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Técnica de colorir ilustração à guache

Um dos mais conhecidos e emblemáticos ilustradores do Brasil, José Luiz Benício dispensa apresentações. Mestre na técnica do guache, Benício começou a carreira na década de 40 e continua atuante até hoje, trazendo consigo toda a técnica e estilo dessa época, mas adaptando com sabedoria aos dias de hoje.

Durante toda a carreira a sua técnica de ilustração foi e continua sendo exatamente a mesma, e aparentemente simples: guache sobre papel Schoeller (sempre utilizou o Schoeller montado, mas como deixou de ser fabricado então passou ao 6R). Com um pincel pequeno vai trabalhando cada área da ilustração de forma completa, com todos os tons (ao invés de grandes manchas de cor em
várias áreas semelhantes). O resultado é sempre surpreendente.

Veja abaixo as etapas de coloração da ilustração e o seu efeito visual surpreendente que dão harmonia e equilíbrio de tonicidade e iluminação.

Técnicas e materiais artísticos e expressivos nas artes visuais.


Nas artes visuais quase todo material e técnica podem ser utilizados para criar uma obra, mas existem aqueles que são mais conhecidos, considerados como tradicionais ou convencionais e os modernos ou contemporâneos.Entre os meios artísticos tradicionais ou convencionais, três deles manifestam-se em duas dimensões (bidimensional – altura e comprimento): o desenho, a gravura e a pintura. Embora o resultado formal de cada um deles seja bastante diferente (embora o desenho e a gravura sejam similares), a grande diferença entre eles se encontra na técnica envolvida. Os outros meios tradicionais – a escultura e a arquitetura –  manifestam-se nas três dimensões do espaço (tridimensional – altura, comprimento e largura ou (profundidade).

Desenho


É o processo pelo qual uma superfície é marcada aplicando-se sobre ela a pressão de uma ferramenta (em geral, um lápis, carvão, nanquim, grafite, pastel, caneta, pincel etc.) e movendo-a, de forma a surgirem pontos, linhas e formas planas. O resultado deste processo (a imagem obtida) também pode ser chamada de desenho.    Desta forma, um desenho manifesta-se  essencialmente como uma composição bidimensional. Quando esta composição possui uma certa intenção estética, o desenho passa a ser considerado uma expressão artística.A escolha dos meios e materiais está intimamente relacionada à técnica escolhida para o desenho. Um mesmo objeto desenhado a bico de pena e a grafite produz resultados absolutamente diferentes.As ferramentas de desenho mais comuns são o lápis, o carvão, os pastéis, crayons e pena e tinta. Muitos materiais de desenho são à base de água ou óleo e são aplicados secos, sem nenhuma preparação.Existem meios de desenho à base d'água (o "lápis-aquarela", por exemplo), que podem ser desenhados como os lápis normais, e então umedecidos com um pincel molhado para produzir vários efeitos. Há também pastéis oleosos e lápis de cera. Desde a invenção do papel, no século XIV, ele se torna o suporte dominante para a realização de desenhos. É possível classificar o desenho em função dos instrumentos utilizados para a sua execução, ou da ausência deles. Pode-se pensar ainda em modalidades distintas do registro de acordo com as finalidades almejadas.
Desenho artístico à mão livre. Garcia Junior 2006.
Desenho artístico à mão livre (Central dos quadrinhos 2006).

• Desenho técnico ou industrial: uma forma padronizada e normatizada de desenho, voltado à representação de peças, objetos e projetos inseridos em um processo de produção.
• Desenho arquitetônico: desenho voltado especialmente ao projeto de arquitetura realizado, de modo geral, com o auxílio de réguas, compassos, esquadros e outros instrumentos.
• Desenho científico: empregado na zoologia, na botânica e anatomia (fartamente empregados como ilustrações de manuais didáticos)
• Ilustração: um tipo de desenho que pretende expressar alguma informação, normalmente acompanhado de outras mídias, como o texto.
• Croqui ou esboço: um desenho rápido, normalmente feito à mão sem a ajuda de demais instrumentos que não propriamente os de traçado e o papel, feito com a intenção de discutir determinadas idéias gráficas ou de simplesmente registrá-las. Normalmente são os primeiros desenhos feitos dentro de um processo para se chegar a uma pintura ou ilustração mais detalhada.
Desenho arquitetônico - Brasília.
Desenho técnico.

Esboço.

Gravura

Difere do desenho na medida em que ela é produzida pensando-se na sua impressão e reprodução. Uma gravura é produzida a partir de uma matriz que pode ser feita de metal (calcografia), pedra (litografia), madeira (xilogravura) ou seda (serigrafia).
O artista trabalha nesses suportes fazendo uma gravação da imagem de acordo com as ferramentas que utiliza com o propósito de imprimir uma tiragem de exemplares idênticos podendo ser feita pelo próprio artista ou orientando um impressor especializado. 
Uma gravura é considerada original quando é assinada e numerada pelo artista dentro de conceitos estabelecidos internacionalmente. Após aprovar uma gravura o artista tira várias provas que são chamadas p. a. (prova do artista). Ao chegar ao resultado desejado é feita uma cópia "bonne à tirer" (boa para imprimir – b.p.i.). A tiragem final deve ser aprovada pelo artista, que, então, assina a lápis, coloca a data, o título da obra e numera a série. Finda a edição, a matriz deve ser destruída ou inutilizada. Cada imagem impressa é um exemplar original de gravura e o conjunto destes exemplares é denominado tiragem ou edição. Em uma tiragem de 100 gravuras, as obras são numeradas em frações: 1/100, 2/100 etc. 

Conheça um pouco mais sobre as quatro técnicas de gravura:

 
• Litografia (matriz de pedra): a litografia (lithos = pedra e graphein = escrever) foi criada no ano de 1796 por Alois Senefelder.
• Xilogravura (matriz de madeira): surgiu como conseqüência da demanda cada vez maior de consumo de imagens e livros sacros a partir da invenção da imprensa por Gutenberg, quando as iluminuras e códigos manuscritos passaram a ser um luxo de poucos. A gravura em madeira seria um meio econômico de substituir o desenho manual, imitando-o de forma ilusória e permitindo a reprodução mecânica de originais consagrados.
• Calcografia (matriz de metal): surgiu nos ateliês de ourivesaria e de armaduras, no século XV, onde era usual imprimir-se os desenhos das jóias e brasões em papel para melhor visualização das imagens.
• Serigrafia (matriz de seda ou náilon): também conhecida como silk-screen (tela de seda) é um processo de impressão no qual a tinta é vazada - pela pressão de um rodo ou puxador - através de uma tela preparada. É utilizada na impressão em variados tipos de materiais (papel, plástico, borracha, madeira, vidro, tecido, etc.), superfícies (cilíndrica, esférica, irregular, clara, escura, opaca, brilhante, etc.) espessuras ou tamanhos, com diversos tipos de tintas ou cores. Também pode ser feita de forma mecânica (por pessoas) ou automática (por máquinas).
Produção da tela matriz de serigrafia.

Pintura

Refere-se genericamente à técnica de aplicar pigmento em forma líquida a uma superfície bidimensional, a fim de colori-la, atribuindo-lhe matizes, tons e texturas. Em um sentido mais específico, é a arte de pintar uma superfície, tais como papel, tela, ou uma parede (pintura mural ou de afrescos). A pintura é considerada por muitos como uma das expressões artísticas tradicionais mais importantes; muitas das obras de arte mais importantes do mundo, tais como a Mona Lisa, são pinturas. Diferencia-se do desenho pelo uso dos pigmentos líquidos e do uso constante da cor, enquanto aquele apropria-se principalmente de materiais secos. Enquanto técnica, a pintura envolve um determinado meio de manifestação (a superfície onde ela será produzida) e um material para lidar com os pigmentos (os vários tipos de pincéis e tintas). 
A escolha dos materiais e técnicas adequadas está diretamente ligada ao resultado final desejado para o trabalho como se pretende que ele seja entendido. Desta forma, a análise de qualquer obra artística passa pela identificação do suporte e da técnica utilizadas. Enquanto técnica, a pintura envolve um determinado meio de manifestação (a superfície onde ela será produzida) e um material para lidar com os pigmentos (os vários tipos de pincéis e tintas). 
O suporte mais comum é a tela (normalmente uma superfície de madeira coberta por algum tipo de tecido), embora durante a Idade Média e o Renascimento o afresco tenha tido mais importância. É possível também usar o papel (embora seja muito pouco adequado à maior parte das tintas). Quanto aos materiais, a escolha é mais demorada e, normalmente, envolve uma preferência pessoal do pintor e sua disponibilidade. Materiais comuns são: a tinta a óleo, a tinta acrílica, o guache e a aquarela.
Pintura da artista Helene Beland.
É também possível lidar com pastéis e crayons, embora estes materiais estejam mais identificados com o desenho.
No entanto, há controvérsias sobre essa definição de pintura. Com a variedade de experiências entre diferentes meios e o uso da tecnologia digital, a idéia de que pintura não precisa se limitar à aplicação do "pigmento em forma líquida". Atualmente o conceito de pintura pode ser ampliado para a representação visual através das cores. Mesmo assim, a definição tradicional de pintura não deve ser ignorada.
O elemento fundamental da pintura é a cor. A relação formal entre as massas coloridas presentes em uma obra constitiu sua estrutura fundamental, guiando o olhar do espectador e propondo-lhe sensações de calor, frio, profundidade, sombra, entre outros. Estas relações estão implícitas na maior parte das obras da História da Arte e sua explicitação foi uma bandeira dos pintores abstratos.

Conheça as principais técnicas e materiais da pintura:


• Muralismo, pintura mural ou parietal: é a pintura executada sobre uma parede, quer diretamente na sua superfície, como num afresco, quer num painel montado numa exposição permanente. Ela difere de todas as outras formas de arte pictórica por estar profundamente vinculada à arquitetura, podendo explorar o caráter plano de uma parede ou criar o efeito de uma nova área de espaço. A técnica tradicional de uso mais generalizado é a do afresco, que consiste na aplicação de pigmentos de cores diferentes, diluídos em água, sobre argamassa ainda úmida.
• Tinta a óleo: é uma mistura de pigmento pulverizado e óleo de linhaça ou papoula. É uma massa espessa, da consistência da manteiga, e já vem pronta para o uso, embalada em tubos ou em pequenas latas. Dissolve-se com óleo de linhaça ou terebintina para torná-la mais diluída e fácil de espalhar. O óleo acrescenta brilho à tinta; o solvente tende a torná-la opaca.
A grande vantagem da pintura a óleo é a flexibilidade, pois a secagem lenta da tinta permite ao pintor alterar e corrigir o seu trabalho.
• Acrílico: é uma tinta sintética solúvel em água que pode ser usada em camadas espessas ou finas, permitindo ao artista combinar as técnicas da pintura a óleo e da aquarela. Se você quiser fazer tinta acrílica, você pode misturar tinta guache com cola.
• Aquarela: é uma técnica de pintura na qual os pigmentos se encontram suspensos ou dissolvidos em água. Os suportes utilizados na aquarela são muito variados, embora o mais comum seja o papel com elevada gramatura (espessura do papel). São também utilizados como suporte o papiro, casca de árvore, plástico, couro, tecido, madeira e tela.
• Guache: é um tipo de aquarela opaca. Seu grau de opacidade varia com a quantidade de pigmento branco adicionado adicionado à cor, geralmente o suficiente para evitar que a textura do papel apareça através da pintura, fazendo com que não tenha a luminosidade das aquarelas transparentes.
•  Colagem
Também é considerada uma técnica convencional de artes visuais que utiliza vários materiais aplicados em diferentes suportes para criar um efeito diferente e interessante. Ao abrigar no espaço do quadro elementos retirados da realidade - pedaços de jornal e papéis de todo tipo, tecidos, madeiras e objetos variados, a colagem passa a ser concebida como construção sobre um suporte, o que dificulta o estabelecimento de fronteiras rígidas entre pintura e escultura.
Colagem (papel celofane, cartolina e cola).


Escultura


É uma arte que representa imagens plásticas em relevo total ou parcial usando a tridimensionalidade do espaço.
Os processos da arte em escultura datam da Antigüidade e sofreram poucas variações até o século XX. Estes processos podem ser classificados segundo o material empregado: pedra, metal, argila, gesso ou madeira.
A técnica da modelagem consiste em elaborar esculturas inéditas através desta técnica. São utilizados materiais macios e flexíveis, facilmente modeláveis, como a cera, o gesso e a argila.
No caso da argila, a escultura será posteriormente cozida, tornando-se resistente. A modelagem é, também, o primeiro passo para a confecção de esculturas através de outras técnicas, como a fundição e a moldagem.
A técnica do entalhe é um processo que requer tempo e esforço, já que o artista trabalha minuciosamente numa escultura, cortando ou extraindo o material supérfluo (madeira, por exemplo) até obter a forma desejada.
O material é sempre rígido e, com freqüência, pesado. A arte de esculpir em madeira utiliza poucas espécies de árvores, que são selecionadas em função da sua textura, da beleza do material proporcionado pelos veios e pela tonalidade da matéria prima.
As madeiras comumente utilizadas são o cedro e o mogno, por serem fáceis de trabalhar e mais leves. O acabamento da obra é dado com tintas e vernizes preparados com resinas químicas ou naturais.
Outra técnica utilizada para a escultura é fundição de metal (ferro, cobre, bronze etc) em que se faz um processo complexo que começa com um modelo em argila, passando por um molde que será preenchido com cera, obtendo-se outra peça idêntica neste material, que poderá ser retocada, para corrigir algumas imperfeições derivadas do molde. Depois de modelada em cera.
Em seguida, o metal líquido é vazado dentro de um molde, ocupando o lugar deixado pela cera. O gesso é dissolvido em uma lavagem a jato de água, revelando a peça com seus contornos. A escultura de metal passa, então, por um processo final de recorte e de acabamento.
Escultura em madeira.
Escultura em pedra.


 Arquitetura


Entre muitas outras coisas, a Arquitetura é a organização do espaço tridimensional. É uma atividade humana existente desde que o homem passou a se abrigar das intempéries do clima. Uma definição mais precisa da área envolve todo o design do ambiente construído pelo homem, o que engloba desde o desenho de mobiliário (desenho industrial) até o desenho da paisagem (paisagismo) e da cidade (urbanismo), passando pelo desenho dos edifícios e construções (considerada a atividade mais comum dos arquitetos). O trabalho do arquiteto envolve, portanto, toda a escala da vida do homem, desde a manual até a urbana.
A arquitetura se manifesta de dois modos diferentes: a atividade (a arte, o campo de trabalho do arquiteto) e o resultado físico (o conjunto construído de um arquiteto, de um povo e da humanidade como um todo).
A Arquitetura depende ainda, necessariamente, da época da sua ocorrência, do meio físico e social a que pertence, da técnica decorrente dos materiais empregados e, finalmente, dos objetivos e dos recursos financeiros disponíveis para a realização da obra, ou seja, do programa proposto.
Bem mais do que planejar uma construção ou dividir espaços para sua melhor ocupação, a Arquitetura fascina, intriga e, muitas vezes, revolta as pessoas envolvidas pelas paredes. Isso porque ela não é apenas uma habilidade prática para solucionar os espaços habitáveis, mas encarna valores. A Arquitetura desenha a realidade urbana que acomoda os seres humanos no presente. É o pensamento transformado em pedra, mas também a criação do pensamento.
Arquitetura colonial - Ouro Preto.
Arquitetura moderna - Palácio do Planalto - Brasília.

Fonte:  
http://pt.scribd.com/
(APOSTILA DE ARTE – ARTES VISUAIS – Garcia Junior)


Ilustrar - 01


Sinopse:
# Revista brasileira de ilustração, arte e design
# Portfolio - Samuel Casal
- Com uma clara influência de gravuras, produz ilustrações com um vigoroso estilo pessoal em imagens poderosas e cheias de vida
# Internacional - Arthur De Pins
- Um dos mais bem sucedidos e conhecidos ilustradores franceses da atualidade, desenvolveu um estilo muito próprio tanto na técnica de ilustrar quanto no desenho.
# Ilustra Brasil 4
# Sketch book - Eduardo Schaal
- Conhecido como um dos ilustradores mais talentosos da atualidade, vencedor de vários prêmios no Brasil e no exterior, ele tem um interesse todo especial por sketch book
# Memória - Nico Rosso
- Durante os anos 40 e 50 o Brasil teve uma série de grandes ilustradores e quadrinistas pioneiros que iniciaram uma era de ouro, perpetuando um trabalho que é possível sentir influência até hoje. Entre eles Nico Rosso, um dos maiores ícones do quadrinho nacional
# Step by step - Ricardo Antunes
- Veja como fazer uma ilustração hiper-realista usando somente o Photoshop, em um trabalho que toma pouco mais de um dia
# 15 perguntas para Renato Alarcão
- Designer gráfico com um mestrado em ilustrações pela School of Visual Arts de Nova York, Alarcão tem trabalhos publicados em vários jornais e revistas dos EUA e Brasil
# E muito mais...

Ilustrar - 01
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Guia do Ilustrador

guia O Guia do Ilustrador é um documento elaborado por profissionais na ativa da ilustração e que já têm uma visão melhor e bem abrangente de como é o mercado de trabalho para nós desenhistas.

 

 

guia

    Ele fala sobre assuntos muito úteis para o cotidiano de quem quer trabalhar com desenho, como contratos, portfólios e dicas em geral. O Guia não é um conjuto de técnicas de desenho mas sim um conjunto de dicas indispensáveis a um desenhista - calma aí, vamos falar de um modo mais técnico - indispensáveis a um ilustrador que quer entrar no mercado de trabalho e está muito cru.

    Eu estou começando a ler e estou achando ótimo, mas o melhor de tudo é que ele é gratuito, ou seja os profissionais que o fizeram não ganharam nada, e muito pelo contrário cederam um pouco da sua sabedoria e experiência. Olha o mercado brasileiro de ilustrações querendo se ajudar a crescer.

    É disso que nós precisamos, de um caminho, de uma direção para seguir, e esse guia é um pouco disso e mais.

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Um grande momento da Xilogravura

digitalizar0002 Na primeira metade do século XX, a xilogravura entrou no seu mais brilhante momento como atividade artística, tendo total influência dos artistas do fauvismo e do expressionismo alemão.

 

 

 

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Käthe Kollwitz. Self-Portrait, 1924. Xilogravura (Woodcut on Japan paper), (15.1 × 11 cm).

O jovem Pablo Picasso (1881-1974), ao chegar em Paris em 1900, sentiu a atração da mesma atmosfera artística que tinha gerado o estilo de Munch. Já em 1906, ao entalhar sua xilogravura “Cabeça de jovem mulher”, Picasso antecipou o quanto o movimento fauve teria a lucrar associando-se à gravura em madeira.

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Pablo Picasso. Head of a Young Woman in Three Quarter View, 1906 (printed 1933).

Xilogravura (Woodcut), (51.4 x 34.3 cm).

O uso da cor em contrastes abruptos e independentes de sua tradicional função descritiva conduzia o Fauvismo à xilogravura. Foi Henri Matisse (1869-1954) com sua obra “Estudo Nu” de 1906 que marcou esse encontro inicial entre os fauves e a xilogravura.

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Matisse. Estudo de Nu, 1906. Xilogravura.

André Derain (1880-1954), Raoul DufY (1877-1953) e Maurice de Vlaminck (1876-1958), também integrantes do movimento fauve, produziram xilogravuras, elevando-a a um patamar mais alto, onde a liberdade de criação, a força e a dramaticidade dessa linguagem satisfaziam a sua necessidade de expressão.

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André Derain. Ilustração para “L’Enchanteur pourrissant” de Appollinaire.

vlaminck

Maurice Vlaminck. Cabeça de garota. Xilogravura.

[Realismo]Como desenhar a boca e os dentes

Nesse tutorial mostra os diferentes passos para desenhar um desenho realista boca, lábios e dentes, exitem vários métodos diferentes, que seram aboradados mais pra frente.




Passo 1 : Muitas pessoas quando se trata em desenhar a boca tem uma certa dificuldade.
Nesse tudo será mostrado como desenhar uma boca em olhar realista.
Começei com um esboço bem simples da boca.





Passo 2 : Começamos usando tons escuros nas laterais da boca, não se preocupe com sombreamento neste momento, pois está área será misturada depois. Basta rabiscar alguns tons para baixo
do papel, igual mostra na ilustração.






Passo 3 Agora siga os passos das proximas ilustrações:


passo 4


Passo 5


Passo 6


Passo 7


Passo 8


Passo 9


Passo 10

 Passo 11



Passo 12


Passo 13

Desenhando Pelos de animais

Uma pequena introdução ao tema
t8_basset_s “Como muitos pedem auxilio sobre como desenhar pelos, resolvi mostrar como desenhar um cachorro. Esse exercício aparentemente simples é na verdade uma tarefa quase impossível.

 

Não só pelo fato que os estilos de um artistas para outro são muito diferentes, mas também pela forma diferente de cada um trabalhar. No entanto, pretendo pelo menos apresentar-lhe a minha maneira de desenhar pelos ou cabelos; as técnicas que descreverei na verdade se adéquam ao meu estilo e ambições … mas espero passar uma idéia sobre o assunto, mas tenho consciência que a minha idéia é só uma entre mil formas de se fazer……..

Um encantador desenho de um cão por Karen Gillies. Os tons foram usados para modelar e definir a forma do corpo, que concentra a maior atenção do espectador sobre os olhos, já que foi a parte escolhida para ter destaque. O artista atribuiu pouca importância ao detalhe do cabelo. Este Basset Hound, mostra o uso do cabelo/pelos como o único meio de expressar a forma tridimensional do corpo. Aqui, o branco do olho foi cuidadosamente preservado para atrair a atenção nesse sentido.

A ilustração (acima, à esquerda) mostra o uso global de sombreamento – nele  o assunto foi tradado como um objeto tridimensional único sem textura da superfície e  foi feita a aplicação de tons sem muita preocupação com tornar a textura tridimensional. Ao dar prioridade visual da forma subjacente, a presença de pêlos é deixada quase inteiramente para a imaginação de telespectadores, não sendo muito trabalhoso o desenho.

Na elaboração do Basset (acima à direita) eu usei um sombreamento detalhado e preciso – deve-se observar a quantidade de reflexo de luz nos pelos, e reproduzir o efeito, assim como as sombras.  Neste desenho foi dado prioridade à aparência exterior – A forma tridimensional é descrita apenas pelos cabelos e sua textura, pela forma que foi realçada em seu contorno.

Não é tudo em preto e branco  total…

Se todo “preto” fosse realmente preto e todo “branco” fosse um puro e impecável branco, não veremos nada alem de desenhos planos com contornos nítidos, sem nenhuma noção de outra dimensão. . Mas nada na vida é tão simples – na realidade, os reflexos e a absorção da luz desempenham um papel importantíssimo para definir o que vemos. É o destaque da luz  na pelagem preta do Labrador, com todo seu brilho que nos revela o formato do cão – a estrutura superior, ou seja, a superfície nunca é  vista de forma demasiada, sempre tem algo mais a observar. Nesse caso, o pelo, só o pelo, definiu a sua forma tridimensional. O mesmo também se aplica para um Poodle branco, apenas a ênfase é invertida – nesse caso, são as sombras que desempenham um papel de destaque no desenho, revelando suas formas. Mas há também um outro aspecto que é tão verdadeiro para ambos os processos descritos, que é…

Um risco de lápis não é um cabelo…

O risco do Lápis serve apenas para marcar a forma e a posição dos cabelos. Bem, isso pode ser percebido se pensarmos em ocasiões onde necessite fazer um fil  ou mecha branca em cima de uma preta. O lápis certamente irá adicionar o tom na medida necessários para os pelos, pintando-o em sua forma. Mas no uso geral, uma linha feita com a ponta de um lápis não representa um fio de cabelo – ela forma a fronteira entre uma mexa e outra.

Negativo e Positivo …

Nos desenho de pelos, observamos partes de textura positivas e partes de texturas negativas (Em relação ao contraste entre luz e sombra. Onde há mais sombra do que luz, o desenho é “negativo”, e quando há mais luz do que sombra, a imagem é dita “positiva”), e cada um tem de ser entendido separadamente para que após isso, você possa facilmente combinar os dois e reproduzir o cabelo com um senso de realidade.

Como afirmei acima, vemos os cabelos pretos por causa de seus destaques de luz, já os cabelos brancos são destacados por suas sombras. Em ambos os casos, os cabelos são visíveis devido à sua “negativa” de propriedades. Na prática, você não cria o cabelo, mas a sombra ou realce. Para os pelos pretos o destaque vai variar de brilhante ou branco para uma série de escurecimento em tons de cinza, mas não, porém, em preto – os tons mais escuros disponíveis devem ser reservados para as sombras positivas que definem as arestas dos pelos pretos , e não para os cabelos propriamente ditos.

Esta é a chave para o desenho negativo, a técnica que você deve aprender – como trabalho, o foco não completa a sua atenção sobre as linhas reais, mas sim o quê você está desenhando nos espaços entre elas. Em comum com a pintura em aquarela, o único branco que o artista à grafite dispõe é o branco do papel. Para produzir uma linha em branco essa linha deve estar com seus limites previamente definidos, descrevendo-a seu contorno com um tom mais escuro. A linha que desenhada não tem importância em si mesmo. É o espaço entre as linhas que é o primordial.

Estas são linhas pretas no branco ou linhas brancas no preto? Se estas são  linhas pretas desenhadas em papel branco, ou seja, fundo branco, então consequentemente são marcas de linhas positivas do desenho . Linhas brancas sobre fundo preto? O preto é o fundo porque ele define o limite do branco. O preto é desenhado exclusivamente para criar o branco. Esta é a negativa de desenho.

A folhagem é um exemplo de desenho positivo. As linhas do lápis de fornecem as marcas dominantes. E o fundo branço é claramente definido. Um exemplo de desenho negativo – Neste caso, as linhas de lápis servem apenas para definir os pelos branco dominante. Uma combinação – A sombra positiva traçada é estendida para cima e para baixo nas superfícies negativas do desenho.

Como se consegue isso?


Sempre que possível, eu trabalho do escuro para a claro. Do ponto de vista puramente prático, é muito mais fácil após desenhar uma parte,  passar o grafite no desenho em uma área com tom escuro já definido. Isso me permite usá-lo como uma ruptura – para atrair em uma direção para depois retornar e continuar na direção oposta. A orelha a esquerda da imagem ao lado (e o que eu estou querendo demonstrar). Gostaria de trabalhar nesta área em quatro fases distintas ….

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Fase 1: Tendo encontrado a minha área de sombra negra que é minha primeira etapa, estabeleço a sombra, ou seja  a borda superior onde iniciaria os fios brancos elaborando cuidadosamente tentando definir o melhor possível os fios claros e mais leves. Lembre-se, eu estou desenhando as sombras entre os cabelos aqui. O branco “cabelos” são deixados em branco até a próxima fase.

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Fase 2: Trabalhar a partir de escuro para a luz. A orelha é atraída de volta para dentro da sombra. Este desenho é negativo pois o destaque do desenho são os fios brancos entre o fundo de fios negros. Uma vez que estes pêlos são definidos, o tom é aplicado para dar a correta dimensão do 3D. A iluminação é continuamente ajustada para alcançar o efeito tri-dimensional necessário.

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Fase 3: Novamente o desenho é “grafitado” na sombra escura que se estende para baixo na área inferior a orelha. Se alguns dos fios de luz precisa voltar-se para a sombra isto pode ser conseguido usando uma borracha plastica ou borracha kneadable – Ao passar a borracha, uma linha de grafite e deslocada criando um borramento com o borracha ao misturar com a parte branca do papel, gerando o efeito desejado.

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Fase 4: O destaque do desenho negativo  será finalisado. Juntando as duas linhas de limite exterior, ou seja, as que sobressaem do conjunto, você consegue bons resultados. Estes formam agora uma linha positiva que é atraída para um ponto para terminar no final de cada cabelo. Compare os fios que ganham continuidade na fase 4, relacionando com a terceira.

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Conclusão …

Se trabalhar  uma pequena area de cada vez você fará o seu projeto global muito mais fácil e de melhor manipulação, tanto fisicamente, como mentalmente e vai mantê-lo firmemente sob controle. Não fique tentado a trabalhar em todo o desenho de uma só vez e nem tente preencher as áreas inteiras com um tom. Bem, sim – eu sei que o desenho ficará  completo muito mais rápido … e você poderá sentir que está estabelecendo uma forma, mas cuidado! – os destaques brilhantes que você precise fazer mais tarde poderam se tornar-se uma missão quase que impossível de se fazer, resultando em uma perda de vida no desenho e diferentes profundidades mediante aos tons empregados.

Sempre atente na direção da luz, considerando a posição de cada fio de cabelo que você definir e aplique a iluminação em conformidade com o original. Definindo  os cabelos/pelos, calcule e adicionar o seu devido tom no  local específico. Isso irá dar-lhe uma realidade impressionante – não trabalhe no desenho como um todo, trabalhe cada local isoladamente.”

Este Tutorial foi desenvolvido pelo artista MJ SiBley, e foi traduzido por Ornam

Para conhecer o site do artista, fonte desse tutorial acesse:http://www.sibleyfineart.com/tutorial–draw-hair.htm

 

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