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Mauricio de Sousa e filha anunciam comemoração de 50 anos da Mônica


Revista, livro e bonecos 'retrô' de Mônica e Sansão saem em 2013.
Personagem inspirada na filha surgiu em 1963 em tira do Cebolinha; veja.


Mauricio de Sousa e sua filha, Mônica, participaram nesta terça-feira (26), em São Paulo, de uma entrevista coletiva para anunciar uma série de eventos e produtos comemorativos dos 50 anos da Mônica. A personagem surgiu em 3 de março de 1963, em uma tira do Cebolinha (veja abaixo imagem da tirinha), antes de tornar a figura principal da série de quadrinhos.
Publicações especiais, exposições, espetáculos e novos produtos como versões "retrô" de bonecos da Mônica e do seu coelhinho, Sansão, saem em 2013.

Primeira aparição da personagem Mônica, em tira do Cebolinha de 3 de março de 1963 (Foto: Divulgação / Mauricio de Sousa Produções)
"Vamos depender também bastante do público [na comemoração]. O pessoal das redes sociais pode sugerir novas ideias e novas comemorações", disse Mauricio de Sousa, criador dos quadrinhos, durante a entrevista coletiva.
Mônica, inspiradora da personagem, que hoje trabalha na Mauricio de Sousa Produções, falou sobre a sua relação com a figura dos quadrinhos. "Quando entrei na escola, meu pai chegava e pediam para desenhar, principalmente a Mônica, e eu percebi a importância da personagem. Na pré-adolescência eu não gostava de ser a Mônica. Eu queria ser bonitinha, mas era baixinha, gordinha, dentuça. Depois eu assumi a personagem e amo ter sido a inspiradora dela."

Foto de Mônica, filha de Mauricio de Sousa, quando criança, e os primeiros esboços da personagem (Foto: Divulgação / Mauricio de Sousa Produções)
Uma revista especial de aniversário está prevista para chegar às bancas no dia 1º de março. Um livro com todas as capas da Mônica também será lançado em 2013.
Um espetáculo teatral de 1978, "Mônica e Cebolinha no mundo de Romeu e Julieta", será remontado e lançado em abril no Teatro Geo, em São Paulo. As roupas da peça são assinadas pelo estilista Fause Haten.
Também serão comemorados os 50 anos do Sansão, coelho de pelúcia da personagem Mônica. Artistas foram convidados para recriar a imagem de Sansão, com imagens em exposição no Memorial da América Latina, em São Paulo. A exposição já está aberta e fica em cartaz até o final de abril. Será lançado um Sansão de pelúcia amarelo – cor original do coelhinho nos primeiros quadrinhos coloridos.

Boneco de pelúcia do Sansão, o coelhinho da Mônica, em versão amarela, como era desenhado nos primeiros quadrinhos, será lançada em edição especial em 2013. Ao lado, a versão azul do coelho, das histórias atuais (Foto: Divulgação / Mauricio de Sousa Produções)
Uma grande exposição interativa, com originais das histórias, que vai contar toda a história da personagem, também será realizada até o fim do ano, em um grande museu de São Paulo, segundo a empresa, que ainda não revelou as datas e o local.
Selos postais da Mônica serão lançados em parceria com os Correios, além de outros produtos especiais, como a boneca "retrô" inspirada nos primeiros desenhos, e aplicativos para redes sociais.

Boneca da Mônica 'retrô', um dos produtos comemorativos de 50 anos da personagens a ser lançado em 2013 (Foto: Divulgação / Mauricio de Sousa Produções)
Na TV, será realizado o "mês da Mônica" no canal Cartoon Network, em março, com programa especial e pílulas de conteúdo comemorativo. Também será lançamento do deesenho Turma da Mônica Toy, com personagens repaginados e sem diálogos.

Abstracionismo - Rompendo com a arte acadêmica.


 Olá amigos,
Encontrei este excelente texto na página da UOL Educação e ele foi escrito por Valéria Peixoto de Alencar.

Reprodução
Primeira aquarela abstrata, do pintor russo Wassili Kandinsky, de 1910, é uma obra inaugural.
Segundo os dicionários, arte abstrata é aquela que procura transmitir a qualidade ou propriedade de uma coisa, sem representá-la sob uma forma definida. Ou seja, é uma forma de arte que não representa objetos ou figuras concretas, próprias da nossa realidade.

Quando a significação de um quadro depende essencialmente da cor e da forma, quando o pintor rompe os últimos laços que ligam a obra à realidade visível, aquela passa a ser chamada de abstrata.

O abstracionismo surgiu a partir das experiências das vanguardas européias, que procuravam romper com o rigor formal da arte acadêmica, no início do século 20. O cubismo foi, muitas vezes, denominado como arte abstrata porque, ainda que suas obras fossem representativas e figurativas, buscavam sintetizar os elementos da realidade natural, fugiam da simples imitação daquilo que era "concreto".

O russo Wassili Kandinsky (1866 - 1944) pode ser considerado um dos pioneiros na realização de pinturas não-figurativas.

Fases

Existem várias fases na arte abstrata:
  • Abstracionismo sensível ou informal: nessa fase, juntamente com Kandinsky, podemos citar o nome de Franz Marc (1880-1916). As cores e as formas são a expressão maior desse período.
  • Tachismo: manchas colocadas dentro de certo limite (o braço do artista, por exemplo).
  • Grafismo: todo abstracionismo formado por conjunto de signos gráficos (linhas, curvas, traços, pinceladas, etc.).
  • Orfismo: ligado à música. Tem como principal artista Sonia Delaunay.

  • Raionismo: raios estanques e riscos com luminosidade.
  • Abstracionismo geométrico ou formal: as formas e cores são organizadas de forma a resultar na expressão de uma concepção geométrica. Essa fase possui duas subdivisões: 1) Neoplasticismo (principal artista: Piet Mondrian, 1872-1944); e 2) Suprematismo (principal artista: Kazimir Malevitch, 1878-1935).
  •  
  • Action Paiting ou pintura de ação gestual: criada por Jackson Pollock (1912-1956) nos anos de 1947 a 1950. Tem como características: a compreensão da pintura como meio de emoções intensas, a execução agressiva e espontânea, sem utilização dos meios tradicionais, como pincéis, espátulas, etc. É a pintura direta na parede, no chão ou em telas enormes.

    No Brasil

    Em nosso país, Manabu Mabe e Tomie Ohtake aproximam-se do abstracionismo sensível, ao qual também aderiram os artistas Cícero Dias e Antonio Bandeira. Com relação à abstração geométrica, esta encontra representantes nos artistas reunidos no movimento concreto de São Paulo (Grupo Ruptura) e do Rio de Janeiro (Grupo Frente), assim como no neoconcretismo.
  • Manabu Mabe - obra: Grito.

    Tomie Ohtake - obra: Pinturas Cegas.
    Informações sobre a autora do texto:
    Valéria Peixoto de Alencar é historiadora formada pela USP e cursa o mestrado em Artes no Instituto de Artes da Unesp. É uma das autoras do livro Arte-educação: experiências, questões e possibilidades (Editora Expressão e Arte).
     
    Fonte:
    Imagens pesquisadas no Google.

    Leonardo da Vinci – O gênio do renascimento


    Há pessoas que passam pelo mundo e deixam suas lembranças, suas marcas; algumas são esquecidas com o passar das gerações, outras são lembradas por muitos séculos ou até milênios. Uma pessoa como Leonardo da Vinci é destas que que não só deixa lembranças aos mais próximos de sua época, como também um legado memorável a toda humanidade. Contribuiu com a ciência, com a arte e com a filosofia; acelerando anos de pesquisas para os interessados nas mesmas.

    Para você que aspira a arte, seria interessante conhecer um pouco deste grande gênio. Leonardo é uma referência do saber, pelo fato de se interessar por praticamente tudo, conseguia conectar  informações de ciências diferentes, o que permitia dar saltos de evolução no seu aprendizado.
    Existe até um livro atual bem interessante que se baseia nos exercícios encontrados no bloco de notas de Leonardo, conhecido como “Aprenda a Pensar com Leonardo da Vinci – Sete passos para o sucesso no seu dia-a-dia”. Neste livro consultor norte-americano Michael Gelb, que tem entre seus clientes empresas do porte da Xerox, AT&T e Dupont – propõe o acompanhamento dos passos do gênio, para que se descubra a sabedoria e a inspiração dentro de nossas próprias vidas. Gelb demonstra com propriedade como desenvolver novas formas de auto-expressão e estratégias para pensar com criatividade. O autor destrincha cada princípio do pensamento vinciano, exemplificando como Leonardo os punha em prática.







    CRONOLOGIA – LEONARDO DA VINCI (principais fatos)
    1452: Nasce no dia 15 de abril, em Vinci, perto de Florença, filho ilegítimo de Pietro d’Antônio, tabelião, e ede uma camponesa chamada Catarina
    1469: Leonardo vai para Florença, onde começa a trabalhar mo ateliê de Andrea del Verrocchio
    1472: Passa a freqüentar a “Compagnia di San Luca”, que congrega pintores
    1482: Transfere-se para Milão, onde permanecerá por quase 20 anos
    1489: Começa a trabalhar para a corte milanesa, a serviço de Ludovico Sforza, o Mouro, produzindo um enorme monumento eqüestre em homenagem a Francesco Sforza
    1490: Perto da virada da década, pinta o retrato de Cecília Gallerani e prepara um programa de estudos teóricos em diversos campos, da anatomia à hidrologia
    1495: Começa a pintar a Última ceia no refeitório dos frades de Santa Maria delle Grazie
    1496: Chega a Milão frei Luca Pacioli, célebre matemático, que se torna amigo de Leonardo e o ajuda nos estudos da geometria
    1499: É forçado deixar Milão, logo após a chegada das tropas francesas
    1500: Muda-se novamente para Florença
    1503:Começa um período marcado por importantes trabalhos: o ínicio de Gioconda, a Batalha de Anghiari , a retomada de vários estudos teóricos – do vôo(1505) à anatomia(1507)
    1508: Segue novamente para Milão. A serviço dos franceses, executa obras urbanísticas e hidrográficas. Junto com Marcantonio della Torre, retoma os estudos de anatomia
    1513: Transfere-se para Roma, no Vaticano, a serviço de Giuliano de Médici, irmão do papa Leão X. Realiza projetos para o porto de Civitavecchia, onde também faz o saneamento de áres pantanosas. Desse período em Roma fica os desenhos dos Dilúvio
    1516: Com a morte de giuliano de Médici, seu protetor, Leonardo deixa Roma e aceita o convite do Rei da França, Francisco I
    1517: Transfere-se para Amboise, onde passa a viver em um castelo cedido pelo rei
    1519: Em 23 de abril faz seu testamento. Poucos dias depois, em 2 de maio, Leonardo Da Vinci morre

    FILMES E DOCUMENTÁRIOS SOBRE LEONARDO DA VINCI

    • A Vida de Leonardo da Vinci – DVD duplo
    • Os arquivos de Leonardo da vinci – DVD duplo

    Um breve Documentário
    Parte 1

    Parte 2


    O inferno Noir

     
    “Deixai todas as esperanças, ó vós que aqui entrais”

    A célebre frase fixada nos portais do Inferno marca uma das mais importantes obras da literatura universal: A Divina Comédia, de Dante Alighieri. O livro, escrito no início do século XIV (provavelmente entre 1304 e 1321), narra a aventura do próprio Dante pelo espaço além da vida: inferno, purgatório e paraíso. Em cada diferente momento da sua jornada, o autor – guiado sempre de perto pelo poeta Virgílio – encontra personagens famosos e anônimos submetidos a todo tipo de dor e flagelo: papas, tiranos, assassinos...

    O primeiro círculo infernal é o Limbo, onde permanecem todas as almas que não escolheram seguir a Cristo, mas que foram virtuosas. É lá que Dante encontra Homero, Ovídio e Horácio três dos maiores escritores da história. No segundo círculo estão os luxuriosos que, por castigo, são submetidos a uma eterna tempestade de vento. O terceiro círculo é reservado aos gulosos que são flagelados por uma chuva putrefata e vigiados pelo mitológico cão de três cabeças, Cérbero. No quarto círculo estão os avarentos empurrando pesos enormes. No quinto ficam aqueles que foram tomados pelo ódio, imersos para sempre na lama ardente do Pântano do Estige.

    Ao longo de nove diferentes ciclos, Dante vai identificando todos os diferentes pecados humanos e atribuindo para cada um deles um flagelo diferente. Estão no inferno os rabugentos e taciturnos; aqueles que não acreditam na vida após a morte; os bajuladores; os hipócritas; os blasfemadores; os suicidas; os astrólogos e videntes... e uma infinidade de outros pecadores.

    A riqueza de detalhes com que Dante descreve sua viagem é impressionante. Nos vários níveis do Inferno, as almas pecadoras são submetidas a castigos inimagináveis: alguns são esfaqueados por toda a eternidade; outros atacados pela sarna ou envoltos em chamas; há aqueles que são obrigados a vestir pesadas roupas feitas de chumbo e ainda os que se vêem mergulhados em excrementos humanos...

    É natural que uma das mais importantes obras da literatura universal e que explorou o maior mistério da humanidade– a vida após a morte – provocasse o interesse e a curiosidade de uma legião de estudiosos, leitores e expoentes de outras artes.
    No universo da pintura, há expoentes como Gustave Doré, Eugene Delacroix, Bouguereau e uma infinidade de artistas que, desde a idade média, vem tentando traduzir em imagens o fantástico mundo de Dante

    Dante em quadrinhos – Mais recentemente a Divina Comédia ganhou duas novas versões. E, desta vez, em quadrinhos. O NONA ARTE comenta aqui o trabalho do ilustrador americano Seymour Chwast que acaba de chegar ao Brasil pela Companhia das letras.

    Seymour é fiel ao texto de Dante, mas extremamente ousado e inovador na concepção artística do livro. Assim como Dante colocou no inferno vários contemporâneos seus, Seymour procurou introduzir modernidade em sua releitura em quadrinhos: roupas modernas, mafiosos, lanchas motorizadas... e um Dante vestido como um detetive dos filmes noir em busca da verdade sobrenatural.

    A maior revolução do artista, entretanto, está no seu traço. Seymour é reconhecido mundialmente com um dos maiores artistas comerciais em atividade. Seus trabalhos estão em capas de livros, rótulos de inúmeros produtos e museus. Ele consegue sintetizar páginas inteiras em um único desenho. Neste sentido, o trabalho de Seymour está longe de “esgotar” o conteúdo da Divina Comédia, mas é uma interpretação ágil e sintética para quem quer ter um primeiro contato com a obra do mestre italiano.
     

    História do Desenho

    O homem pré-histórico marcou na rocha seres humanos, animais, plantas, elementos do seu mundo, expressando de uma forma intensa as suas vivências.

    Pintura rupestre - Lascaux. 15.000 a 10.000 anos A.C.
    As culturas da antiguidade como a Egípcia e Grega, deixaram marcas da sua história registadas sob a forma de imagens desenhadas que nos oferecem meios para a compreensão do seu pensamento história e sabedoria.




    Fragmento do livro dos mortos de Tebas - Egito, C/ 1000 AC


    O desenho da idade média transporta-nos para o ambiente da época com as suas personagens ingénuas e espaços "impossíveis" por ausência da perspectiva.

    Detalhe de um desenho mural de Palau Calades - Barcelona. Idade Média


    No renascimento o desenho ganha pujança e força com as suas perspectivas sublimes e a sensibilidade grandiosa dos mestres da época.

    Paolo Ucello - estudo para cálice- Renascimento
    J. V. de Vries
    "Perspective pas altera" ,1604-1605



    Leonardo da Vinci - Estudo de perspectiva (detalhe) - Renascimento

    Cada cultura possui saberes, códigos e valores próprios e portanto condiciona os sistemas de comunicação. O desenho de cada período histórico é condicionado por aquilo que em determinado momento histórico é considerado verdadeiro e digno de importância.

    Veja-se por exemplo como varia a representação de um Cristo na arte Bizantina ou na da Idade Média, do Gótico ou da actualidade. Igualmente a representação da figura humana aparece com aspectos completamente diversos conforme as épocas históricas devido aos conhecimentos que se tinham ou não sobre a anatomia humana, ou os ideais de beleza do momento.
    Também de indivíduo para indivíduo, mesmo sendo contemporâneos, o carácter do desenho varia caracterizando a capacidade de representação, sensibilidade, personalidade e interesses de cada um. Mesmo desenhos do mesmo indivíduo, por vezes variam bastante de acordo com diversas condicionantes, como a experiência, vivências, estados de espírito, etc.
    Quase sempre um registo desenhado parte de uma experiência de observação da realidade. Refletindo sobre o que vê, o homem regista o que compreende da realidade e o que julga ser digno de interesse.



    Picasso - Eric Satie - lápis s/ papel. 1920


    Do ponto de vista do observador procura-se fazer a descodificação do que se vê representado, a partir do que se conhece do mundo, fazendo associações automáticas entre o que conhecemos da realidade e o que vemos representado.

    O receptor
    , aquele que analisa um desenho, também só perceberá nele o que conseguir ou quiser entender. A cultura que cada um de nós possui, vai tornar-nos mais ou menos capazes de extrair "leituras" de uma imagem ou desenho. O tipo de sensibilidade, a disponibilidade e curiosidade para apreciar a imagem também conduzem a uma apreensão mais rica ou mais pobre.

    (Leonor Soares 2001-03)

    Juan Cris pintor Espanhol



    JUAN CRIS PINTOR ESPANHOL
    O nome verdadeiro é José Victoriano Gonzales Peres, um dos maiores pintores cubistas e escultor cubista espanhol, nascido em 23/03/1887 em Madri Espanha, morreu cedo com apenas quarenta anos de idade na cidade francesa de Boulogne-sur-Seine, mesmo assim é o representante maior do cubismo sintético mundial. Em sua paleta de pintura predominavam as cores azuis, violeta e verde. Por ter se ingressado num estilo que usava colagem em suas pinturas Juan Cris entrou por caminho único em sua época distanciando-se de Pablo Picasso e Braque, também pintores cubistas,  aplicava em sua pinturas um jogo  entre o mundo real e mundo do que é pintado criando um relação entre o que é verdade e o que é falso.



    O período mais criativo e que marca mais acentuadamente a carreira de Juan Cris pertence ao período da natureza morta, onde pintou seus quadros  mais famosos como: O Pequeno Almoço, Garrafa e Fruteira, A Garrafa de Vinho e Jarra e Copo, são pinturas que mostram claramente como o artista mostrava as coisas de forma simplificada e descomplicada, usando poucos elementos e aspectos envolvidos na pintura. Com o tempo o artista tende para as formas geométricas mais simples, demonstrando também uma grande evolução na representação de suas telas e seu estilo único, nunca deixou de mostrar em suas telas uma grande variedade de cores e grande luminosidade, porém abstratos.



    No final de sua carreira pintou suas ultimas obras:  A Guitarra Frente ao Mar e O livro de Música, esses trabalhos são os mais destacados do final de sua vida.

     
     

    Análise de obra de arte


    Para analisar uma obra é necessário: conhcer os elementos das artes visuais, ou seja, os elementos visuais (linhas, texturas, cores etc:(  conhecer os estilos artísticos, suas características; conhecer o artista (principalmente sua técnica); olhar para a obra e tentar enxergar e identificar  os elementos visuais os quais já estudamos.
    Ao olhar para uma obra de arte, você perberá a riqueza de detalhes: a mobília, calçados, utensílios domésticos. Tudo isso leva-nos a conhecer  a época, costumes etc.

    Operários de Tarsila do Amaral. Dim. 120 X 205 cm. Óleo sobre tela.
                                                                        Palácio de Verão do Governo do Estado de São Paulo, Campos do Jordão.

                                                                                    Diego Velázquez, As Meninas, c.1656, 318 X 276 cm.
                                                                             Óleo sobre tela. Museu do Prado, Madri.

     
                                                                          Kandinsky. Composição VIII, 1923. Óleo sobre tela, 140 X 201.

                                                               Caravaggio, O Alaudista, c. 1596. Dim. 94 X 120 cm.
    Óleo sobre tela.
    Museu Hermitage, em São Petersburgo, na Rússia.

    Michelangelo, A Sagrada Família c. 1503.
    Dim. 120 cm de diâmetro. 
    Têmpera sobre papel, dia 120 cm, Galleria degli Uffizi, Florença.


    Rafael Sanzio. A Madona Alba, c. 1510. Dim.95 cm de diam.
    Óleo sobre madeira. National Gallery of Art. Washington.

    Vermeer, Mulher com Balança, c. 1664. Dim. 42,5 X 38 cm.
    Óleo sobre tela.
    National Gallery of Art, Washington (D.C.).


      O casamento dos Arnolfini, 1434.                                    Tintoretto. A Última Ceia, (1592-1594). Dim.3,65m X 5,69 m.
      Jan Van Eyck. Dim.0,81 X 0,60m.                                      Óleo sobre tela. San Giorgio Maggiore, Veneza.
      Óleo sobre painel. Galeria Nacional, Londres.


    A Lição de Anatomia do Dr. Tulp. Rembrandt, 1632.
     Dim.162,5 X 216,5 cm. Acervo do Mauritshuis, Amsterdam. Óleo sobre tela.

    Guernica, 1937, Dim. 3,50 m X 7,82 m. de Pablo Picasso.
     Óleo sobre tela. Museu Nacional de Arte Rainha Sofia, Madri, Espanha.


    Abaporu, 1928. Tarsila do Amaral.
    Dim. 85 x 73 cm.  Óleo sobre tela.


    Francisco de Goya. Os Fusilamentos de 3 de maios de 1808.
    Dim. 260 x 345 cm.
    Óleo sobre tela, Museu del Prado, Madrid, Espanha.


    Retirantes, 1944. Cândido Portinari. Painel a óleo sobre tela. Dim. 190 x 180 cm.
    Museu de Arte de São Paulo.



    Café, 1935. Cândido Portinari. Óleo sobre tela. Dim. 130 x 195 cm.
    Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro.


    "A obra de arte é um produto social e, como tal, é produzida em determinado momento e lugar, ou seja, numa determinada sociedade; por isso, expressa uma forma de ler essa sociedade, posiciona-se em relação a essa sociedade que, no limite, reafirma ou contesta seus valores. Isso resulta num jogo em que tanto a obra de arte como a sociedade são motores que acionam mudanças: a sociedade muda e gera uma obra de arte com diferente leitura dessa sociedade; a obra de arte, ao reafirmar ou questionar valores, gera mudanças na sociedade."
                                                                                      (Livro de Português, José De Nicola, Ed. Scipione, 2009/11).



    A obra de arte, fala, comunica com o apreciador ou espectador. O artista cria, produz a obra e o espectador lê, analisa e interpreta.


      
    Exercício: 24

    ANÁLISE DE OBRA DE ARTE

                                                                 

    1. DADOS TÉCNICOS DA OBRA:  

        - Autor: 
        -Título:
        - Data: 
       - Local onde se encontra:
       - Técnica material: 
       - Dimensão: 
       - Suporte:


    2. COMENTÁRIO: Fazer um breve comentário sobre o que vocês observaram na obra escolhida.  Olhe para a obra de   arte, você perceberá a riqueza de detalhes:  elementos da comunicação visual (linhas, texturas, luz e sombra, cores, etc.) a mobília, calçados, utensílios domésticos. Tudo isso leva-nos a conhecer  a época, costumes e compreender melhor o significado da obra.


    3. PESQUISA: Pesquisar sobre o artista e sua obra.
      O que pesquisar:
     a) Nome completo do artista e data de nascimento e morte:
    b) Origem (onde nasceu cidade, país);
    c) Filiação:
    d) Origem social:
    e) Lugar de formação ou Escola ou mestre:
     f) Técnica, descrever a técnica (pinceladas, cor, luz e sombra, etc.:(
    g) Estilo a que pertence a obra (ex. Barroco, etc).
    h) Contexto histórico:

    4. GÊNERO:

       - Retrato: Representação Artística de uma pessoa.
      - Retrato Pictórico: Representação de pessoas ou animais.
      - Retrato de Grupo: Mais de uma pessoa.
      - Auto-Retrato: Representação que o artista faz de si mesmo.
       - Nu. Masculino/ feminino.
       - Paisagem.
      - Natureza morta.



    5. CONTEÚDO PODE SER:

         - Objetivo: Aquilo que serviu de modelo. Basta olhar o quadro e dizer o que está vendo.
         - Subjetivo: É a mensagem que se quer transmitir.
         - Formal: A Escola em que se foi tratada. (Gótico, Renascentista, etc).

    6. ESTILO E CARACTERÍSTICAS DA PINTURA:
        (Renascentista, Gótico, etc). Uso do claro-escuro, perspectivas, etc.                                           



    7. TEMA:
        - Religioso.
        - Mitológico (mitologia grega).
        - Alegórico (representação de abstrato, ex. fábula, parábola, etc).
        - Outros:


    8. CENTRO DE INTERESSE: É a cena principal e o plano que ocupa no quadro (1º ou 2º).


    9. A COMPOSIÇÃO:
        - Artística: (composta pelo artista).
        - Natural:(composta pela natureza).
        - Simétrica ou Assimétrica.
        -Bidimensional ou tridimensional.
        - Forma:
        - Fundo:


    10.  EFEITOS VISUAIS:
         -Perspectiva: Ponto de fuga, Profundidade dada pela linha ou cor.
          CLARO-ESCURO: Luz e sombra.


    12. SUPERPOSIÇÃO: Em elemento sobrepõe ao outro. Pôr-se em cima ou por cima.


    13. PROFUNDIDADE ATRAVÉS DA COR:
          - Modelado: Uma única cor clareia e escurece.
          - Modulado: Muitas cores para dar efeito de profundidade ou volume.


    14. ANÁLISE OBJETIVA ATRAVÉS DA LINHA:
         - Horizontal e vertical: O ritmo é calmo.
         - Inclinadas e ângulos: Existe movimento.
         - Curvas: O ritmo é violento.


    15. RITMO DA OBRA:
          - Calmo.      Violento.     Outro:






     

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