, é um primeiro (primeiridade). O céu, como lugar e tempo, aqui e agora, onde se encarna o azul, é um segundo (secundidade). A síntese intelectual, a elaboração cognitiva – o azul no céu, ou o azul do céu” – no teu olhar – é um terceiro (terceiridade). É nessa categoria, terceiridade, que a consciência produz um signo após a mediação entre homem e fenômeno (percepção).
Partindo do entendimento dessas três categorias, há uma outra tricotomia, muito divulgada e minunciosamente estudada por Peirce e Santaella. São elas: o quali-signo, o sin-signo e o legi-signo. E, quando relacionados ao objeto, temos o ícone, o índice e o símbolo.
O livro O que é semiótica busca veicular os conceitos básicos para a compreensão dessa teoria lógica, filosófica e científica da linguagem, a semiótica. Ao terminar essa leitura, já não analisamos nossas experiências estéticas com a ingenuidade e o descomprometimento anteriores e, percebemos de forma clara, que foi apenas um primeiro passo.

 

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Véra Oliveira. Os afluentes de um rio chamado Brasil, Técnica mista, 2000.

Factualidade:
Santaella, diante do crescimento contínuo do universo do conhecimento e com a perplexidade do homem em seu desejo de compreensão, luta pela qualificação das linguagens não verbais, seu dinamismo e interdependência.
Santaella afronta o subgrupo oficial, ao lançar ferramentas que tornem operacionais suas idéias e as de Charles Peirce. Ambos lutam para que o conhecimento não seja monopólio de grupos, classes ou nações.
O objetivo maior de Peirce foi a criação de uma teoria dos signos que promovesse a compreensão de todas as ciências, tornando assim o conhecimento como acervo da espécie humana, algo possível.
Mesmo rompendo com tantos aspectos como a estaticidade, a noção de terminalidade, de suficiência, de particularidade, Santaella não abandona a tradição. Ao contrário, é a partir do estudo do signo desde Platão, que Peirce observa fenômenos, analisa e postula suas categorias semióticas.
Da mesma forma, Santaella reverencia a memória coletiva, de suma importância para seu processo de investigação, totalmente embasado na fenomenologia. Essa valoração das experiências do passado lembra-nos Dali: “Tudo aquilo que não brota da tradição é plágio”.

SANTAELLA, Lúcia. O que é semiótica?. 2ª ed. São Paulo: Brasiliense, 1984, 115 p. (Col. Primeiros Passos)

Véra Regina de Oliveira

Brasília (DF), 16/10/1996.

Para aqueles que buscam conhecer mais sobre a teoria dos signos, sugerimos algumas publicações:

SANTAELLA, Lúcia. Estética de Platão a Peirce. São Paulo: Experimento, 1994.

NÖTH, Winfried. Panorama da semiótica: de Platão a Peirce. São Paulo: Annablume, 1995.

PEIRCE, Charles Sanders. Semiótica e filosofia. São Paulo: Cultrix, 1972.

ECO, Umberto. Tratado geral de semiótica. São Paulo: Perspectiva, 1991.

PLAZA, Julio. Tradução intersemiótica. São Paulo: Perspectiva, 2001.

História da arte: Barroco Brasileiro.


O estilo barroco chega ao Brasil pelas mãos dos colonizadores, sobretudo portugueses, leigos e religiosos. Seu desenvolvimento pleno se dá no século XVIII, 100 anos após o surgimento do Barroco na Europa, estendendo-se até as duas primeiras décadas do século XIX. 
Como estilo, constitui um amálgama de diversas tendências barrocas, tanto portuguesas quanto francesas, italianas e espanholas. Tal mistura é acentuada nas oficinas laicas, multiplicadas no decorrer do século, em que mestres portugueses se unem aos filhos de europeus nascidos no Brasil e seus descendentes caboclos e mulatos para realizar algumas das mais belas obras do barroco brasileiro. 
Pode-se dizer que o amálgama de elementos populares e eruditos produzido nas confrarias artesanais ajuda a rejuvenescer entre nós diversos estilos, ressuscitando, por exemplo, formas do gótico tardio alemão na obra de Aleijadinho (1730-1814). 
Aleijadinho (Antônio Francisco Lisboa).

O movimento atinge o auge artístico a partir de 1760, principalmente com a variação rococó do barroco mineiro.
Durante o século XVII a Igreja teve um importante papel como mecenas na arte colonial. As diversas ordens religiosas (beneditinos, carmelitas, franciscanos e jesuítas) que se instalam no Brasil desde meados do século XVI desenvolvem uma arquitetura religiosa sóbria e muitas vezes monumental, com fachadas e plantas retilíneas de grande simplicidade ornamental, bem ao gosto maneirista europeu. É somente quando as associações leigas (confrarias, irmandades e ordens terceiras) tomam a dianteira no patrocínio da produção artística no século XVIII, momento em que as ordens religiosas vêem seu poder enfraquecido, que o barroco se frutifica em escolas regionais, sobretudo no Nordeste e Sudeste do país. 
Contudo a primeira manifestação de traços barrocos, se bem que misturado ao estilo gótico e românico, pode ser encontrada na arte missionária dos Sete Povos das Missões na região da Bacia do Prata. Ali se desenvolveu, durante um século e meio, um processo de síntese artística pelas mãos dos índios guaranis com base em modelos europeus ensinados pelos padres missionários. As construções desses povos foram quase totalmente destruídas. As ruínas mais importantes são as da missão de São Miguel, no Estado do Rio Grande do Sul.
As primeiras manifestações do espírito barroco no resto do país estão presentes em fachadas e frontões, mas principalmente na decoração de algumas igrejas, também em meados do século XVII. 
A talha barroca dourada em ouro, de estilo português, espalha-se pela Igreja e Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro, construída entre 1633 e 1691. Os motivos folheares, a multidão de anjinhos e pássaros, a figura dinâmica da Virgem no retábulo-mor, projetam um ambiente barroco no interior de uma arquitetura clássica. 
Igreja e Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro.

A vegetação barroca é introduzida na Bahia no fim do séc. XVII na decoração, por exemplo, da antiga Igreja dos Jesuítas, atual Igreja Catedral Basílica, cuja construção da capela-mor, com seus cachos de uva, pássaros, flores tropicais e anjos-meninos, data de 1665-1670. No Recife destaca-se a chamada Capela Dourada ou Capela dos Noviços da Ordem Terceira de São Francisco de Assis, idealizada no apogeu econômico de Pernambuco, em 1696, e finalizada em 1724.
Capela Dourada ou Capela dos Noviços da Ordem Terceira de São Francisco de Assis

Entre os anos de 1700 e 1730 uma vegetação de pedra esculpida tende a se espalhar nas fachadas, como imitação dos retábulos, seguindo a lógica da ornamentação barroca. Em 1703 o dinamismo conquista o exterior pela primeira vez de forma ostensiva na fachada em estilo plateresco da Igreja da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência, em Salvador. No entanto, vale notar que tal exuberância representa uma exceção no barroco brasileiro, pois mesmo em seu período áureo as igrejas barrocas nacionais, tal como as portuguesas, são marcadas por um contraste entre a relativa simplicidade de seus exteriores e as ricas decorações interiores, simbolizando dessa forma a virtude do recolhimento, requisito necessário à alma cristã. 
Esses primeiros 30 anos marcam a difusão no Brasil do estilo "nacional português", sem grandes variações nas diversas regiões .
Surge então um novo ciclo de desenvolvimento do barroco entre meados de 1730 e 1760, com predominância do estilo português "joanino", cuja origem remonta ao barroco romano. Há uma significativa barroquização da arquitetura com a construção de naves poligonais e plantas em elipses entrelaçadas. Destaca-se no período, com ressonâncias posteriores, a atuação dos artistas portugueses Manuel de Brito e Francisco Xavier de Brito.
Nota-se que, em meados do século XVIII, a perda da força econômica e política inicia um período de certa estagnação no Nordeste, com exceção de Pernambuco, que conhece o estilo rococó na segunda metade do século. O foco volta-se para o Rio de Janeiro, transformada em capital da colônia em 1763, e a região de Minas Gerais, desenvolvida à custa da descoberta de minas de ouro (1695) e diamante (ca.1730). Não por acaso, dois dos maiores artistas barrocos brasileiros trabalham exatamente nesse período: Mestre Valentim (ca.1745-1813), no Rio de Janeiro, e o Aleijadinho, em Ouro Preto e adjacências.
É na suavidade do estilo rococó mineiro (a partir de 1760) que se encontra a expressão mais original do barroco brasileiro. A extrema religiosidade popular, sob o patrocínio exclusivo das associações laicas, se expressa em um espírito contido e elegante, gerando templos harmônicos e dinâmicos de arquitetura em planos circulares, com graciosa decoração em pedra-sabão. As construções monumentais são definitivamente substituídas por templos intimistas de dimensões singelas e decoração requintada, mais apropriados à espiritualidade e às condições materiais do povo da região.
Um dos exemplos mais bem-acabados desse estilo pode ser contemplado na Igreja da Ordem Terceira de São Francisco de Assis da Penitência (1767), cujo risco, frontispício, retábulos laterais e do altar-mor, púlpitos e lavabo são de autoria de Aleijadinho. A pintura ilusionista do teto da nave (1802) é de um dos mais talentosos pintores barrocos, Manoel da Costa Athaide (1762-1830). 
Igreja da Ordem Terceira de São Francisco de Assis da Penitência (1767).

Destaca-se ainda a parceria dos dois artistas nas esculturas de madeira policromada (1796-1799) representando os Passos da Paixão de Cristo para o Santuário do Bom Jesus dos Matozinhos, em Congonhas do Campo. No adro desse santuário, Aleijadinho deixa o testemunho mais eloqüente de seu talento artístico: seus 12 Profetas de pedra-sabão (1800-1805).
Santuário do Bom Jesus dos Matozinhos.
No Rio de Janeiro a presença lusitana se faz sentir mais fortemente. Distingue-se das outras cidades pela tendência à sobriedade neoclássica, reforçada pelas influências no Brasil da reforma pombalina. Na arte civil (por exemplo: Passeio Público, de 1779-1785 e Chafariz da Pirâmide, de 1789) e sacra de Mestre Valentim o perfeito equilíbrio entre os postulados racionais do classicismo, a dinâmica e grandiloqüência do barroco e um certo sentido de preciosismo e delicadeza da estética rococó, sintetiza brilhantemente o espírito da arte carioca da segunda metade do século XVIII.


Fonte texto:


Fonte imagens:
Pesquisa Google.

Aproveito para indicar o site Itaú Cultural, como uma excelente fonte de pesquisa para os mais variados assuntos relacionados a arte.
Visitem e comprovem!

Cubismo

picasso-demoiselles Como reação ao Impressionismo e sua concepção de abandono da forma, Cézanne busca restaurar o valor da forma, do contorno e do volume.

O Cubismo é uma simplificação,uma redução a planos e volumes, bastante pesquisada entre 1906 e 1908, por Picasso e Braque.

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Paul Cézanne. Maçãs verdes, c. 1873. Óleo. Museu d’Orsay, Paris, França.

Suas fontes de pesquisa foram: a escultura africana, a arte primitiva, a retrospectiva de Seurat em 1905, o Salão em homenagem a Cézanne um ano após sua morte, ocorrida em 1906.

De preocupação bastante intelectual, o Cubismo tende para a abstração, esquematizando a natureza, geometrizando e deformando todo objeto de pintura.
O trabalho do pintor é ordenar planos e superfícies que ele apreende do objeto observado, ignorando as noções de perspectiva e expor simultâneamente todas as faces do objeto.
Tem-se dividido o Cubismo em três etapas:
- Cubismo Cezanneano – estrutura a obra a partir de seus próprios elementos, decompondo-a geometricamente. Usa a cor abstrata como fundo, como o amarelo e o sombreado laranja-cinza.
- Cubismo Analítico – decompõe os objetos em infinitas faces, minunciosamente. Sua temática é o objeto simples, colorido pobre¬mente: cinzas, terras ou marrons. Tons da mesma cor na pintura do objeto, é o “camaieu”. O ícone dessa fase é a obra “As Senhoritas de Avignon” (1907) de magnífica composição, de Pablo Picasso (1881-1974). A transição estampada nas diferentes mulheres, o ritmo, os corpos angulosos lembram a escultura africana.

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Pablo Picasso. Les Demoiselles d’Avignon, 1907. Óleo. Moma, New York, NY, USA.

Georges Braque (1882-1963) é o grande companheiro de Picasso. Em sua obra valorizou enormemente o ocre, o marrom e o bege. Depois de 1910, Braque deixa por algum tempo a pintura e trabalha com “papiers collés”: papéis pintados, tecido, manchetes de jornais, etiquetas, cartas de baralho, embalagens de cigarro. Em suas mãos, e depois nas de Picasso, surgiria a “collage”, mais tarde tão utilizada pelos dadaístas e surrealistas.

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Georges Braque. Garrafa, jornal, cachimbo e copo, 1913.

- Cubismo Sintético – A decomposição da forma é menos fragmentada. Figura e fundo dividem importância. A figura é dividida em planos, segmentos e zonas de cor, agora com mais emoção. O movimento e a simultaneidade do tempo em relação ao objeto, perdem seus valores nessa fase. A figura é vista, geralmente, de um ângulo apenas.
Juan Gris (1887-1927) é o grande representante do Cubismo Sintético. Seu desenho é sua marca registrada.

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Juan Gris. Guitarra diante do mar, 1925. Óleo.

O Cubismo inovou com a criação da Colagem e seus materiais estranhos:
Madeira, papel, vidro, jornal, tecido etc. Usou de texturas criadas com tintas acrescidas de areia ou gesso. Atingiu grande efeito plástico ao usar letras tipográficas na composição.
As artes gráficas foram muito influenciadas pela ocupação do espaço e pela lógica de construção do Cubismo. A arquitetura moderna de Le Corbusier, definida pela simplificação geométrica, também absorveu a influência cubista.
No Brasil, Teresa D’Amico (1914-1965) foi a primeira artista a assumir a colagem como meio de expressão artística.

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Teresa D’Amico. Semeador, 1965. Colagem.

Construindo a nossa capacidade de pintar

Construindo a nossa capacidade de ointar Pintar telas é o sonho de muitas pessoas. Mas quase sempre estes são barrados por um obstáculo considerado pela maioria como invencível. A falta de dom.


Mas será mesmo que este obstáculo não pode ser vencido? Será mesmo que o dom existe apenas para alguns? Que arma teria usado então aqueles que alcançaram tal façanha? Será que estes vencedores teriam nascidos mais privilegiados do que os outros? São tantas as perguntas que caberiam em muitas páginas.
Meus amigos venho por meio destas palavras e outros itens mais, comunicar-lhes que penso de forma contrária a esta teoria. Venho tentar convence-lo de que você pode sim ser o que pretender na sua vida. O segredo? Que segredo coisa nenhuma, é evidência mesmo. Só não vê quem se rende logo no primeiro questionamento. Na verdade pensar que nunca irá conseguir algo por não possuir o dom já é a primeira derrota, ou seja: Este já não soube dar sequer o primeiro passo. Como pode caminhar um ser que sequer consegue o passo inicial? Este que seria o passo mais importante.

Não existe efeito sem uma causa. E o efeito acontece nas condições da causa. Assim sendo, um efeito inteligente há de se produzir uma causa inteligente. Da mesma forma uma causa fracassada produzirá um efeito certamente fracassado, ou nem sequer produzirá efeito algum. Por isso para que possamos produzir boa obra teremos que nos preparar muito, para que possamos ser uma boa causa. Não há solução de problemas que não tenha partido de um raciocínio, e não há feito que não tenha partido de uma ação. Por tanto meus amigos, se querem um grande resultado, que se tornem então grandes merecedores as custas de um grande esforço, e sempre conscientes de que o cume está a grande altura, e que a conquista é proporcional a busca.
Mais vale um lutador, ainda que não obtenha vitória do que um vencedor as custas de um acaso ou sorte. E lembrando que a luta nos mostra as possibilidades mais evidentes.

É possível construir o dom?

   As possibilidades são para todos, mas não estão muito escancaradas. Necessário se faz além de uma crença avantajada em sua existência, também um esforço sem tréguas para o possível acesso a ela. Mas o mais importante de tudo é o gosto suficiente por aquilo que se pretende desenvolver. Na verdade eu digo escancarado que o dom se resume em apenas desejo elevado por determinado assunto. Desejo este que impulsiona o ser com a força proporcional ao mesmo sentido. Assim sendo evidencia então a realidade de que para se construir um dom teremos que primeiro construir o desejo.

Como construir o desejo?

Automaticamente temos a tendência em gostar daquilo que nos proporcionar prazer. Mas nem sempre percebemos o que realmente é bom. Muitos acham que pintar é bom e outros não. Mas também não é difícil ver fatos tais como gente que não gostava de pintura e após experimentar acabam se apaixonado pela arte. E não muito difícil de ouvir este mesmo dizer que deveria ter experimentado antes, assim estariam melhor hoje. Então isso evidencia também o fato de que devemos experimentar as coisas, não só pintura e sim tudo aquilo que é tido pela maioria como belo e bom. Mas o fato de construir desejos segue mais além. Creio que devemos lapidar nosso íntimo para que este consiga distinguir melhor o belo.

Como se faz para lapidar o íntimo?

A meu ver são muita as causas que transformam um ser em sensível. Muitas são naturais devido ao ambiente que este se encontra e se desenvolve. Mas creio ser possível desenvolver em nós uma sensibilidade, desde que desejamos intensamente esse feito. Sejamos mais atento aos detalhes da natureza. Vamos observar com mais atenção cada item que compõem o infinito. Tentar compreender a sua importância, pois saiba que tudo se faz as custas de itens invisíveis aos olhos pela sua dimensão. Passe a contemplar mais a natureza, suas cores, seus sons etc. Observe o amanhecer e suas cores, o meio dia e o entardecer assim como a noite. Ao olhar uma árvore veja com olhos de artista. Além de observar suas cores, o formato de suas folhas, suas cores, tamanho, formas dos galhos etc. Imagine a cena diante de seus olhos como se estivesse numa tela. se for possível faça como na figura ao lado. Pegue um quadrado ou melhor ainda uma câmera fotográfica e comece a fotografar tudo.




E quem não tem paciência. Pode este construir uma paciência?

Certamente que sim, mas necessário se faz, construir a capacidade de ter paciência.

Como se constrói a capacidade de ter paciência?

A compreensão das coisas nos torna muito paciência. Quando compreendemos as causas, aceitamos melhor os efeitos, ainda que seja esta penosa. Assim também se entendermos que um bom resultado somente acontece as custas de uma grande dedicação, e que, quanto mais raro é o objetivo mais difícil de ser atingido.
Veja meus amigos, como a lógica habita a estas palavras.

Afirmo com conhecimento de causa que é sim a compreensão, o fator fundamental para qualquer sucesso, não comente no fato de adquirir paciência.
Afirmo também que não existe um benefício significativo sem um sacrifício considerável. E além disso tudo, e apesar da afirmação de que  devemos ter paciência para se obter um êxito, digo também que estas palavras não minimizam a necessidade de apressarmos, para que os resultados desejados aconteçam o mais rapidamente possível. Em resumo vos digo que devemos nos apressar conscientes das dificuldades que iremos enfrentar.
   Além de tudo o que foi dito, vale a pena investir em outras coisas para realçar ainda mais nossa capacidade de sentir. Ouvir músicas suaves nos prepara ainda mais para que possamos desenvolver trabalhos artísticos. Contemplar a natureza é também um forte incentivo para nos impulsionar a este sublime caminho das artes. Tente ser mais atento as belezas que até então não foram contempladas. Meu amigo: Se for atento verá belezas em lugares onde jamais suspeitava antes. Por mais detestável que seja o ambiente, este esconde belezas que não passam despercebidos aos olhos clínicos de um artista, ou mesmo de quem tem sensibilidade. Uma formiga trabalhando pode ser um evento sublime, se for contemplado. E saiba que isto pode acontecer até mesmo dentro de um campo de concentração.

Como usar o Grafite

casamento1 Para as pessoas que desejam aprender a fazer desenhos realistas, disponibilizo esse passo-a-passo detalhado. Mas o mesmo é apenas um modelo, com a prática cada um de vocês poderá adaptar cada etapa do desenho da forma que melhor lhe convier.

Gostaria de evidenciar que para ser um bom desenhista realista, além da vontade de ser um, é necessário ter muita disposição e praticar bastante. Não pense que terá um grande resultado já no primeiro desenho. Na verdade ele servirá como uma experiência para começar a se acostumar com esse estilo. E alem de disposição, muita paciência, considerando que para se ter um bom desenho realista em média gasta-se 15 hs de trabalho duro, dependendo da complexidade da imagem e é claro, do tamanho do desenho.

Então fica ai o desafio, exercite a técnica e se torne um desenhista realista.

Primeiramente, para se fazer um bom desenho, não podemos errar na escolha da imagem. Escolha uma que tenha uma boa resolução e que evidencie os pequenos detalhes. Geralmente nas propagandas de revistas existem fotos legais, tanto como na internet. Uma dica: Uma foto tem que ter um contraste marcante entre luz e sombra, para que o desenho fique mais valorizado.

O próximo passo e fazer  um esboço. O esboço, como você pode conferir na imagem abaixo é o contorno da imagem, os seus traços. Fazendo o esboço primeiro pode-se garantir uma proporcionalidade maior para o desenho, pois como os detalhes ainda não foram trabalhados, caso não esteja proporcional, você pode ir apagando e refazendo quantas vezes for preciso e não perderá muito trabalho com isso. Alguns desenhistas não fazem esboço, e em determinado momento percebem que o desenho não está proporcional, como por exemplo, um olho maior que o outro, boca muito pequena ou torta, enfim,  e terá que apagar algumas partes, perdendo algumas horas de trabalho, o que não é nada legal.

Fazendo um esboço proporcional, você fica livre na hora de fazer os detalhes, sombreamentos, pois seguirá os riscos já prontos. Obs: na hora de fazer o esboço, faça riscos leves, para que fique mais fácil de cobri-los na hora do sombreamento.

Caso você ainda não consiga fazer um esboço e queira partir direto para o sombreamento, que é o que vou ensinar aqui, vou deixar uma dica: Você pode, nesse caso, copiar uma foto colocando o papel por cima. Mas é claro que fazendo dessa forma você não vai aprender a criar seu próprio esboço proporcional, mas como ainda não fiz nenhum material ensinando como fazer um bom esboço, fique à vontade para escolher a forma de fazer. Mas existem algumas revistas que ensinam técnicas de como retirar um desenho de uma foto, por exemplo através do quadriculado, que consiste em dividir a foto/imagem a ser desenhada em vários quadros proporcionais e fazer a  mesma divisão  no papel onde vai desenhar, e depois, você passará o desenho para o papel observando  quadro por quadro, tendo assim, uma superfície menor para se preocupar, para cada quadrante.

Depois de feito o esboço, sugiro começar o sombreamento pelos olhos.

Dica: Mantenha os lápis sempre bem apontados, pois isso ajuda muito nos detalhes. Guarde num pequeno recipiente (frasco) o pó da grafite que solta quando se aponta o lápis, pois ele será útil no final do desenho.

1º Passo

Fazendo os olhos
Fazendo o olho
Figura 1 – Fazendo o olho

Com o lápis na graduação de acordo com a cor do olho a ser desenhado (consultar materiais para desenho), pinte a iris do olho com o lápis, sem forçá-lo. Tente reproduzir ao máximo os tons que existem na iris do olho. Com o esfuminho,  friccione por cima da grafite, dando a tonalidade mais aproximada do real.

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Figura 2 – Fazendo o olho

O esfuminho ajuda a espalhar melhor a grafite e dar mais brilho. Não esqueça de deixar a “bolinha” branca que sempre tem refletindo no olho, pois ele é importantíssimo para dar um aspecto real no desenho.

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Figura 3 – Fazendo o olho

Com um lápis 4B por exemplo ( consulte Materiais para desenho), faça os últimos acabamentos. Tenha paciência, os olhos são uma das partes mais complicadas de se fazer, mas vale a pena delongar um pouco mais para se ter um bom resultado.

Finalizando a iris, falta terminar o restante do olho. Se o contorno dos olhos estiver com um risco muito forte, passe a borracha e apague até ele quase sumir, e com o lápis faça novamente mais suave e com cuidado para não passar do tom, e depois novamente com o esfuminho, espalhe o risco, formando a sombra dos cílios nos olhos. A parte branca do olho também tem sombras, leves, que devem ser feitas com muito cuidado, e para isso, e só passar o esfuminho com delicadeza nas extremidades dos olhos onde tiver sombras. Obs: uma das vantagens de se usar esfuminho é que o mesmo, ao ser friccionado na grafite, fica “sujo “, e pode ser usado para fazer sombras nos mais variados tons, usando apenas a sujeira da grafite que fica após ser friccionado na grafite.

Faça os cílios, com riscos de lápis bem finos e de leve, de forma que não apareça muito. Faça o mesmo procedimento no outro olho, e partiremos para o sombreamento nos contornos dos olhos.

Fazendo o olho-4

2º Passo

Contorno dos olhos

O sombreamento da pele é parte fundamental para um desenho realista. Aconselho a nunca ter pressa de terminar cada etapa e sempre tentando fazer o mais parecido possível com a foto, respeitando os tons para que a sombra dê um aspecto real ao desenho. Esse jogo de luz e sombra é que da a noção de profundidade no desenho, uma impressão 3D. Olhando na figura a baixo poderás ver que ao começar o sombreamento ao redor dos olhos, já se pode notar ondulações na pele, dando noção tridimensional no desenho.

Figura
Figura 5 – Iniciando o sombreamento

Enfim, para se fazer as sombras usamos o esfuminho, caso ele já esteja sujo de grafite, começamos a fricciona-lo diretamente no papel com cuidado até atingir a graduação certa. Mas caso precise de grafite, com um lápis de graduação clara (caso a pele seja clara) por exemplo o lápis 3B, faça o sombreamento com ângulo de mais ou menos 30º graus com o lápis em relação ao papel e com muita suavidade. Na parte superior ao olho temos uma dobra na sobrancelha, faça um risco nela com o lápis. Depois passe o esfuminho (o esfuminho geralmente escurece um pouco mais o tom que foi posto anteriormente com o lápis, então não exagere com o lápis) espalhando melhor a grafite deixado pelo lápis, tomando sempre o cuidado para que se alcance a graduação correta. Caso fique mais escuro, poderás tirar o excesso de grafite utilizando a borracha limpa-tipos (consultar materiais para desenhos). Após ter sombreado, deve fazer uma análise da área sombreada comparando com a foto, para isso deve afastar o desenho um pouco da sua visão de forma que possa enxergar melhor os detalhes. Caso constate que ficou muito forte a sombra, já sabes que pode usar a limpa-tipos, e caso achar que ficou fraco, passe mais uma camada de lápis, e depois espalhe com o esfuminho novamente.

3º Passo

Sobrancelha
Figura
Figura 6 – Contorno dos olhos

Quando a foto é bem nítida, a sobrancelha fica bastante rica em detalhes. Geralmente e possível ver o sentido do crescimento dos fios, e é isso que temos que reproduzir no desenho. Com um lápis bem apontado, faça os fios, da mesma forma que estão na foto e com a mesma intensidade, não tenha pressa, faça a sobrancelha com muito cuidado que dará um bom aspecto para o desenho. E essa parte não será difícil, uma vez que o seu esboço já foi feito, agora você só precisará preencher o seu interior com os riscos dos pelinhos. Importante: deve tomar cuidado com as margens da sobrancelha, pois nela os pelos são bem fraquinhos e fininhos, deve ser feito da mesma forma para não ficar muito forte e rústico. Depois de pronto, passe com força moderada o esfuminho em cima só para dar uma melhoradinha (para escurecer as frestas entre os riscos).

Figura

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Figura 7 – Testa e sombrancelhas

4º Passo

Fazendo as sombras da Testa (Imagem à cima)

Na testa podemos encontrar um bom jogo de luz e sombra, e tome cuidado para não deixar passar esses detalhes. Dica: pinte primeiro a testa inteira na graduação mais fraca, depois você só precisara escurecer as demais regiões que necessitar. E caso escureça demasiadamente em algum ponto, lembre-se que poderás usar o limpa-tipos para clarear.

A forma de usar o esfuminho para fazer sombras é sempre igual, só muda a força empregada nele.

Figura
Figura 8 – Testa e sombrancelhas

Dica: só para lembrar, caso ele já esteja com a ponta suja de grafite, pode-se friccionar diretamente no papel sem precisar passar o lápis antes dando a graduação com a grafite. Mas pode acontecer muitas vezes de você usar o esfuminho diretamente e perceber que só ele não foi suficiente para dar o tom certo, aí nesse caso, é só passar o lápis aumentando a graduação, e depois novamente passar o esfuminho.

5º Passo

Fazendo o sombreamento do rosto no geral

Não há necessidade de me delongar explicando como fazer o sombreamento de todas as partes do rosto, pois isso vai depender mais do seu golpe de visão para detectar o detalhe na foto e reproduzir no desenho. Isso mesmo, eu disse REPRODUZIR TODOS OS DETALHES POSSÍVEIS DA FOTO NO DESENHO.

Figura
Figura 9 – Sombreando o rosto

Dica: para que você saiba localizar onde colocar os detalhes da foto no desenho, sempre procure pontos de referência. Exemplo: uma pinta em cima do olho, mais ou menos entre o olho e a sobrancelha… . Como os riscos do desenho já estão prontos, você só precisará de ter um pouco de noção de espaço para localizar proporcionalmente onde colocar, e o tamanho do detalhe a ser colocado, mas isso é mais complicado somente quando está se fazendo uma ampliação de uma foto.

6º Passo

Fazendo o Nariz

Repare que nos contornos do nariz a sombra é mais forte, más repare que eu disse sombra, e não risco. Jamais deve aparecer riscos no desenho realista, apenas sombras. Tome muito cuidado quanto a isso. E é claro, no orifício do nariz, existe uma sombra bem escura, que deverá ser feita com um lápis de graduação maior, por exemplo o lápis 6B.

Figura
Figura 10 – Fazendo o nariz

Continue todo o processo de sombreamento já descrito.

7º Passo

Fazendo a Boca

A boca é outra parte que exige um pouco mais de atenção. Principalmente se a pessoa estiver sorrindo, pois os dentes são outro desafio, que apanhei muito para aprender a fazê-los, mas vou poupá-los da dor de cabeça e ensinar como se pode ter um bom resultado.

A boca, principalmente das mulheres, reflete mais brilho do que o restante do rosto, e ao mesmo tempo é mais escura. Esses brilhos devem ser feitos. Eles são evidenciados deixando partes claras nos lábios — igualmente, estão nas fotos. Tenha bastante atenção para fazer os detalhes. Os pequenos sulcos que existem nos lábios podem ser evidenciados com pequenas luzes, que podem ser feitas com a limpa-tipos, moldando sua ponta como uma lâmina e passa-la no desenho, criando os sulcos.

Figura
Figura 11 – Fazendo a boca
Figura
Figura 12 – Fazendo a boca

Nos dentes as sombras devem ser bem sutis, e jamais cometa o erro de deixar riscos na divisão dos dentes aparecendo. Isso acaba com o desenho. A divisão dos dentes deve ser feita com o esfuminho, de forma bem suave, repare bem na imagem. As sombras dos dentes deve evidenciar a sua forma meio arredondada (ver desenho). E faça as sombras e reflexos que aparecem nas pontas da gengiva que aparece quando a foto tem sorriso. Os dentes dos cantos da boca devem ter uma sombra um pouco mais escura, demostrando que estão mais atrás.

Figura
Figura 13 – Fazendo os dentes

Entre os dentes de cima e de baixo geralmente tem uma sombra escura, que deve ser feita também. E como pode-se notar nitidamente nesse desenho, geralmente em volta da boca, tem um tom mais claro, dando enfoque a seu volume. Caso não fique assim, use o limpa-tipos para clarear. Um detalhe que não pode passar sem ser comentado também é a covinha que temos entre o nariz e a boca, que mistura um efeito de luz e sombra bem contrastante. Mas uma vez reforço, faça os detalhes com atenção para que fiquem no lugar certo e na proporção certa e principalmente na graduação certa. Para conferir, afaste-se do desenho até ter uma visão panorâmica e compare o desenho com a foto.

Figura
Figura 14 – Dentes: acabamento

Dica: caso esteja cansado, pare um pouco, descanse. O cansaço nos desanima a ser caprichosos.

8º Passo

Fazendo as orelhas

A orelha é outra parte rica em detalhes, cheia de ondas e curvas. Nela podemos ver como a luz e a sombra dá essa ideia de profundidade, e essa ondulação deve ser feita no desenho.

Figura
Figura 15 – Fazendo a orelha

Você pode começas a sombra com um lápis escurecendo o suficiente nas ondulações, não deixando riscos, mas sombras fortes, e depois com o esfuminho espalhar a sombra para o restante da orelha respeitando a graduação da foto. Nos pontos onde a luz é mais intensa, pode-se passar a limpa-tipos caso tenha escurecido com o esfuminho. Na orelha exitem pontos escuros, medianos e iluminados, e essa mistura de tons é que da um toque real no desenho.

9º Passo

Fazendo o Pescoço
pre-acabado
Figura 16 – Quase acabando…

Faça o pescoço com as técnicas de sombreamento que você já aprendeu, e com atenção pois nessa região as sombras são mais intensas do que na maior parte do desenho. Sempre em volta do colarinho da roupa tem uma sombra bem escura, que some gradativamente conforme se afasta da gola da roupa. E embaixo do queixo também existe uma sombra forte.

10º Passo

Fazendo a roupa

A roupa é uma parte fácil de desenhar, pois se você não quiser, não precisa fazer exatamente como está na foto. O mesmo se aplica as dobras, não precisando fazer exatamente igual. Não que não mereça capricho, mas não precisa se prender tanto aos detalhes como no rosto, pois ao contrário da roupa, no rosto se não estiver exatamente igual na foto, corre o risco de o desenho não parecer com a pessoa no final.

Você pode fazer as sombras com o lápis e depois passar o esfuminho para espalhar melhor. Para que as dobras da roupa fiquem evidentes é importante fazer todo o jogo de luz e sombra que já aprendemos. Pode-se clarear algumas partes da roupa para dar um aspecto mais real usando o limpa-tipos.

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Figura 17 – Roupa

Para fazer texturas imitando camurça, ou pelúcia, o tratamento é diferente para que os pelos/fios fiquem mais reais, e irei demostrar no próximo passo usando a outra parte desse desenho.

11º Passo

Fazendo superfícies com pelúcia

Você vai precisar de uma lixa de unha e um bastão de grafite. Caso não tenha o bastão, pode usar um lápis mesmo.

Você terá que lixar o bastão ou a ponta do lápis para produzir grafite em pó. Ou caso tenha seguido minha dica no início desse artigo, você terá o pó de grafite guardado das sobras resultantes do apontar os lápis podendo usá-las agora.

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Figura 18 – Pó de grafite

Com o dedo espalhar o pó de grafite em cima da superfície que será trabalhada, com cuidado para não deixar muito escuro. Passe em toda a superfície a ser trabalhada. Depois, lave bem os dedos, e com sua borracha Plastica (consultar Materiais recomendados) faça os fios.

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Figura 19 – Sombreando

A borracha deve ter as arestas bem finas, caso já estejam arredondadas pelo uso, pegue um estilete e conte-as acertando-as.

Com as pontas da borracha, friccione no papel em cima da grafite já espalhado, fazendo movimentos curtos como se estivesse fazendo pequenos risquinhos. Observe o sentido dos pelos na foto e faça igualmente.Nas partes mais escuras, você pode escurecer mais passando mais grafite ou até mesmo com o lápis, mas com o grafite fica melhor, e depois de escurecido, passar a borracha novamente fazendo os pelinhos. Não faça “riscos” muito grandes com a borracha, pois perderá a aparência de pelúcia. E faça sempre com as pontas de baixo para cima em relação ao sentido dos pelos.

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Figura 20 – Texturas: pelúcias

12º Passo

Fazendo o cabelo

O cabelo é uma das partes mais difíceis de se fazer um efeito realista. Se você simplesmente pegar um lápis de ponta fina e ir riscando os fios, dificilmente conseguira um resultado bom, a menos que já esteja bastante familiarizado com essa técnica e esteja disposto a passar várias horas nessa etapa do desenho. Eu faço de uma forma mais rápida, mas que também da um bom resultado. Só que em uns desenhos fica melhore do que em outros devido a forma do cabelo.

Para começar você deve passar a grafite em toda a região a ser trabalhada, conforme já tinha mencionado no 10º Passo.

Figura
Figura 21 – Cabelos

Passe a grafite no papel escurecendo onde, na foto, está mais escuro e deixando mais claro onde estiver mais claro, mais nunca muito claro ( se não a borracha não consegue fazer o efeito depois e você pode clarear com a borracha depois). Ver imagem.

Depois de espalhado a grafite, com a borracha plástica já com as arestas finas, deverá riscar o papel imitando o penteado da pessoa igual na foto. Você deve começar a trabalhar pelas pontas do cabelo primeiro e ir subindo até chegar a raiz, que deve ser a última parte, e o sentido do risco feito com a borracha fica melhor quando feito de cima para baixo.

Figura
Figura 22 – Cabelos

Onde, na foto, estiver clara a mecha de cabelo, você pode passar varias vezes a borracha até chegar no tom desejado, esse movimento com a borracha da um efeito de luz muito bonito no cabelo. Perceba que sempre tem uma mexa que está por cima de outras. Nesses casos, deve-se usar a lógica, trabalhando sempre nas mechas que estão por baixo e depois nas que passam por cima. Faça corretamente as curvas dos cabelos. Essa ondulação do cabelo é bem complexa, examine bem a foto e veja qual o comportamento dos fios, e depois de verificado, faça com a borracha tentando deixar o mais parecido possível. Alguns fios se sobressaem dos demais, e eles podem ser feitos com um lápis com ponta bem fina, inclusive aqueles fios que ficam fora as mexas, como se estivesse arrepiados.

Quando fizer a raiz, tem que ter cuidado para a borracha não borrar o rosto, e é aconselhável fazer um retoque com o lápis. Faça os fios mas com risco leves, e ficará muito bom.

13º Passo

Fazendo os acabamento

Esse passo é muito importante, pois agora você já tem um desenho quase pronto, e poderá avaliá-lo como um todo. Veja se alguma coisa não ficou como deveria, e corrija o melhor que puder. Nessas horas a borracha limpa-tipos é muito útil.

Se tiver manchado nas margens do papel, passando uma borracha limpar-se-á boa parte das manchas.

Figura
Figura 23 – Desenho pronto

Qualquer dúvidas, favor escrever um recado logo abaixo, e responderei o mais breve possível!

Ornam MMaia.

 

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