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Como fazer desenhos das histórias em quadrinhos

Se você é criativo e adora desenhos em quadrinhos, você pode se tornar um Quadrinista profissional.


Porém além da vontade de fazer, é preciso de muito treino para aperfeiçoar a técnica.
E como passar as idéias para o papel e começar a fazer suas primeiras histórias em quadrinhos?
O quadrinista Adriano e o desenhista Toni falam sobre o processo de criação das histórias em quadrinhos. Segundo eles “com lápis e papel é possível criar um mundo”.

Desenhistas de histórias em quadrinhos explicam processos de criação

Os criadores mostram a técnica de passar as ideias da cabeça para o papel através das mãos. As histórias em quadrinhos ganharam credibilidade na literatura e são consideradas atualmente até como obras de arte e peças inspiradoras para o cinema.

10 Grandes personagens da literatura, na incrível arte de Frank Frazetta


Frank Frazetta (Brooklyn, 9 de fevereiro de 1928 — Fort Myers, 10 de maio de 2010) foi um ilustrador estadunidense de ficção científica efantasia, notável por seu trabalho com quadrinhos, capa de livros, pinturas, posters, capa de discos, e outros tipos de mídia.
Morreu em 10 de maio de 2010, aos 82 anos, vítima de um AVC em um hospital próximo a sua casa nas Montanhas Poconos, Pensilvânia.

1 - Conan, o Bárbaro
 2 - Dejah Thoris
 3 - Death Dealer
 4 - Gollum
 5 - Selvagem de Pellucidar
 6 - Tarzan
 7 - O Guerreiro de Prata
 8 - Vampirella
 9 - John Carter
 10 - Barsoom, Tarks e Macaco Branco

O inferno Noir

 
“Deixai todas as esperanças, ó vós que aqui entrais”

A célebre frase fixada nos portais do Inferno marca uma das mais importantes obras da literatura universal: A Divina Comédia, de Dante Alighieri. O livro, escrito no início do século XIV (provavelmente entre 1304 e 1321), narra a aventura do próprio Dante pelo espaço além da vida: inferno, purgatório e paraíso. Em cada diferente momento da sua jornada, o autor – guiado sempre de perto pelo poeta Virgílio – encontra personagens famosos e anônimos submetidos a todo tipo de dor e flagelo: papas, tiranos, assassinos...

O primeiro círculo infernal é o Limbo, onde permanecem todas as almas que não escolheram seguir a Cristo, mas que foram virtuosas. É lá que Dante encontra Homero, Ovídio e Horácio três dos maiores escritores da história. No segundo círculo estão os luxuriosos que, por castigo, são submetidos a uma eterna tempestade de vento. O terceiro círculo é reservado aos gulosos que são flagelados por uma chuva putrefata e vigiados pelo mitológico cão de três cabeças, Cérbero. No quarto círculo estão os avarentos empurrando pesos enormes. No quinto ficam aqueles que foram tomados pelo ódio, imersos para sempre na lama ardente do Pântano do Estige.

Ao longo de nove diferentes ciclos, Dante vai identificando todos os diferentes pecados humanos e atribuindo para cada um deles um flagelo diferente. Estão no inferno os rabugentos e taciturnos; aqueles que não acreditam na vida após a morte; os bajuladores; os hipócritas; os blasfemadores; os suicidas; os astrólogos e videntes... e uma infinidade de outros pecadores.

A riqueza de detalhes com que Dante descreve sua viagem é impressionante. Nos vários níveis do Inferno, as almas pecadoras são submetidas a castigos inimagináveis: alguns são esfaqueados por toda a eternidade; outros atacados pela sarna ou envoltos em chamas; há aqueles que são obrigados a vestir pesadas roupas feitas de chumbo e ainda os que se vêem mergulhados em excrementos humanos...

É natural que uma das mais importantes obras da literatura universal e que explorou o maior mistério da humanidade– a vida após a morte – provocasse o interesse e a curiosidade de uma legião de estudiosos, leitores e expoentes de outras artes.
No universo da pintura, há expoentes como Gustave Doré, Eugene Delacroix, Bouguereau e uma infinidade de artistas que, desde a idade média, vem tentando traduzir em imagens o fantástico mundo de Dante

Dante em quadrinhos – Mais recentemente a Divina Comédia ganhou duas novas versões. E, desta vez, em quadrinhos. O NONA ARTE comenta aqui o trabalho do ilustrador americano Seymour Chwast que acaba de chegar ao Brasil pela Companhia das letras.

Seymour é fiel ao texto de Dante, mas extremamente ousado e inovador na concepção artística do livro. Assim como Dante colocou no inferno vários contemporâneos seus, Seymour procurou introduzir modernidade em sua releitura em quadrinhos: roupas modernas, mafiosos, lanchas motorizadas... e um Dante vestido como um detetive dos filmes noir em busca da verdade sobrenatural.

A maior revolução do artista, entretanto, está no seu traço. Seymour é reconhecido mundialmente com um dos maiores artistas comerciais em atividade. Seus trabalhos estão em capas de livros, rótulos de inúmeros produtos e museus. Ele consegue sintetizar páginas inteiras em um único desenho. Neste sentido, o trabalho de Seymour está longe de “esgotar” o conteúdo da Divina Comédia, mas é uma interpretação ágil e sintética para quem quer ter um primeiro contato com a obra do mestre italiano.
 

A História da Arte - Completo

A arte data deste a antiguidade, quando os homens da Pré-História, desenhavam a arte rupestre (desenhos feitos nas cavernas). As figuras representavam a caça, mas isso não significava como o grupo vivia, tinha um caráter mágico, fazia com o que o grupo se preparasse para a tarefa que garantia a sobrevivência.

A palavra “arte” teve muitos significados durante a história. Sempre houve uma pequena discussão, pois alguns achavam que a arte era uma forma de criação, já outros, acreditavam que era uma forma de imitação.

A arte foi se subdividindo de estilos em estilos, tais como Barroco, Gótico, Romântico e outros.

O surgimento do Renascimento fez com que a arte se dividisse em conceitos: a pintura, literatura, música, escultura, arquitetura e a arte feita com cerâmica, tapeçaria e etc.

Depois do século XIX, a arte teve como objetivo retratar a beleza, às criações estéticas. Já no século XX, a arte passou a se referir, principalmente, às artes plásticas.

Toda arte criada é uma conseqüência do trabalho feito pelo homem. Em cada uma delas expressam a personalidade do autor, onde mostram o período em que foram feitas, criadas e suas influências culturais.

Muitas vezes o artista preocupa com a beleza da sua obra, isso faz com que ele busque matérias-primas para aproximem sua obra do mais real possível. Os artistas expressam em suas obras, todos os seus sentimentos.

Com o tempo a arte foi se modificando. Com isso a história da arte pode ser dividida de acordo com a divisão dos períodos da história da humanidade. É dividida em Antiga, Medieval, Renascentista e Moderna.

Estudo completo sobre a História da Arte.

Parte 01 - Introdução - Pré-história


Parte 02 - A Arte Egípcia


Parte 03 - A Arte Grega


Parte 04 - A Arte Medieval


Parte 05 - Renascimento


Parte 06 - Barroco


Parte 07 - Neoclássico


Parte 08 - Romantismo


Parte 09 - Realismo


Parte 10 - Impressionismo


Parte 11 - Expressionismo


Parte 12 - Art Nouveau


Parte 13 - Cubismo


Parte 14 - Surrealismo


Parte 15 - Abstracionismo


Parte 16 - Modernismo


Parte 17 - Arte Pop


Parte 18 - Graffiti


Parte 19 - Arte Conceitual - Final


Texto: UOL / Vídeos: Fuvio

Obras Apresentadas na Semana da Arte Moderna – 1922

obras-apresentadas-na-semana-da-arte-moderna–1922 Com certeza um dos acontecimentos mais importantes para que o mundo artístico pudesse ter um grande impulso no Brasil, a Semana da Arte Moderna aconteceu em 1922 no Teatro Municipal de São Paulo, onde muitas obras foram apresentadas num período de três dias.
O maior objetivo que foi imposto pela Semana da Arte Moderna era fazer com que o padrão de estilo acadêmico para obras fosse retirado das tradições no Brasil, oferecendo assim uma nova era com artes mais renovadas. obras-apresentadas-na-semana-da-arte-moderna–1922
A Semana da Arte Moderna teve três dias de duração, no primeiro dia (13/02/1922) foram apresentadas obras de pintura e escultura, no segundo dia (15/02/1922) foram apresentadas obras de poesia e literatura, e no terceiro dia (17/02/1922) foram apresentadas obras musicais. Uma das idéias que os responsáveis pelo evento queriam transmitir para o público, era atualizar a cultura artística do Brasil, para que assim a visão fosse ampla.
Veja abaixo um breve resumo com imagens de obras apresentadas em cada dia da Semana de Arte Moderna:
Dia 13 de fevereiro – Graça Aranha pronunciou uma conferência tendo como tema “A Emoção Estética na Arte”, ela elogiou e comentou sobre várias obras de arte expostas, principalmente quadros pintados por grandes nomes;
abaporu-tarsila-do-amaral Abaporu - Tarsila do Amaral
a-estudante-russa-anita-malfatti1 A Estudante Russa - Anita Malfatti

Dia 15 de fevereiro – Oswald de Andrade apresentou vários de seus poemas e Mário de Andrade fez um discurso literário sobre o tema “A escrava não é Isaura”;
Print Brasil - Oswald de Andrade
beleza-menotti-del-picchia Beleza - Menotti Del Picchia

Dia 17 de fevereiro – Villa-Lobos fez uma incrível e aplaudida apresentação musical, porém por uma falha de interpretação do público Villa-Lobos acabou sendo vaiado por entrar com um pé descalçado, mas era por causa de um calo que havia feito em seu pé, mas isso não atrapalhou ele a mostrar todo seu talento para o público n o Teatro Municipal de São Paulo;



Veja também abaixo a lista dos principais artistas que participaram da Semana da Arte Moderna:



  • Anita Malfatti
  • Di Cavalcanti
  • Guilherme de Almeida
  • Heitor Villa-Lobos
  • Mário de Andrade
  • Menotti Del Pichia
  • Oswald de Andrade
  • Plínio Salgado
  • Sérgio Milliet
  • Tácito de Almeida
  • Tarsila do Amaral
  • Víctor Brecheret


A Renascença e o Humanismo

holbeinmore-234x300 No século XV, afirma-se o movimento humanista iniciado por Petrarca e Boccaccio, que se em princípio foi exterior e filológico, logo afetaria todos os âmbitos da vida, desdobrando-se em efeitos complexos.

 

 

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Andrea di Bartolo di Bargilla. Francesco Petrarca. Galleria degli Uffizi, Florença, Itália.

De acordo com a etimologia, humanismo deriva do adjetivo latino humanus, humano, relativo ao homem; que tem cultura de espírito, instruído, estudioso de humanidades.

A palavra humanista foi empregada na Itália, nos fins do século XV para descrever o professor de humanidades (gramática, retórica e estilo, a literatura mesma, a filosofia moral e a história – ensinada através de exemplos), isto é, daquelas matérias que constituíam o conteúdo do programa educativo formulado por florentinos. Nicolau V, tornara-se um humanista, em sua permanência em Florença, quando exauriu seus recursos adquirindo livros e mais livros.

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Papa Nicolau V.
Como Papa, cercou-se de personalidades como Guarino de Verona, Niccolo Perotti, Poggio, Lorenzo Valla e Vespasiano da Bisticci que colocaram em prática seu ideal de educação. O meio de instrução e o meio de expressão que era o latim, foi substituído pelo italiano.
Representantes de Nicolau V obtiveram manuscritos latinos e gregos em Atenas, Constantinopla, entre outros centros de cultura.
Trouxe para o Vaticano revisores e copistas, independente de serem cristãos ou pagãos.

Enquanto movimento intelectual e literário, o humanismo pode ser definido como um conjunto de tendências (de caráter filosófico e, mais particularmente, filológico¹) que, durante o Renascimento, se orientaram no sentido de reviver e imitar os modelos artísticos, literários e científicos da Antiguidade greco-latina, considerada como exemplo de afirmação da independência do espírito humano. Sendo também uma descoberta do homem quanto homem.

Chamamos humanistas aos eruditos do Renascimento, sobremaneira àqueles que dedicaram sua atenção à análise científica de fontes literárias, históricas e arqueológicas.
Suas obras, destinadas a outros intelectuais, tiveram uma preocupação pelos problemas morais que os levou ao terreno público. Alguns adotaram posições filosóficas, derivadas de fontes neoplatônicas, consideravam o homem o centro do universo, metade terreno e metade divino.
Corpo e alma formavam um micro-cosmos que permitia compreender e dominar a natureza e aspirar a compreensão de Deus.
Nasceu assim um conceito novo sobre o homem em oposição ao que havia inspirado a Idade Média. Para esta última, a pátria do cristianismo é o além; a terra não é mais que uma morada perigosa e transitória.

Segundo a doutrina de Pico de La Mirandola e Marsilio Ficino, a vida deixa de ser uma preparação para o além, o destino do homem cumpre-se aqui na terra: o homem é grande e livre e dele depende a sua própria essência.
Ao comprovarem que os gregos e os romanos ainda que pagãos, eram sábios e virtuosos, pensaram que por natureza o homem é bom e não corrompido pelo pecado original segundo ensinavam os teólogos. Ensinaram, pois, que se o homem é educado numa sociedade boa, se tem contato com os grandes espíritos do passado e do presente, conhecerá o bem e o mal, e poderá praticar o primeiro e evitar o segundo.
Por conseguinte, o homem esclarecido por sua razão, poderia gozar as alegrias que lhe proporciona este mundo, sem por isso por em perigo sua alma. Perante a Igreja, os humanistas colocaram o homem, o homem só, entregue às suas próprias forças.

Apesar de terem modificado os princípios morais de épocas anteriores, os humanistas continuaram acreditando, quase sem exceção, em um Criador, na divina missão de Cristo, na necessidade dos sacramentos e na organização eclesiástica.

Para os humanistas a curiosidade intelectual, longe de constituir uma culpa, é uma força criadora; assim nasce esse espírito critico que se opõe ao espírito de submissão próprio da Idade Média.

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Hans Holbein, o jovem. Thomas Morus.

O humanismo é, dentro do revolucionário mosaico renascentista, um nostálgico e sentimental retorno à cultura e às letras clássicas.

Humanistas famosos são entre outros Leonardo Bruni, Petrarca, Gianozzo Manetti, Lorenzo Valla, Marsilio Ficino, Erasmo de Roterdã, François Rabelais, Pico de La Mirandola e Thomas Morus.

¹ Filológico – que diz respeito ao estudo dos documentos escritos e da forma da
língua que eles dão a conhecer: conhecimento geral das línguas e das belas artes.

Sociedade dos Poetas Mortos

Sinopse: Em 1959 na Welton Academy, uma tradicional escola preparatória, um ex-aluno se torna o novo professor de literatura. Porém, ele propõe métodos de ensino que incentivam seus alunos a pensarem por si mesmos e apresenta aos alunos a Sociedade dos Poetas Mortos. Isto acaba criando um conflito entre os diretores que ainda pregam o método antigo e conservador.



Nota" Recomendo ler o livro ou assistir o filme, vencedor do oscar de 1990, Ao lembrar que ideias e ideais são potências que o tempo não mata, Peter Weir mostra a força dos anseios das almas de todos os tempos.

  • Hospedagem: Megaupload
  • Formato: Avi
  • Idioma: Português
  • Tamanho: 652.63 MBspan>



• Palavras-chave: escola, poesia, segredo

Fernando Pessoa

"Escrever é esquecer. A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida. A música embala, as artes visuais animam, as artes vivas (como a dança e a arte de representar) entretêm. A primeira, porém, afasta-se da vida por fazer dela um sono; as segundas, contudo, não se afastam da vida - umas porque usam de fórmulas visíveis e portanto vitais, outras porque vivem da mesma vida humana. Não é o caso da literatura. Essa simula a vida. Um romance é uma história do que nunca foi e um drama é um romance dado sem narrativa. Um poema é a expressão de ideias ou de sentimentos em linguagem que ninguém emprega, pois que ninguém fala em verso.
Fernando Pessoa

Ana Miranda Biografia





Nasceu em 19/08/1951, em Fortaleza (CE) e criada em Brasília, onde viveu até 1969. Romancista, poeta, ex-atriz (do filme Como era gostoso o meu francês), desenhista, cronista e roteirista. Sua estréia se deu com um livro de poesias: Anjos e demônios (1978) 0 sucesso literário foi obtido com Boca do inferno (1989), uma biografia romanceada do poeta Gregório de Matos, que se tornou clássico, foi traduzido para mais de 20 idiomas e lhe rendeu o Prêmio Jabuti de Revelação em 1990. O retrato do rei (1991) é outro mergulho na história do Brasil colonial. São obras que resultam de copiosas pesquisas históricas e que alimentam sua criação literária. O livro seguinte é uma trama contemporânea: Sem pecado (1995). Mas logo retoma a história e faz um mergulho na vida e obra do poeta Augusto dos Anjos com A última quimera (1995), outro sucesso de crítica e público. Seu interesse é mais pela pesquisa da linguagem do que pela história propriamente dita. "Sempre tive muito encanto pela palavra, com a formação e o poder das palavras... quando eu faço um livro sobre o Gergório de Matos, na verdade o que me interessa é a linguagem dele". No entanto, seu apreço pela história é declarado:"Eu gosto do passado. Quando escrevo é como se estivesse lá. Estudo, faço os levantamentos de época, mas no texto nada disso deve aparecer, porque eu me impregno daquio tudo, tenho que ser aquilo. Trabalho com a s lacunas da história". Em 2000 partiu para outra experiência literária e publicou Cadernos de sonhos, um livro "de arte", primorosamente editado pela Dantes Editora. Trata do registo de seus sonhos ocoridos em 1973. "A minha literatura sempre foi muito onírica. Eu crio os meus livros quando estou sonhando. Acordo no meio da noite com cenas, palavras, frases que vou anotando". Em seguida, retoma sua especialidade, o romance histórico, e publica Dias & Dias (2002), mais um mergulho na vida e obra do poeta Gonçalves Dias, que lhe rendeu dois valiosos prêmios literários em 2003: O Jabuti e o Prêmio da Academia Brasileira de Letras. Colabora com a revista Caros Amigos desde 1998 e publica suas crônicas no Correio Braziliense.

Amar, Verbo Intransitivo

Sinopse : Este livro foi e continua sendo atual e mesmo revolucionário. Classificado pelo autor como “idílio”, é, de fato, um romance experimental, modernista e moderno, cinematográfico. O autor consegue captar a alma da mulher, expressa-se magistralmente no feminino quando cria Fraülein, a governanta alemã, professora de mar. E esta heroína se recorta com grande autonomia, ingressando no rol das melhores personagens femininas da Literatura Brasileira, acima da moralidade. Leitor fino da alma da mulher, Mário soube denunciar sua marginalidade num mundo marcado pelo poder masculino. Ao texto de ficção original a edição traz ainda um posfácio inédito e uma carta-aberta, documentando as relações do autor com sua obra.



Tags: mario , andrade , amar , verbo , intransitivo , Literatura , Nacional , romance

João Ubaldo Ribeiro



"Se não entendo tudo, devo ficar contente com o que entendo. E entendo que vejo estas árvores e que tenho direito a minha língua e que posso olhar nos olhos dos estranhos e dizer: não me desculpe por não gostar do que você gosta; não me olhe de cima para baixo; não me envergonhe de minha fala; não diga que minha fala é melhor do que a sua; não diga que eu sou bonito, porque sua mulher nunca ia ter casado comigo; não seja bom comigo, não me faça favor; seja homem, filho da puta, e reconheça que não deve comer o que eu não como, em vez de me falar concordâncias e me passar a mão pela cabeça; assim poderei matar você melhor, como você me mata há tantos anos."

(Vila Real)


J
oão Ubaldo
Osório Pimentel Ribeiro nasceu na Ilha de Itaparica, Bahia, em 23 de janeiro de 1941, na casa de seu avô materno, à Rua do Canal, número um, filho primogênito de Maria Felipa Osório Pimentel e Manoel Ribeiro. O casal teria mais dois filhos: Sonia Maria e Manoel. Ao completar dois meses de idade, João muda-se com a família para Aracajú, SE, onde passaria a infância.

Em 1947 inicia seus estudos com um professor particular. Seu pai, professor e político, segundo o biografado, não suportava ter um filho analfabeto em casa. Já alfabetizado, em 1948 ingressa no Instituto Ipiranga. A partir daí permaneceria horas trancado na biblioteca de sua casa devorando livros infantis, sobretudo os de Monteiro Lobato. Forçado por seu austero pai, iria se dedicar com afinco aos estudos, procurando ser sempre o primeiro da classe. Sobre essa fase de sua vida leia mais em "Memória de Livros", deliciosa crônica que consta de "Releituras".

No ano de 1951 ingressa no Colégio Estadual de Sergipe. Sempre dedicado aos estudos, prestava ao pai, diariamente, contas sobre os livros lidos, sendo, algumas vezes, solicitado a resumi-los e a traduzir alguns de seus trechos. João era também solicitado a verter para o português canções francesas que o pai ouvia. Não tinha folga nem nas férias, pois nelas praticava o latim e copiava os sermões do padre Vieira, apesar de afirmar que fazia aquilo com prazer. Manoel Ribeiro, seu pai, era chefe da Polícia Militar e, nessa época, passa a sofrer pressões políticas, o que o faz transferir-se com a família para Salvador. Na capital baiana João Ubaldo é matriculado no Colégio Sofia Costa Pinto. Conta ele que era perseguido pela professora de inglês, em virtude de seu sotaque. "Ela não percebeu que eu falava inglês britânico, já que estudara em Sergipe com um professor educado na Escócia", diz o escritor. Desafiado, dedica empenho extraordinário ao idioma, chegando a decorar 50 palavras por dia. Vizinho de engenheiros americanos, faz amizade com seus filhos para aprimorar ainda mais seus conhecimentos da língua inglesa.

Em 1955 matricula-se no curso clássico do Colégio da Bahia, conhecido como "Colégio Central".

1956 marca o início da amizade com Glauber Rocha, seu colega na escola.

Estréia no jornalismo, começando a trabalhar como repórter no Jornal da Bahia, em 1957, sendo que posteriormente se transferiria para A Tribuna da Bahia, onde chegaria a exercer o posto de editor-chefe.

Em 1958 inicia seu curso de Direito na Universidade Federal da Bahia. Com Glauber Rocha edita revistas e jornais culturais e participa do movimento estudantil. Apesar de nunca ter exercido a profissão de advogado, foi aluno exemplar. Lê (ou relê), então, os grandes clássicos: Rabelais, Shakespeare, Joyce, Faulkner, Swift, Lewis Carroll, Cervantes, Homero, e, entre os brasileiros, Graciliano Ramos e Jorge de Lima. Nessa mesma Universidade, concluído o curso de Direito, faz pós-graduação em Administração Pública.

Participa da antologia Panorama do Conto Bahiano, organizada por Nelson de Araújo e Vasconcelos Maia, em 1959, com "Lugar e Circunstância", e publicada pela Imprensa Oficial da Bahia. Passa a trabalhar na Prefeitura de Salvador como office-boy do Gabinete e, em seguida, como redator no Departamento de Turismo.

Seu primeiro casamento dá-se em 1960 com Maria Beatriz Moreira Caldas, sua colega na Faculdade de Direito. Separaram-se após 9 anos de vida conjugal.

Com "Josefina", "Decalião" e "O Campeão" participa da coletânea de contos Reunião, editada pela Universidade Federal da Bahia no ano de 1961, em companhia de David Salles (organizador do livro), Noêmio Spinola e Sonia Coutinho.

Em 1963 escreve seu primeiro romance, "Setembro não faz sentido", título que substituiu o original (A Semana da Pátria), por sugestão da editora.

Em plena efervescência política do ano de 1964, João Ubaldo parte para os Estados Unidos, através de uma bolsa de estudos conseguida junto à Embaixada norte-americana, para fazer seu mestrado em Administração Pública e Ciência Política na Universidade da Califórnia do Sul. Conta que, na sua ausência, teve até sua fotografia divulgada pela televisão baiana, encimada por um enorme "Procura-se". Segundo João, o movimento revolucionário não sabia que ele, tido e havido como esquerdista, estava nos Estados Unidos às expensas daquele país.

Volta ao Brasil em 1965 e começa a lecionar Ciências Políticas na Universidade Federal da Bahia. Ali permaneceu por 6 anos, mas desistiu da carreira acadêmica e retornou ao jornalismo.

Com o prefácio de Glauber Rocha, que se empenhou junto à José Álvaro Editores pela sua publicação, João Ubaldo tem seu primeiro romance "Setembro não faz sentido" impresso, com o apadrinhamento de Jorge Amado.

Em 1969 casa-se com a historiadora Mônica Maria Roters, que lhe daria duas filhas: Emília (nascida em fevereiro de 1970) e Manuela (cujo nascimento ocorreria em junho de 1972). O casamento acabaria em 1978.

Em 1971 lança, pela Editora Civilização Brasileira, o romance "Sargento Getúlio", merecedor do Prêmio Jabuti concedido pela Câmara Brasileira do Livro, em 1972, na categoria "Revelação de Autor". O livro é inspirado principalmente num episódio ocorrido na infância de João Ubaldo, envolvendo um certo sargento Cavalcanti, que recebera 17 tiros num atentado em Paulo Afonso, na Bahia; resgatado pelo pai do autor, então chefe da polícia de Sergipe, chegaria com vida em Aracaju. Segundo a crítica, esse livro filiou seu autor a uma vertente literária que sintetiza o melhor de Graciliano Ramos e o melhor de Guimarães Rosa.

Publica, em 1974, o livro de contos "Vencecavalo e o outro povo" (cujo título inicial era "A guerra dos Pananaguás"), pela Artenova.

Com tradução feita pelo próprio autor, o romance "Sargento Getúlio" é lançado nos Estados Unidos em 1978, com boa receptividade pela crítica daquele país.

Em 1979 passa nove meses como professor convidado do International Writting Program da Universidade de Iowa e publica no Brasil, pela Nova Fronteira, que a partir de então seria sua principal editora, um "conto militar", na sua definição, intitulado "Vila Real".

1980 marca seu terceiro casamento, com a fisioterapeuta Berenice Batella, que lhe daria dois filhos: Bento e Francisca (nascidos em junho de 1981 e setembro de 1983, respectivamente). Participa, em Cuba, do júri do concurso Casa das Américas, juntamente com o critico literário Antônio Cândido e o ator e diretor de teatro Gianfrancesco Guarnieri. O primeiro prêmio foi concedido à brasileira Ana Maria Machado.

Muda-se, com a família, para Lisboa, Portugal, em 1981, graças a uma bolsa concedida pela Fundação Calouste Gulbenkian. Edita, no período em que ali viveu, com o jornalista Tarso de Castro, a revista Careta. De volta ao Brasil, passa a residir no Rio de Janeiro, cidade que tanto ama, e lança "Política", livro até hoje adotado por inúmeras faculdades. Lança, também, "Livro de Histórias" (depois republicado com o título de "Já podeis da pátria filhos"), coletânea de contos. Inicia colaboração com o jornal "O Globo", que perdura até hoje, com pequenas interrupções, publicando uma crônica por semana. Sua produção dessa época seria reunida em 1988 no livro "Sempre aos domingos".

Em 1982 inicia o romance "Viva o povo brasileiro", que se passa na Ilha de Itaparica e percorre quatro séculos da história do país. Originalmente o livro se chamava "Alto lá, meu general". Segundo João, o livro nasceu de um desafio de seus editores e da lembrança de uma afirmativa de seu pai, que dizia: "Livro que não fica em pé sozinho, não presta." Como seus livros sempre tiveram poucas páginas, diante da provocação, fez um com mais de 700. Nesse ano participou do Festival Internacional de Escritores, em Toronto, Canadá.

No ano seguinte estréia na literatura infanto-juvenil com "Vida e paixão de Pandonar, o cruel". Seu livro "Sargento Getúlio" chega aos cinemas, num filme dirigido por Hermano Penna e protagonizado por Lima Duarte. O longa-metragem receberia os seguintes prêmios no Festival de Gramado: Melhor Ator, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Som Direto, Melhor Filme, Grande Prêmio da Crítica e Grande Prêmio da Imprensa e do Júri Oficial. Volta a residir em Itaparica, na casa onde nascera.

"Viva o povo Brasileiro" é finalmente editado em 1984, e recebe o Prêmio Jabuti na categoria "Romance" e o Golfinho de Ouro, do governo do Rio de Janeiro. Inicia a tradução desse livro para o inglês, tarefa que lhe consumiria dois anos de trabalho e a partir do qual passaria a utilizar o computador para escrever. Ao lado de Jorge Luis Borges e Gabriel Garcia Marques, participa de uma série de nove filmes produzidos pela TV estatal canadense sobre a literatura na América Latina.

João Ubaldo é consagrado na Avenida Marquês de Sapucaí: seu livro "Viva o povo brasileiro" é escolhido como samba-enredo da escola Império da Tijuca para o carnaval do ano de 1987.

Em 1989 lança o romance "O sorriso do lagarto".

Em 1990 publica "A vingança de Charles Tiburone", sua segunda experiência em literatura infanto-juvenil. A convite da Deutsch Akademischer Austauschdienst, muda-se com a família para Berlim, onde viveria por 15 meses. Publica crônicas semanais no jornal Frankfurter Rundschau, além de produzir peças radiofônicas de grande alcance popular, entre elas, uma adaptação de seu conto "O santo que não acreditava em Deus".

Retorna ao Brasil em 1991, e volta a residir no Rio de Janeiro. Seu romance "O sorriso do lagarto" é adaptado para o formato de minissérie por Walter Negrão e Geraldo Carneiro e estréia na Rede Globo, tendo como protagonistas Tony Ramos, Maitê Proença e José Lewgoy. Volta a escrever no jornal O Globo e inicia colaboração no O Estado de São Paulo, passando a publicar em ambos uma crônica aos domingos.

Em 1993 adapta "O santo que não acreditava em Deus" para a série Caso Especial, da Rede Globo, que teve Lima Duarte no papel principal. No dia 7 de outubro é eleito para a cadeira 34 da Academia Brasileira de Letras, na vaga aberta com a morte do jornalista Carlos Castello Branco. Disputavam com ele o piauiense Álvaro Pacheco e o mineiro Olavo Drummond. No terceiro escrutínio João Ubaldo obteve 21 votos contra 13 de Pacheco e um nulo.

Termina, em 1994, a adaptação cinematográfica, feita em parceria com Cacá Diegues e Antônio Calmon, do romance "Tieta do Agreste", de seu amigo e conterrâneo Jorge Amado. O filme teve a atriz Sonia Braga no papel principal e direção de Cacá Diegues. Toma posse na Academia Brasileira de Letras em 8 de junho. Cobre, nos Estados Unidos, a Copa do Mundo de Futebol como enviado dos jornais O Globo e O Estado de São Paulo. De volta ao Brasil é internado numa clínica em Botafogo, com arritmia cardíaca. Participa da Feira do Livro de Frankfurt, na Alemanha, e lá recebe o Prêmio Anna Seghers, concedido somente a escritores alemães e latino-americanos.

Recebe o prêmio Die Blaue Brillenschlange -- concedido ao melhor livro infanto-juvenil sobre minorias não-européias -- pela edição alemã de "Vida e paixão de Pandonar, o cruel". Lança o livro de crônicas "Um brasileiro em Berlim", sobre sua estada naquela cidade.

Volta a participar da Feira do Livro de Frankfurt, em 1996. Detém a cátedra de Poetik Dozentur na Universidade de Tubigem, Alemanha.

Em 1997 é internado novamente no Rio, desta vez com fortes dores de cabeça provocadas por uma queda. Cacá Diegues compra os direitos de filmagem do livro "Já podeis da pátria filhos". Renova contrato com a Nova Fronteira, depois de receber propostas de outras editoras. Publica o romance "O feitiço da Ilha do Pavão".

Participa em Paris do Salão do Livro da França, em 1998. Vende os direitos de "Viva o povo brasileiro" para o cinema; o filme deve ser dirigido pelo cineasta André Luis Oliveira. Lança o livro "Arte e ciência de roubar galinha", seleção de crônicas publicadas nos jornais O Globo e O Estado de São Paulo.

Durante a IX Bienal do Livro - Rio de Janeiro, em Abril de 1999, lança o livro "A Casa dos Budas Ditosos", da série Plenos Pecados, um romance sobre a luxúria publicado pela Editora Objetiva Ltda., que obtém enorme sucesso de vendas.

Ainda em 1999, foi um dos escritores escolhidos em todo mundo para dar um depoimento ao jornal francês "Libération", sobre o milênio que se aproximava. Escreveu, juntamente com Carlos (Cacá) Diegues, o roteiro de um filme baseado em seu conto "O santo que não acreditava em Deus", cujo título para o cinema foi "Deus é brasileiro". Seu romance "O feitiço da Ilha do Pavão" foi publicado em Portugal e em tradução alemã, pela editora C.H. Beck. "A Casa dos Budas Ditosos" torna-se um grande sucesso editorial, permanecendo, por mais de trinta e seis semanas, entre os dez livros mais vendidos. O romance foi publicado na Espanha, França e outros países. Seu lançamento em Portugal se transformou em problema nacional face à proibição, por duas redes de supermercados, de sua venda naqueles estabelecimentos. A primeira edição, de 5.000 exemplares, foi vendida em poucos dias e novas edições também. João Ubaldo, em janeiro/2000, esteve lá para ser homenageado pelos escritores portugueses com um desagravo a tal procedimento. Nessa oportunidade participou da Semana de Estudos Lusófonos, na Universidade de Coimbra. Foi, também, citado em diversas antologias, nacionais e estrangeiras, inclusive numa sobre futebol, publicada pelo jornal "Le Monde", na França. Saíram várias reedições de seus livros na Alemanha, incluindo uma nova edição de bolso de "Sargento Getúlio". "O sorriso do lagarto" foi publicado na França. "A casa dos Budas ditosos" foi traduzido para o inglês, nos Estados Unidos. Seu livro "Viva o povo brasileiro" foi indicado para o exame de Agrégation, um concurso nacional realizado na França para os detentores de diploma de graduação.

Em 2008, o autor foi agraciado com o Prêmio Camões, considerado o maior galardão da língua portuguesa.


Os dados acima foram obtidos em livros diversos; no sítio da Academia Brasileira de Letras; nos Cadernos de Literatura do Inst. Moreira Salles e fornecidos pelo próprio autor.

 

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